VALE A PENA?

Propositadamente seleccionei os textos seguintes referentes ao mês de Outubro e Novembro, por estes não terem qualquer cariz político/partidário e apenas e tão só laçarem a debate assuntos sobre o PAUL:

- Obras estruturais no Paul? Pois claro! (10 comentários)
- Impacto do hotel das termas de Unhais. (13 comentários)
- Um Paulense – José Marmelo e Silva. (11 comentários)
- Saber usufruir das infra-estruturas existentes. (2 comentários)
- Uma imagem vale mil palavras. (4 comentários)

Se analisarmos cuidadosamente os comentários a cada blog, concluímos que a maioria das intervenções obrigatoriamente têm cariz politico, partidário e em alguns casos sectário.

Na qualidade de colaborador do blog sinto-me absolutamente desmotivado a continuar, em virtude de concluir que os comentadores se situam numa área na qual há uma total falta de ideias próprias e isentas, não acrescentando nada ao debate. Não acredito que não possamos contribuir de um modo mais coerente no debate. Estes textos na minha perspectiva devem contribuir pela positiva para o PAUL, caso contrário, alem de uma perca de tempo da minha parte, o Paul já tem “tricas e dicas” suficientes.

Desculpem a minha sinceridade e agradeço os vossos comentários afim de decidir a minha continuidade.

Saudações Paulenses

PS. No final do blog encontram uma caixa dizendo “site meter” e fazendo clic acedemos ao relatório das visitas ao blog. Aqui o assunto passa a ser mais sério pois concluímos que a elevadíssima percentagem de visitantes e consequentemente intervenientes, são dos vários grandes centros urbanos e estrangeiro o que torna o meu cepticismo ainda maior e responsabiliza ainda mais (colaboradores e comentadores), para o rigor das intervenções em virtude da experiência de vida, obrigatoriamente estar acima do dia a dia da nossa Vila.

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UMA IMAGEM VALE MIL PALAVRAS

Pedaisdopaul
“Este blog destina-se a todos os duros que gostam pedalar com selim... Agora a sério, os PedaisdoPaul são um grupo organizado de amigos que pratica e promove eventos na área do cicloturismo (tanto na vertente BTT como na vertente Estrada). Este grupo esta inserido no Núcleo de Cicloturismo da A.P.C.D. (ASSOCIAÇÃO PAUL CULTURAL DESPORTIVO). O principal objectivo dos PedaisdoPaul é promover e desenvolver a prática do cicloturismo conciliando a amizade com o desporto na vila do Paul”


Numa Vila onde se pedala normalmente …


Esta nova modalidade é um exemplo…

Parabéns, grandes êxitos e principalmente obrigado pelo exemplo a seguir em todos os “terrenos”, pelos “proprietários” da nossa Vila.
Visitem em http://pedaisdopaul.blogspot.com/.

Saudações Paulenses

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SABER USUFRUIR DAS INFRA-ESTRUTURAS EXISTENTES.

O MUNDO A DISTANCIA DE UM CLIC.

Tendo em consideração a mais valia existente da Internet na Sede da Junta de Freguesia, custa-me aceitar que esta não seja explorada na sua real dimensão e sirva convenientemente os interesses da Comunidade.
Entre outras mais valias que podem ser postas ao dispor da comunidade, talvez a mais importante seja a comunicação com toda a Comunidade Emigrada.

A título de exemplo agradeço que acompanhem o meu raciocínio e usufruir na máxima capacidade imagem e som deste serviço:

1 - Já existem computadores, devidamente equipados.

2 - Necessário adquirir uma câmara que custa cerca de 40/50,00€, para obter imagem, consultar (www.worten.pt) por exemplo.

3 - Necessário adquirir um micro ou auscultadores que custam cerca de 5,00€ ou 20,00€ no segundo caso para não usar o aparelho fixo de telefone, consultar (www.worten.pt) por exemplo.

4 - Visitar a pagina (www.voipdiscount.com) ou outra, fazer o respectivo Download , registar-se e a partir deste momento pode ligar-se a qualquer ponto do mundo telefonicamente, via computador ou ambas por um preço simbólico.

Nota: Os carregamentos obrigatórios são de 10.00€ e têm uma validade de 120 dias. A titulo de exemplo uma chamada de 2 horas para o Brasil custa cerca de 0,20€ (isso mesmo vinte cêntimos). Isto tambem pode ser feito em nossa casa ou empresa.

Portanto se temos as infra-estruturas porque motivo não são exploradas convenientemente? Quantas famílias não irão usufruir desta mais valia e encurtar distancias? Hoje qualquer associação, família ou outrem têm acesso imediato a este serviço. Sera difícil pô-lo a funcionar no Paul já que nem é necessário criar mais infra-estruturas?

Com isto não pretendo fazer qualquer tipo de julgamento ou critica a Junta de Freguesia, apenas e tão só sensibilizar para o que temos e não usufruímos convenientemente, na minha modesta opinião. Certamente outras mais valias podem estar sub-aproveitadas.

Fica a reflexão.

Saudações Paulenses

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Em Tribunal? Porquê e Como?

Em www.paulvitorreissilva.blogspot.com encontrei o seguinte comentário que me parece pertinente e digno de partilha.

Se o mestre Gil Vicente fosse vivo, com a sua crítica mordaz ao poder estabelecido, iría preso no tempo do fascismo e agora iría para a barra do tribunal para pagar qualquer indemnização a quem se achou ofendido?

Existem semelhanças no comportamento de quem está no poder já que demonstra não saber viver com a critica real e, também, com a ficcionada.

Aqui fica para consulta, leitura e juízo de cada umhttp://www.covilhas.blogspot.com/

Parece que o Sr Carlos Pinto ensandeceu, concerteza. Só está a dar mais relevo a um blogue que já estava inactivo.

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O caso Chicken Charles


O Tribunal da Covilhã começou, esta quarta-feira, a julgar uma queixa-crime por difamação, calúnia e injúria movida pelo presidente da câmara local, Carlos Pinto, contra o alegado autor de um blogue na Internet.

Indiciado pelo Ministério Público como autor do blog "Chicken Charles - o anti-herói", em http://covilhas.blogspot.com, está David Duarte, de 29 anos, desenhador e residente na vila da Boidobra, junto à cidade, e que nega ser o autor do blogue.

Na sessão, o autarca declarou que os artigos publicados são a maior ofensa de que foi alvo em 20 anos de vida pública. «Quem não se sente, não é filho de boa gente» referiu o edil, ao justificar a acção judicial que moveu.

O site contém dezenas de artigos, publicados entre Maio de 2004 e Fevereiro de 2006, apresentados como as confissões de uma personagem designada de "Chicken Charles", o galo "que é Dono do Galinheiro da Quinta da Covilhã" e que "controla todas as galinhas".
Segundo a acusação, o correio electrónico do blogue chickencharles@iol.pt foi criado a partir do endereço IP do computador da casa de David Duarte, o que levou a que fosse indiciado pelo Ministério Público. A queixa-crime considera que os artigos representam um elevado "grau de ofensa na honra, prestígio e confiança" do presidente da câmara.

Carlos Pinto alega ter sido sujeito a situações de "vexação", sendo "motivo de todas as conversas, chacotas e cochichos", por causa do blogue.

No processo, Carlos Pinto pede uma indemnização "não inferior" a vinte mil euros e justifica o valor pedido por causa dos artigos "difamatórios sobre a vida privada e política" exibidos no blogue.

O edil diz ser acusado da "utilização de dinheiros e obras públicas para fins particulares", nomeadamente nos artigos intitulados "O casamento da minha franguinha" e "Os meus Amores".
Para Carlos Pinto, "a sistematização dos textos" revela "um objectivo preciso" de humilhação do seu nome "e não apenas uma brincadeira". Por outro lado, defende, a informação utilizada sugere que foram utilizadas fontes locais.

"Hoje há a tentativa de criar novos inquisidores, que na base do anonimato cobarde atribuem factos não provados a pessoas com funções públicas", referiu.

O autarca diz que o conteúdo do blogue lhe provocou problemas de saúde, mesmo ao nível físico.
As quatro testemunhas de acusação hoje ouvidas, disseram testemunhar o incómodo causado pelo blogue ao autarca e adiantaram acreditar que os artigos partissem de fonte ou fontes próximas da vida do município.

Apenas Luís Barreiros, vereador da Câmara da Covilhã, disse conhecer o réu, com quem já tinha reunido a propósito de trabalhos gráficos que aquele fez para a autarquia.

Joaquim Matias, também vereador na Câmara da Covilhã, disse não acreditar "que os artigos sejam obra de um só cérebro", acrescentando que "o nome do arguido só ultimamente veio à baila".

A defesa do alegado autor

No processo, a defesa alega que qualquer pessoa podia ter feito esses acessos, porque a ligação era partilhada e o réu "estava ausente da Covilhã na data em que foi criado o referido endereço.

A ligação à Internet em causa era partilhada por "amigos e familiares" que frequentavam a mesma casa e também com a casa de um primo, num andar inferior do mesmo edifício, sustenta.

Por outro lado, os registos são textos de ficção, cuja linguagem se centra num estilo contrário da utopia, a "distopia", lugar imaginário onde tudo é negativo.

A defesa refere ainda que o arguido não tinha motivos para criar o blog, pois "não tem qualquer conflito político ou pessoal" com Carlos Pinto, nem com a "qualidade que este detém enquanto presidente da Câmara da Covilhã".

Entre as testemunhas hoje ouvidas, o pai do réu encerrou a sessão e confirmou a tese da defesa, segundo a qual qualquer outra pessoa podia ter tido acesso à Internet através da ligação na casa em que o réu vive com os pais e um irmão.

Segundo referiu, aquela ligação é partilhada entre amigos e familiares que frequentavam a habitação e também por dois sobrinhos que vivem num andar inferior do mesmo edifício. "Para além dos filhos e dos sobrinhos, ainda há os amigos", disse.

O blogue em causa continua disponível e, segundo o contador disposto na página, já foi visto mais de 18 mil vezes.

A segunda sessão do julgamento está marcada para dia 21 de Novembro às 09:30.

(in Kaminhos)

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A ÁGUA É NOSSA


Abaixo-assinado contra venda da empresa municipal de águas
CovilhãDocumento já tem cem signatários e foi apresentado ontem. Os promotores gostariam de o entregar na autarquia até 4 de Dezembro
Um grupo de cidadãos da Covilhã exigiu ontem o “fim imediato” do processo de privatização da empresa Águas da Covilhã (AdC) apresentando os primeiros cem signatários de um abaixo-assinado que será entregue à autarquia. “A água é de todos! Não é um negócio só de alguns”, referem os subscritores do documento que será posto a circular em juntas de freguesia, escolas, estabelecimentos comerciais e fábricas.“O abaixo-assinado é a melhor forma de mostrar à Câmara a indignação dos covilhanenses”, disse Abel Pereira, professor do ensino secundário e primeiro subscritor do documento que contesta a venda de 49 por cento do capital da AdC. “Prosseguindo a política de venda dos recursos públicos e património municipal o presidente da Câmara e a maioria PSD que o apoiam preparam um passo gigantesco para a privatização da água”, lê-se no texto do abaixo-assinado.“Não há nenhuma razão, a não ser a ânsia de arrecadar alguns milhões de euros de imediato, que justifique a privatização da água”, acrescenta o documento. Apesar da autarquia manter 51 por cento do capital da empresa, no caso da alienação avançar, “a venda de 49 por cento não garante que o controle permaneça sob a responsabilidade municipal”, alertam os subscritores do documento. “Os custos ficam no sector público e os lucros vão para os investidores privados deixando de ser reinvestidos”, acrescentam. O primeiro passo para a venda do capital da empresa AdC foi dado no dia 18 com a apreciação da documentação entregue por cinco consórcios concorrentes que terão de apresentar até 4 de Dezembro o plano estratégico e proposta de preço para aquisição de parte da empresa.“Seria bom que até 4 de Dezembro tivéssemos reunido um número muito significativo de assinaturas que demonstrassem o descontentamento da população”, disse Abel Pereira, sem precisar que números pretendem ser atingidos e quando tencionam entregar o documento na autarquia. “Não temos uma data para isso”, disse Abel Pereira rejeitando que a iniciativa tenha qualquer conotação partidária, embora uma parte significativa dos subscritores esteja ligado directa ou indirectamente ao PCP: “Eu não tenho nenhuma ligação partidária”, referiu Abel pereira afirmando que “os movimentos cívicos integram cidadãos que podem ou não ter ligações partidárias. O mais importante não são os partidos, mas as pessoas e aquilo que defendem”, concluiu.
Comunistas entre os primeiros cem subscritores O presidente da União de Sindicatos de Castelo Branco, Luís Garra, e o líder da CDU na Assembleia Municipal da Covilhã, Jorge Fael, integram o grupo dos primeiros cem signatários do abaixo-assinado. Entre os subscritores encontram-se ainda Carlos Gil, deputado da CDU na Assembleia Municipal da Covilhã, Aníbal Cabral, presidente da Associação Florestal da Beira Interior, recentemente criada, Dulce Pinheiro do Sindicato de Professores da Região Centro e Armando Morais, actual coordenador do Centro de Trabalho do PCP, na Guarda. Da lista, faz ainda parte o arquitecto Hélder Pereira, antigo militante da secção do PS na Covilhã e que, nos últimos anos, tem surgido em várias iniciativas da CDU.
Diário XXI 07 de Nov. 06
O Hermínio

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Gestão Autárquica. O Despesismo e a venda de património público - a água.

Dívidas.

Quando o Pinto entrou para a Câmara - 1º mandato (1990) a dívida da Câmara era de 800 mil contos à EDP. O Pombo recebeu uma dívida de 3 milhões.

O Pinto recebeu a dívida de três milhões (1998) e já vai em 18 milhões.

Se se somar a receita anual (cerca de 5 milhões de contos, em média) o Pinto utilizou 58 milhões de contos. Onde estão?

É Obra!

Não é de admirar que apareça, na lista nacional, como a 3ª Câmara mais endividada, sem capacidade financeira.

Por isso, pretende vender a àgua, de todos nós.

Venda o seu (dele) património, olha o malandro.

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Um Paulense - José Marmelo e Silva


Um Paulense a descobrir por todos nós.

Afinal de contas o Paul também tem "gente ilustre". Após alguma pesquisa descobri que a Srª Glória, do Café Central, é irmã deste escritor.

José Antunes Marmelo e Silva nasceu a 7 de Maio de 1911 em Paul, Beira Baixa.

Estudou no Seminário do Fundão e em escolas secundárias de Covilhã e de Castelo Branco. Frequentou a Universidade de Coimbra mas, devido à publicação de Sedução, teve de concluir a licenciatura (em Filologia Clássica) na Faculdade de Letras de Lisboa onde apresentou uma tese sobre Virgílio � Um sonho de paz bimilenário: a poesia de Virgílio. Colaborou no semanário lisboeta O Diabo, com o pseudónimo Eduardo Moreno, e na revista presença, de Coimbra, cidade em que conviveu com o grupo neo-realista. Prestou serviço militar em Mafra e na Madeira. Fixou residência em Espinho (onde leccionou na Escola Secundária) até à data da sua morte, em 11 de Outubro de 1991. Foi agraciado, em 1987, com a medalha de ouro da cidade de Espinho. Com o grau de Comendador da Ordem de Mérito, foi condecorado pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares, em 1988.
Outras ligações sobre o autor:

José Marmelo e Silva novelista: 50 anos depois
OBRAS:

O Homem que Abjurou a Sociedade � Crónicas do Amor e do Tempo, O Raio, 1932 (Renegado).
Sedução, 1� edição, Coimbra, Livraria Portugália, 1937; 2� edição, Porto, Portugália, 1948; 3� edição, Lisboa, Estúdios Cor, 1960; 4� edição, Lisboa, Editora Ulisseia, 1972, ("com um ensaio histórico-analítico "de Arnaldo Saraiva); 5� edição, Lisboa, Editorial Caminho, 1989 (com um ensaio de Arnaldo Saraiva publicado a primeira vez na 4� edição).

Depoimento, 1� edição, "Presença", n�. 1, série II, Novembro de 1939; 2� edição, in Os Melhores Contos Portugueses, Porto, Portugália; 3�edição, in O Sonho e a Aventura, Coimbra, Atlântida, 1943; 4� Edição, Lisboa, Col. Mosaico, s.d. 5� edição, in Os Mais Belos Contos de Amor da Literatura Portuguesa, 1967
O Sonho e a Aventura, 1� edição, Coimbra, Atlântida, 1943, (contos Narrativa Bárbara, Depoimento, O Conto de João Baião); 2� edição, Lisboa, Editora Ulisseia, 1965, (contos Narrativa Bárbara, Depoimento, Ladrão!)
Adolescente, 1� edição, Coimbra, Portugália, 1948; Adolescente Agrilhoado 2�. Edição (acrescentada), Lisboa, Arcádia 1958; 3� edição, Lisboa, Editora Ulisseia, 1967; 4� edição, Lisboa, Editorial Caminho, 1986, (com prefácio de Maria Alzira Seixo) � retirada do mercado; 4�/5� edição, Lisboa , Editorial Caminho, 1986.
O Ser e o Ter seguido de Anquilose, Lisboa, Editorial Ulisseia, 1968 (a primeira versão de O Ser e o Ter é O Conto de João Baião).
O Ser e o Ter, Lisboa, Editora Ulisseia, 1973
Anquilose, Lisboa, Editora Ulisseia, 1971
Desnudez Uivante, Porto, Limiar, 1983

PROGRAMAS NA RTP SOBRE JOSÉ MARMELO E SILVA:
"O Livro à Procura do Leitor", de Manuel Poppe, 22 de Fevereiro de 1972; "A Ideia e a Imagem", de Álvaro Manuel Machado, 27 de Junho de 1978; "O Homem é um Mundo", texto de Rogério Rodrigues, realização de Leonel Brito.

JOSÉ MARMELO E SILVA O LIBERTADOR DO AMOR
Urbano Tavares Rodrigues
Com o mesmo projecto político dos escritores neo-realistas, que inicialmente acompanhou, José Marmelo e Silva foi, entre eles, desde Sedução, novela publicada no final dos anos trinta, uma irrefreável afirmação de subjectividade. É a força do desejo, filtrada pelas palavras, a par da observação aguda e inclemente do meio, que lhe permite estruturar personagens que ainda hoje comunicam com o leitor e nele se concretizam, se prolongam.
O gineceu conimbricence transposto para a aldeia vibra de uma sensualidade reprimida, que se atraiçoa na atmosfera hipócrita do apogeu fascista, o início da Guerra de Espanha. Eduardo é o jovem fauno castrado pelo irmão, sôfrego do prazer que à sua volta, rodeado de mulheres, não encontra.
E novamente o desejo, a tentação, o despertar do desejo, palpita nas páginas tão belas de Adolescente Agrilhoado, o grande, o insuportável romance da adolescência da década de quarenta em Portugal, obra sensível onde se nos mostra já com um certo toque mágico e mítico, o mundo áspero dos pobres e o seu trabalho, as suas superstições, febres, amarguras do crescer no seio da família e do microcosmo rural. Os caminhos que se abrem e se fecham para um jovem intelectual de origem camponesa.
A libertação do sexo processa-se na narrativa que paradoxalmente se chama Anquilose e que é de explosão, irónico, cáustico e ao mesmo tempo triunfal, um texto que nos dá conta de amores vários, vividos em euforia, em exaltação juvenil, e que se torna sátira social e política e seria mesmo panfleto revolucionário se o humor permanente, ao nível do acontecer e ao nível da escrita, não corrigisse o entusiasmo, a vibração com que por vezes os ideais socialistas neles se expressam.
O Ser e o Ter, O Sonho e a Aventura, Desnudez Uivante, onde o hiper-realismo quase toca o fantástico, são noutros cenários, noutros tempos, exemplos do mesmo acto de escrever, do mesmo cântico à via, ao amor e à esperança.
In Letras & Letras, 5/3/89
O SAGRADO E O CÓSMICO
Baptista-Bastos
Sedução tem meio século. Releio (quantas vezes reli?) essa ficção pausada e lenta, terna e amena, áspera e dilacerante que José Marmelo e Silva redigiu (compôs), e que deixou de lhe pertencer em sistema de exclusividade porque faz parte do território colectivo (selectivo) onde se ordenam as grandes obras-primas da literatura portuguesa de sempre.
Obra-prima, repito. Porque convida a aprender a universalidade da alegoria, para além da diversidade das alegorias. Porque é a obra de um autor; e um autor é sempre alguém que possui uma voz própria, inimitável, que não deixa discípulos e só lega situações epigonais; porque tange em sentimentos e situações extremas conservando um intenso respeito e uma profunda discrição; porque a estrutura verbal de que se serve teria de ser, necessariamente, aquela � nunca outra.
A obra deste escritor discreto, relator ficto do corpo, o corpo entendido como liberdade ou como experiência do sagrado � obra deste escritor maior possui algo de religioso, de valores e de implicações cósmicas, e nela avulta esse profunda relação causal entre a matriz e o crescimento, entre amor e morte, entre Eros e Thanatos. As analogias existentes entre o acto de escrever e a humilde coragem de publicar reverte� -nos para a exploração (para a interpretação e para a leitura) de que a obra-de-arte (esta obra-de-arte) pretende a incorporação no divino. Nada, em Sedução; nada em O Adolescente Agrilhoado, por exemplo, nos pode levar a afirmar que o seu autor acredita em seres antropomórficos, em deuses. Mas tudo nos leva a crer que José Marmelo e Silva admite o território do sagrado, as áreas do mito, os distritos onde se antagonizam céu e inferno. Todavia, mesmo aí, José Marmelo e Silva manifesta um reiterado pudor. O pudor que implica a rejeição da linguagem denotativa, afirmativa, exclamativa e peremptória. O sentido transitório da existência conduz-nos à reflexão sobre a transcendência. Se, como pretendia Artaud, quando se escreve refazemo-nos, para nos desfazer, José Marmelo e Silva escreve para atingir a consciência do infinito, do absoluto � metas privilegiadas de todo o grande autor.
Respeito, amo e admiro as novelas deste homem singular, até pela singularidade (raríssima entre nós) do seu propósito e do seu majestoso empreendimento literário. Um grande escritor, como José Marmelo e Silva, não é medível. Pode, talvez, ser mensurável, através da sua própria desmesura. E como nele não há excesso (excesso de palavras, excesso na composição, excesso nesse equilíbrio entre o antigo e o moderno) eis porque, sem estratégias de glória, sem tácticas imediatas, e precárias porque efémeras, de marquetingue � eis porque é um clássico e, a um tempo, um contemporâneo.
In O Diário, 23/5/87
REFERÊNCIAS CRÍTICAS À OBRA DE JOSÉ MARMELO E SILVA
Sedução decorre num ambiente misto de realidade fortemente expressa em dedadas brutais que desnudam, e de irrealidade, daquela irrealidade com que se oferece o desenvolvimento de certas obsessões que parecem aspirar toda a demais experiência, fazê-la participar da obsessão. E há depois o originalíssimo estilo em que uma constante ironia impede, corta, destrói as insinuações sentimentais. A conjunção destas qualidades dá à novela um sabor muito original e uma densidade que é precisamente o mais invulgar em novelas portuguesas, que pecam, quase sempre, por uma unilateralidade, por uma pobreza de meios de expressão, que não são do que menos contribui para a falta de interesse que despertam.
Adolfo Casais Monteiro
Se Fialho de Almeida era erótico, era-o entes de mais em função da avalancha verbal, que o impedia de uma visão social lúcida. Se Teixeira Gomes era erótico, o seu erotismo ficou empequenecido pelo rigor miniatural da sua prosa, que se compraz no apontamento mundano, na fantasia memorialística. Já Marmelo e Silva, com ser erótico, é fundamentalmente socialista e as personagens das suas novelas, nomeadamente de Sedução, desdobram-se em todas as dimensões humanas, nascidas de um estilo terso e inconsútil, sempre dominado.
Álvaro Manuel Machado
Wilhelm Reich, que criou a célebre associação S.E.X.P.O.L em 1939, dois anos depois da publicação de Sedução, teria sem dúvida gostado de ler esta novela de Marmelo e Silva. E se nos fins da década de trinta surgiu em Portugal um movimento literário neo-realista, e se esse movimento quis levar conscientemente, expressamente, a literatura para fora dela mesma, então teremos que considerar Sedução como a primeira obra autêntica ( e de qualidade) incorporável nesse movimento. Justamente por aquilo que terá levado alguns a excluí-la (para lá, bem entendido, das batalhas pela camisola amarela): a descrição (e subtileza) com que a realidade social nela é nomeada, que é também garantia da força anti-demagógica com que ela é sugerida, e desvelada nas suas máscaras psicológicas e sexuais.
Arnaldo Saraiva
Ainda hoje, não obstante todos os anos decorridos, Sedução continua a ser um livro de combate, um livro indisciplinador. Não pela escabrosidade do tema � aliás tratado com uma delicadeza e uma finura inexcedíveis, quando tão fácil (e tão comercial...) era ceder à tentação do obsceno -, mas pelo carácter insólito da análise, que progride por pequenas deslocações laterais, por iluminação de planos sucessivos, e não, como é corrente, por um mergulho vertical, pela sobrecarga de minúcias psicológicas que, habitualmente, fazem da personagem literária um monstro, inviável fora das páginas do livro. E o estilo? O maior bem que dele se pode dizer é que outro não serviria melhor o Autor. Ao mesmo tempo usual e castigada, a sua linguagem parece ter sido decantada de maneira algo bizarra: aceitando muito do que se exclui, excluindo muito do que se aceita, o resultado final é um estilo que não tem similar em Portugal.
José Saramago
Não é assim por acaso, mas a poder de mestria, contenção, alternância de planos, insurreição e recriação mítica, identificação do tema com a experiência, integração do saber herdado no plano temporal duma estética em devir, adequação da obra criada nos limites intuídos e consciencializados do autor, que Adolescente Agrilhoado é não só uma das obras-primas da nossa literatura, mas o mais belo romance da adolescência que até agora se escreveu entre nós.
Mário Sacramento
O autor de Sedução, O Sonho e a Aventura e Adolescente Agrilhoado é um ímpar na corrente neo-realista, pois representa o pólo (ou o contaste) psicologista da mesma, ou seja, pôs o acento tónico na reacção individual às estruturas sociais mais do que levantou o inventário "objectivo "das mesmas. Essa singularidade aumenta o seu valor histórico, se bem que terá determinado um conflito latente, oculto, entre Marmelo e Silva e a sua geração.
Também pelo cuidado, o entusiasmo, com que trabalhou a prosa, afeiçoando-a ao intimismo que tomou por objectivo detectar, Marmelo e Silva se distinguiu com vantagem da maioria dos escritores da sua geração, sendo daqueles �ao lado de um Manuel da Fonseca e um Carlos de Oliveira � que mais se preocupam com a qualidade da escrita.
Nuno Teixeira Neves
Verdadeiro esteta, não se embriaga contudo com o maravilhoso das palavras. Por detrás de cada frase está presente o escritor lúcido, o homem atento ao mundo que o rodeia, o contador excelente de histórias sabendo perfeitamente a grandeza e a função daquilo que se conta. E isto torna, talvez, José Marmelo e Silva um escritor ímpar entre nós. Não conheço, com efeito, quem tenha sabido unir de forma tão perfeita o estilo e a temática.

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IMPACTO DO HOTEL DAS TERMAS DE UNHAIS

Informação util e esclarecimento sobre este post.
Em datas oportunas solicitei, (via e-mail), junto da empresa gestora do Hotel das Termas de Unhais, qualquer tipo de informação inerente as diversas acções de formação que irão ocorrer. Por motivos que obviamente respeito não me foi dada qualquer resposta. Neste contexto ontem informei a Entidade proprietária que iria publicar os seus contactos afim de facilitar a informação a quem possivelmente possa interessar.
Os meus maiores desejos de felicidades ao projecto.

Quanto a intervenção neste “debate” e dada a importância do mesmo, estou seriamente desiludido.
Mais uma vez, quando confrontados com algo real, fechamo-nos em “copas” e passamos a comentadores de “esplanada”.

Um abraço.

IMB Hotéis
Apartado 3716201-909 CovilhãPortugal
Telf: (+351) 275 330 405 Fax: (+351) 275 330 440
O FUTURO ESTÁ A CHEGAR
Numa não longínqua Quarta-Feira, 12 de Julho de 2006 e escrito por Luis Fonseca sob o título "Complexo de 12,5 milhões abre em 2007", podíamos ler no Diário XXI o seguinte extracto:
A população da vila de Unhais da Serra vai ser alvo de acções de formação que a vão preparar para a abertura do novo complexo hoteleiro termal e de lar, no próximo ano. “A formação vai abranger várias áreas”, explica Luís Veiga, responsável pela Sociedade Termal de Unhais da Serra, que anunciou a iniciativa ao Diário XXI. Vão ser explicadas “quais as novas oportunidades de negócio, seja no pequeno comércio, serviços ou artesanato”. O novo enquadramento urbanístico e de ordenamento da vila de Unhais vai também estar no centro das atenções. “Vai haver um regulamento urbano que terá de cumprido para as novas construções”, destaca Luís Veiga. A ideia é ter uma vila com uma imagem agradável, sendo que a beleza passa pelos imóveis.
Associações, autarcas e líderes de opinião estão entre os grupos alvo da formação, sobretudo no capítulo referente “à forma como se gerem vilas termais e como a animação deve ser feita”.
As acções serão ministradas por formadores com experiência internacional e seguem exemplos do que de melhor já foi feito “em Espanha e França”. “Não basta criar um empreendimento que vai revolucionar a vila. É preciso saber como fazê-lo, o que deve acontecer em Unhais quando abrir portas e ver o que já foi feito noutros sítios”, explica Luís Veiga.
Para além da vila, responsável abrange também na iniciativa as freguesias circundantes e a população do Paul, Ourondo e Cortes do Meio que “vão ter também uma relação directa com o investimento”. “Temos tido bons contributos, por exemplo, da associação ADERES, que para além da boa vontade no processo, tem um conhecimento no terreno sobre o artesanato e as boas praticas locais”, realça Luís Veiga. “Isto para além da Câmara da Covilhã e Junta de Unhais, que já mostraram que estão de corpo e alma neste projecto”.
As acções de formação devem decorrer no início de 2007, ao abrigo da Acção Integrada de Base Territorial (AIBT) da Serra da Estrela. “São acções piloto inéditas em Portugal”, garante...

Após a leitura ATENTA deste texto ficamos elucidados quanto aos seguintes pontos:

1 - Os responsáveis “não brincam em serviço” e de uma forma idónea e extremamente responsável assumem que o contributo da população é indispensável para o êxito do seu projecto, disponibilizando formação em todas as áreas a toda a comunidade.
2 - Não só se preocuparam com a Vila de Unhais, como pretendem alargar essa formação as freguesias vizinhas e que obviamente podem e devem usufruir desta mais valia.
3 - A cultura, o artesanato, o folclore, as belezas naturais do Paul colocam-nos obrigatoriamente numa posição privilegiada para usufruirmos deste investimento.
Em virtude do Inicio do Ano estar a cerca de 60 dias, não será a altura deste assunto, talvez dos mais importantes do momento começar a ser tratado atempadamente e não ficar na gaveta no quente do Inverno e quando chegar o Verão é tarde, “Inês morreu” e o futuro esta já em férias termais.

Alem de um artigo do Prof. Vítor Reis Silva levantando o problema da abertura da estrada Paul/Erada/Unhais, não conheço mais qualquer outra informação.

Assim lanço o seguinte desafio:
1 Se alguém, alguma instituição ou outrem tem conhecimento de algo pode elucidar-nos?
2 Que ideias ou pretensões devemos nós Paulenses ter perante tais factos?
3 Não acham que é o momento de toda a comunidade pensar em uníssono e saber realmente tirar partido desta mais valia deixando todas as “tricas e dicas”, ou deixamos que estas nos empurrem para a passividade e deixar um qualquer “bem intencionado” decidir por nós?
4 Sera possível que as autarquias vizinhas se empenham em conjunto neste projecto?

Vamos reflectir e ser criativos, imperando a responsabilidade e analisar o impacto deste investimento no Paul e como a comunidade deve aproveitar e tem para oferecer ao mesmo.

Ao abordar este assunto é imperioso que todos os que o lerem tenham plena consciência que em instancia alguma tenho qualquer tipo de segunda intenção, apenas e tão só sensibilizar a Comunidade Paulense para o tema.

Saudações Paulenses

PS – Podem e devem ainda visitar http://unhais.blogspot.com/ e questionar Unhais directamente alem de participarem neste blogue.

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Procura parentes


Há alguém que possa ajudar a Carla?

Recebi este pedido de auxilio de uma leitora do blog no meu mail. Caso haja alguém que a possa ajudar, ficaríamos todo gratos. Não custa nada...

"olá asno, o meu nome é carla OLIVEIRA, sou neta de um oliveira do paúl. sou de lisboa. a minha avó, já falecida, é "alves gaspar" mais conhecidos por "lanterna". a familia oliveira é a que me suscita mais curiosidade porque não conheço nenhum membro e o meu avô já faleceu. Os "lanterna" conheço alguns embora não os veja à muito tempo. fico à espera de notícias. obrigada pela disponibilidade e parabéns pelo blog. carla oliveira
"

Boa sorte Carla!

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O DIREITO À INFORMAÇÃO

Corrigenda
Após terem sido levantadas algumas dúvidas em relação à fiabilidade deste post, consultei novas fontes e verifiquei que (apesar de não muito relevante sem se conhecer a verdadeira posição dos eleitos mais absentistas), alguns presidentes mais despreocupados com a defesa dos interesses da sua Freguesia, faltaram à Assembleia Municipal. Parece que não é só na Assembleia da República, pelos vistos a crise da balda é geral.
E mais digo, que em nome da verdade, sempre, dar-me-ei ao trabalho de tentar ter acesso à acta dessa assembleia, dissipando desta forma todas as duvidas, minhas e dos mais cépticos.

Contudo , penso que quem sabe mais acerca do assunto e já fez desmentidos a este post, inclusive eu, tem o dever morar de esclarecer a povoação, caso contrário é conivente e cúmplice da alienação da água e da desinformação do povo.
Desta forma a informação dada anteriormente, da forma em que fui induzido em erro, pelo qual apresento a minhas desculpas ao humilde povo do sobral e faço questão de corrigir, passa a ter a seguinte redacção:
"Exceptuando o Srs. Presidentes de Junta de Boidobra e Erada que votaram contra a alienação das águas, juntamente com a eleita directa do CDS à Câmara, em assembleia municipal, todos os restantes Presidentes de Junta Presentes e cumpridores dos deveres que lhe foram incumbidos nas ultimas autárquicas, votaram a favoravelmente à venda das águas.
E você?
É contra?
É a favor?
Tem batido com a cabeça?
Tem-se embriagado ultimamente?
Lembra-se de ter assinado alguma procuração com o fim de dar ou tirar legitimidade ao seu presidente de Junta para vender um bem que lhe pertence a si e a todos nós?
Debrucemo-nos sobre os comentários do Egas a este post.
Dá que pensar não dá?
O assunto terá de regressar à Assembleia municipal, não está tudo perdido!
Diga de sua justiça, pelo menos aqui! Exija ser consultado e esclarecido, é um direito seu. Quem você elege tem a obrigação de lhe facultar toda a informação acerca desta importantíssima temática, não de agir unilateralmente.
INFORME-SE!"

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O que acha da intenção do executivo camarário, de privatizar a água?

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Obras estruturais no Paul? Pois claro!

Que obras estruturais necessitamos no Paúl?

Uma questão que necessita de reflexão. Séria.

Porém, existem, penso eu, ideias,comentários exagerados e derrotistas, que se limitam a uma visão redutora da actividade social a "grupos", "grupinhos", "políticos ambiciosos", etc, etc.
A verdade é que, no Paul, têm sido feitas obras estruturais. Veja-se a rede de água e de saneamento.Observe-se o ar urbano, de segurança e de limpeza dado pela construção dos passeios.Melhorou-se na iluminação pública, nas estruturas sociais de apoio á 3ª Idade, infância e juventude. Melhoraram-se as estruturas sociais ligadas à cultura etnográfica. Melhoraram-se os acessos ao Ourondo, Barco e Ourondinho e , neste momento, encontra-se em execução a beneficiação da estrada Casegas - Paul.Houve, de facto, beneficiações no Largo do Mercado.Mais verde, mais condições de estacionamento e melhores condições para eventos sociais, festas e outro tipo de actividades.A Fonte do Concelho lá está (melhor ou pior tratada) com infraestruturas de base para o seu crescimento futuro, assim como o espaço da Árvore Bonita,irresponsávelmente abandonada. São estruturas que foram criadas e que têm um potencial de desenvolvimento extraordinário.As colectividades, cada uma com o seu objecto social, estão vivas. A Banda continua a funcionar, a Casa do Povo está em grande, o Danças e Cantares está em actividade regular e o Grupo do Centro Paroquial continua em actividade. A Associação Desportiva está a "mexer" novamente.A escola lá está. Mais decorada e pintada, porém (falta de planeamento) não tem espaços (estruturais) para o funcionamento de várias actividades que aí estão emergentes para a nossa criançada.

Contudo, é verdade, que faltam obras estruturais. Mas também falta muito emprego para fixar as pessoas que utilizam as obras estruturais.

Assim, que estruturas precisamos para aprofundar o nosso desenvolvimento?

Levando em conta o que temos, o que se pode fazer? Para onde se pode caminhar? Quais os apoios que se podem obter?

Qual é o contributo que cada um de nós, paulenses, podemos dar?

Vamos a isto!

Dá, para já, a tua opinião.

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Comentário de "anónimo"

"O Paúl necessita de obras Estruturais. No entanto há mais de 25 anos que se executam pequenas obras,e em alguns casos com enorme falta de bom gosto e senso,como:A estátua, jardim e o palco, no Mercado, O passadiço metálico, na Ponte, etc.Deveria haver mais discussão sobre o que fazer e como.Pensar mais no Paúl, no bem estar na qualidade de vida da sua gente, e não em oportunismos politícos"

(por anónimo)

Arramje um nome anónimo.

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Obras estruturais ou operações de cosmética?

No sítio www.paulvitorreissilva.blogspot.com encontrei este apontamento que desmonta toda a demagogia e falsidade de quem nos governa. Afinal de contas onde se encontra o espaço polivalente prometido pelo tal Beato que foi Presidente da Junta e pela actual Presidente? Afinal de contas o que mudou para o trabalho das crianças e professores? Melhor piso no exterior, janelas novas, telhas novas, melhor estacionamento, salas pintadas, porém.... o espaço continua a ser o mesmo e as obras não compensam as duas salas da cantina. As crianças vão continuar a tomar as refeições em outro local, a brincar em espaço cheio de terra e de pedras (parte de trás da escola) e onde vão ter as aulas de Educação Física no próximo ano lectivo? Nada disto melhorou. As condições, apesar da operação de cosmética (sempre fica mais bonito), não se alteraram. Gasta-se dinheiro e, em termos concretos e operacionais, continua tudo na mesma.

Aqui fica o artigo da página atrás referida.

As Inaugurações da Junta de Freguesia do Paul e da Câmara Municipal da Covilhã
Finalmente!


Passados cerca de 60 anos inauguraram-se, no dia 10 de Setembro de 2006, as instalações da antiga Escola Primária do Paul, construída no âmbito do Plano dos Centenários e da afirmação da nossa independência.Agora sim!Já lá temos placa alusiva à sua inauguração. Com a indicação, não de quem a mandou construir, mas sim, de quem financiou as obras de mera conservação. E assim se faz festa nas obras dos outros, após algumas operações de cosmética.Se, ao longo dos últimos 50 anos, cada Junta de Freguesia colocasse uma placa sempre que efectuasse obras de conservação e de beneficiação no edifício da escola, teríamos o interior da mesma cheia de placas comemorativas.Contudo, neste caso, como já se esperava, não foram construídos os espaços que poderiam compensar o roubo efectuado à comunidade escolar com a ocupação da antiga cantina para os serviços de saúde. Assim, no próximo ano lectivo onde irão decorrer as actividades de Educação Física?Tinham prometido compensar, ampliando o antigo edifício, com espaços para salas de aulas e espaço polivalente. Esta é que foi a promessa eleitoral. Esta é que seria a obra estrutural que a escola necessitava.Mudam a telha, colocam mais dois ou três radiadores, mudam as janelas, pintam as salas e uma relva à frente do edifício e aí temos a cosmética que permite afirmar que se cumpriu uma promessa. Para enganar com certeza alguns paulenses menos atentos.Ao nível institucional e protocolar esqueceram –se do ministério de educação na cerimónia de inauguração. Enfim, lapsos e omissões convenientes. Ignoraram e desprezaram de forma escandalosa os professores, educadores, pais e encarregados de educação e alunos.Apesar de constar no programa esqueceram-se de entregar as ofertas aos alunos do pré-escolar e do 1º Ciclo. Também aqui prometeram e não cumpriram.Quanto às obras e aos empreiteiros que ali trabalharam será importante, no futuro, pelos meios legais e no local próprio, questionar se foram cumpridas as regras da contratação definidas no Regime de Empreitadas de Obras Públicas, Decreto – Lei nº 59/99, de 2 de Março.A ver vamos.

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Assembleia de Freguesia de Paul

É verdade. Vamos ter Assembleia de Freguesia no dia 24 de Setembro, Domingo, às 17 Horas.

E que assuntos vai tratar a reunião do órgão deliberativo da nossa freguesia? Nem um!

Sendo anormal, descobre-se que não existe um único assunto agendado.

Veja-se:

1 - Intervenção do público
2- Período Antes da Ordem do Dia
3- Período da Ordem do Dia
4 -Intervenção da Presidente da Junta de Freguesia sobre a actividade da Autarquia
5 - Outros assuntos
6- Período aberto à população

A Ordem de Trabalhos afixada corresponde à estrutura da própria Ordem de Trabalhos sem conter qualquer assunto, tema, projecto ou seja o que for.

Afinal de contas o que vão lá fazer os eleitos? Cumprir calendário? Será que a Junta de Freguesia se encontra tão paralizada que não tem assuntos que a Assembleia deva conhecer e sobre os mesmos pronunciar-se ?

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Torneio de Futebol de 5 em Casegas


Estão abertas as incrições para o Torneio de Futebol de Verão da Casa do Povo de Casegas, a decorrer no Ringue de Casegas, na semana de Agosto compreendidaentre o dia 6 e o dia 12.

Os interessados podem inscrever-se até ao dia 06/08/06, mediante o pagamento de 30 bolas, através do número 968.983.461 ou do e-mail fabituh_casegas@hotmail.com

O 1º Prémio será uma taça mais 50€, o 2º prémio uma taça mais 25€ e o terceiro uma taça.

O sorteio realizar-se-á no dia 6, pelas 16h, na sede da CPC. Os participantes serão depois informados do calendário do torneio.

O limite máximo de jogadores por equipa é de 10. Os pormenores do regulamento serão disponibilizados posteriormente aos participantes.

A CPC não se responsabiliza por qualquer dano humano ou material decorrente do torneio.

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