25 ABRIL




José Carlos Ary dos Santos
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram

das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

Lisboa, Julho-Agosto de 1975

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Covilhanices





“Museu dos descobrimentos repõe justiça a Belmonte”
É inaugurado no domingo, 26, o novo museu “À descoberta do Novo Mundo”, alusivo aos Descobrimentos
Uma infra-estrutura que reforça a ligação ao Brasil e que repõe, segundo o autarca local, Amândio Melo, alguma justiça a Belmonte, pois nas comemorações dos 500 anos da epopeia de Pedro Álvares Cabral “não foi dado o devido valor a Belmonte”


Mais de 300 marcharam pelo emprego
Manifestação, na Covilhã, junta mais de 300 pessoas em luta pelo emprego, numa altura em que, segundo os sindicatos, cerca de dois mil postos de trabalho estão em risco
Os manifestantes representam “cerca de 800 pessoas do sector têxtil no distrito” que já não se lembram de receber salários dentro do prazo


Dívida da Câmara da Covilhã é de 88 milhões
Carlos Pinto, presidente da autarquia, entende que se trata de uma “dívida virtuosa”, porque é orientada para o investimento
O PS diz que se as contas das empresas municipais fossem conhecidas o défice seria superior


007- licença para ganhar
Downhill
Internacionalizar prova da Covilhã é objectivo próximo









Em 1974, Portugal acordou numa manhã de Abril e soube que nessa noite, enquanto dormia, a história estava a mudar nas ruas de Lisboa. No sábado cumprem-se 35 anos sobre o dia em que o Estado Novo caiu às mãos do movimento dos capitães. A Beira exultou. Recordamos esse dia e damos-lhe a conhecer todos os programas das comemorações.
O Museu “À Descoberta do Novo Mundo” será inaugurado no domingo, às 11 e 45, numa cerimónia que contará com a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, e do embaixador do Brasil em Portugal, Celso Vieira de Souza. A inauguração será o ponto alto das Festas do Concelho de Belmonte, que decorrem até domingo.
Presidente do Clube de Jornalistas, homem da rádio, televisão e de projectos de imprensa marcantes, como o “Diário de Lisboa”, “Tal & Qual” e “Sete”. Autor do sucesso da literatura nacional “Crónica dos Bons Malandros”, publicada em 1980, e que já ultrapassou as 30 edições. Uma lição de jornalismo por Mário Zambujal, um dos mais emblemáticos jornalistas da sua geração.
Reside no concelho do Sabugal, tem 50 anos e é empresário agrícola um dos dois suspeitos que, na sexta-feira, viu a prisão preventiva ser confirmada na sequência da operação nacional que levou à apreensão de cerca de 9,5 milhões de cigarros e à detenção de mais seis empresários.
A Secundária com o 3.º Ciclo Quinta das Palmeiras, da Covilhã, é a única escola da região e uma das cinco do País com nota máxima, “Muito Bom”, na avaliação externa do ensino público que o Ministério da Educação tem em curso, apurou o JF.
Até ao Verão, o Primeiro-Ministro José Sócrates deverá deslocar-se à região para adjudicar o bloco de rega do Fundão, um investimento de 60 milhões de euros e que representa a última fase da rede secundária de rega. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura, Jaime Silva.

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Raizes...




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Venda de imóveis em quebra na Beira Interior



Famílias da Beira Interior reduzem compras
"As famílias da Beira Interior apresentam o orçamento médio anual mais baixo do País em artigos de mobiliário. Esta é uma das grandes conclusões apresentadas pelo mais recente estudo de mercado da “Cetelem”. A entidade financeira adianta mesmo que, em 2008, o consumo das famílias no mercado do mobiliário rondou os 777 milhões de euros, registando uma quebra de 24 pontos percentuais face ao ano anterior.No último ano, a Beira Interior foi a região do País que registou o orçamento anual, dedicado à compra de mobiliário, mais baixo. Com uma despesa anual média de 78 euros nos distritos de Castelo Branco e Guarda, as famílias da Beira Interior estão assim a gastar valores muito inferiores à média nacional, que ronda os 213 euros. Esta falta de dinamismo “reflecte-se igualmente na evolução negativa do volume de compras”, aponta o estudo. Em 2007 o volume de compras foi de 21 milhões de euros e em 2008 baixou para os 12 milhões de euros. Mas em termos gerais, “as compras de artigos de mobiliário não são as mais afectadas perante um cenário de aumento ou de diminuição de poder de compra”, referem os autores desta pesquisa. Isto porque, “só cinco por cento dos portugueses, que participaram no estudo, encaram diminuir as suas despesas em artigos de mobiliário e decoração, se o seu poder de compra baixar em 2009”. Estes produtos não são os sacrificados num contexto menos favorável.A Cetelem apresenta dados de inquéritos realizados em 13 países europeus a mais de dez mil pessoas. " in Urbi.ubi
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Apesar dos tempos de crise espero que tenha uma excelente semana.
Saudações Cordiais,
Vizinha

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DESAPARECIDO EM COVILHÂ



A QUEM POSSA TER INFORMAÇÕES DO SEU PARADEIRO, AGRADECE-SE O CONTACTO ATRAVÉS DO E-MAIL
procurargoncalo@gmail.com OU DOS NÚMEROS DA GNR DO TORTOSENDO:

Telefone

275957350
Fax

275957358

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Autarquia serrana surge em terceiro lugar no índice de endividamento líquido em relação às receitas do ano anterior no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses.
Câmara lembra os números do investimento feito e é, por outro lado, a que menos despesas tem, a nível nacional, com funcionários

Músicos “entre o muito bom e o excelente”

O Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona voltou a trazer à Covilhã jovens talentosos de vários países
A japonesa Sayaka Kinoshiro venceu em violino e Beatriz Linares em violoncelo. Ana Cláudia Serrão foi a melhor covilhanen

Mineiros em greve nos dias 29 e 30

Na Panasqueira Exigem aumentos salariais
Covilhã, em época pascal, dá um doce ao último classificado, com uma derrota por 3-1, naquela que foi a pior exibição da época
Faltam seis jornadas e a distância para os últimos encurta









Depois de um período marcado pelo luto, o calendário religioso dá lugar às celebrações. Até ao fim do Inverno todas as terras fazem a sua festa. A Senhora do Incenso, em Penamacor, é uma das primeiras e das mais concorridas. O mesmo acontece na Senhora das Cabeças (Orjais) e no Santo Antão (Colmeal da Torre). O JF esteve lá.
Comprar uma concertina. Será este o primeiro investimento de Rui Vaz Gaudêncio, o pastor de 44 anos, natural da pequena localidade de Salvador, concelho de Penamacor, que na sexta-feira ganhou o segundo prémio do Euromilhões no valor de um milhão, setenta e sete mil, novecentos e vinte e dois euros e oitenta e nove cêntimos.

Com os olhos na ponta dos dedos
Carlos Luís ficou cego aos 21 anos mas isso não o impediu de tornar-se um dos mais requisitados fisioterapeutas da região. Se o objectivo é ir com lamúrias e queixinhas, então não vale a pena visitá-lo. É um homem que cultiva o conceito da cabeça levantada, ou não fosse ele próprio o exemplo de que a vida é para ser vivida com ambição, esperança e boa disposição.
“Nasceu uma nova estrela no mercado dos vinhos da região”. É nestes termos que o covilhanense José Carlos Costa Pais define o “Tranca da Barriga” totalmente produzido e engarrafado na Quinta de São Tiago. O empresário anunciou ainda a construção de um hotel de charme.

Japonesa Sayaka Kinishiro foi a grande vencedora
A sétima edição do Concurso Internacional de Instrumentos de Arco – Júlio Cardona superou todas as expectativas pelo nível evidenciado pela grande maioria dos 60 participantes de 29 países, sendo mesmo considerado pela organização, a melhor de sempre.

Ganhar a vida em terras outrora abandonadas
Uns regressaram de Lisboa depois da reforma para se dedicarem à agricultura. Venceram. Onde antes havia terra abandonada, hoje produz-se vinho. Outro, mais novo, deixou para trás a informática e optou pela agricultura. Com apenas 29 anos, já é proprietário de 20 hectares de pomares de cerejeiras. Casos que o JF foi conhecer.

Mineiros da Panasqueira marcam greve para o final de Abril
O Sindicato dos Trabalhadores da Industria Mineira marcou para os dias 29 e 30 de Abril uma greve de dois dias nas Minas da Panasqueira. O Tema foi votado e analisado em vários plenários sectoriais que decorreram na manhã desta segunda-feira na Panasqueira.

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PAUL na SIC pelos piores motivos.....

Soluções "entupidas" para colector de esgoto




NOTA: Se a "moda" pega temos todos os problemas resolvidos na Hora. A este tipo de resolução vamos chamar de PAULEX - SIMPLES E NA HORA.

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Dia de Aniversario

Anualmente a 13 de Abril

é dia de ANIVERSARIO ...



Como prenda recebemos "ESTA AMENDOA!!!!!"


VISITANTES



OS GANHÕES AGRADECEM A VOSSA VISITA.


BEM HAJAM !!!!!!!

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UMA EXCELENTE PASCOA

UMA GRANDE PASCOA A TODOS

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É o apelo que o presidente da associação académica da Universidade da Beira Interior faz aos alunos da instituição que estão a viver dificuldades financeiras. João Rey, não apresenta números, mas revela que a existência destes casos na UBI é uma realidade.



A junta de freguesia daquela vila do concelho da Covilhã está a terminar a fase de teste de um projecto wireless que vai abranger toda a área da localidade.



São 5 as medidas prioritárias apresentadas pelo PCP para travar os fenómenos da desertificação e do desemprego no distrito de Castelo Branco



A biblioteca municipal Eugénio de Andrade, do Fundão, tem mais de trinta mil documentos disponíveis para os visitantes. Entre livros e outra base documental alcançou, num espaço de tempo considerado curto, um objectivo que não estava na melhor previsão feita pelos responsáveis



Desde ontem que os judeus estão a celebrar a Páscoa. São sete dias com rituais próprios. A historiadora Antónieta Garcia explica o simbolismo da quadra judaica (ouvir notícia)



Presidente do conselho geral da UBI acredita que a instituição elegeu um bom reitor



Realiza-se hoje na Boidobra, o tradicional cantar dos martírios de Cristo. Às 22 horas a iluminação pública da vila apaga-se ficando apenas acesas, as tochas colocadas para o efeito. É o início dos cantares.



Depois de muitas incertezas, está tudo pronto para a apresentação do musical “contrastes” pelo Oriental de São Martinho. Uma espera de cerca de um ano por razões financeiras, com a colectividade a receber, agora, luz verde do município para a estreia.



Este é o desejo da equipa de futsal masculino da associação académica da universidade da beira interior, que vai estar no Porto a disputar a fase final do campeonato.



Ladoeiro e Casa do Benfica de Penamacor, vão disputar a final do campeonato distrital de futsal masculino. As duas equipas eliminaram, nas meias finais da prova, Carvalhal Formoso e Sporting da Covilhã, respectivamente.








Vesticon: pedido de insolvência deu entrada no Tribunal da Covilhã. Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, pede a intervenção do Governo no processo de insolvência da empresa Vesticon - Indústria de Confecções e Vestuário, Lda, do Tortosendo. Num concelho onde a taxa de desemprego é de quase 12 por cento, diz Jerónimo de Sousa “o encerramento de mais esta empresa, com esta dimensão, constituiria uma forte machadada para a comunidade do Tortosendo”. As declarações de Jerónimo de Sousa marcaram o encerramento da 8ª Assembleia Distrital do PCP que se realizou este sábado no Fundão.


Sob o regime simplificado ou com contabilidade organizada, deduza tudo o que pode na sua declaração de IRS. Saiba como tirar o maior proveito dos seus recibos verdes
Aproxima-se a hora de os trabalhadores independentes acertarem contas com o Estado. Sob o regime simplificado ou com contabilidade organizada, deduza tudo o que pode na sua declaração de IRS. Saiba como tirar o maior proveito dos seus recibos verdes Carlos Santos tem 34 anos, é arquitecto e trabalha a "recibos verdes" desde Dezembro de 2004. No ano passado, pela primeira vez, obteve rendimentos superiores a dez mil euros, ficando sujeito a cobrar e a liquidar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a fazer retenção na fonte do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) em 2009. Por um lado, já sabe que, em Setembro próximo, vai receber quase a totalidade do IRS, ao contrário do que acontecia nos anos anteriores.

A candidatura envolveu também as cidades do Fundão, Covilhã e Guarda e pretende potenciar o património e o turismo da região. A Câmara de Castelo Branco viu aprovada a candidatura efectuada ao Programa Estratégico “Um Património de Cidades – Rede de Cidades da Beira Interior, no valor de 15 milhões de euros. A candidatura envolveu também as cidades do Fundão, Covilhã e Guarda e pretende potenciar o património e o turismo da região. A candidatura efectuada, pela Câmara de Castelo Branco, ao Programa Estratégico Um Património de Cidades – Rede de Cidades da Beira Interior (integrada no Quadro de Referência Estratégico Nacional – Redes Urbanas para a competitividade e Inovação), acaba de ser aprovada num investimento de 15 milhões de euros.


Além de novos produtores, os actuais têm renovado os pomares tradicionais e aumentado a densidade de árvores por hectare. A área de produção de cereja na Cova da Beira está a crescer a uma média de 50 hectares por ano, estima o responsável técnico pela Cerfundão, empresa de embalamento e comercialização de cereja. Segundo Filipe Costa, este fruto está imune à crise. «Não há quebra de procura e nas reuniões que temos tido não se perspectiva que isso venha a acontecer» com a produção deste ano. A Cova da Beira e o concelho do Fundão têm a maior concentração de cerejeiras do país, com uma área de «cerca de 2.000 hectares», adianta, sublinhando que os produtores têm renovado os pomares tradicionais e aumentado a densidade de árvores «de 300 para 500 por hectare, na perspectiva de aumentar a rentabilidade».



Uns regressaram de Lisboa depois da reforma para se dedicarem à agricultura. Venceram. Onde antes havia terra abandonada, hoje produz-se vinho. Outro, mais novo, deixou para trás a informática e optou pela agricultura. Com apenas 29 anos, já é proprietário de 20 hectares de pomares de cerejeiras. Casos que o JF foi conhecer.


Isto anda mau. Pelas ruas da amargura, mesmo. A popularidade dos deputados da nação anda por baixo, pelo menos pela amostra. Cada tiro, cada melro. São cinco os deputados eleitos pelo Círculo eleitoral de Castelo Branco. Cinco nomes que passam ao lado de quase todos os inquiridos num pequena passagem do JF pelas ruas. Apenas Ribeiro Cristóvão escapou.


A Covilhã, cidade da região com mais desempregados, foi o palco escolhido pela União de Sindicatos de Castelo Branco para uma jornada de luta pelos direitos dos trabalhadores. Foram revelados alguns dados preocupantes como por exemplo o aumento de 11 por cento no número de desempregados no distrito desde Outubro.


O professor João Queirós, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, foi eleito esta segunda-feira para o cargo de reitor, sucedendo a Santos Silva, que foi o seu principal adversário na eleição. Queirós venceu com 16 votos, contra 12 do oponente.


Para assinalar os 50 anos da Declaração dos Direitos das Crianças, o Governo Civil de Castelo Branco e o JF vão promover, ao longo deste ano, um ciclo de conferências subordinado ao tema “Direitos das Crianças: Coisas Quase Apenas Pensadas”, que contará com a presença de prestigiados especialistas na matéria.


"Um Noddy com dor de barriga, um Action Man com braços partidos, uma Minnie constipada e tantos outros bonecos anónimos com cabeças rachadas, pulmões apanhados e até gastroenterites. Estes foram muitos dos doentes e respectivos sintomas que durante a última semana apareceram no "Hospital do Faz de Conta", iniciativa que decorreu na Faculdade de Ciências da Saúde da UBI.


O concelho do Fundão tem, desde segunda-feira, uma nova estrutura de apoio às mais de 500 famílias sinalizadas pela Rede Social. O espaço assemelha-se a qualquer outro estabelecimento comercial mas nada está à venda… nesta Loja “oferece-se” solidariedade. Escute os sons da RJF.



Ganhou com mais quatro votos que Santos Silva. Eleição decorreu na segunda-feira


A União dos Sindicatos diz que há uma “bomba-relógio” que afecta vários sectores em todo o distrito. Dos têxteis ao pequeno café de bairro. Nos últimos quatro meses o desemprego aumentou 11 por cento

AVC mata um por semana na Cova da

2006 que o Centro Hospitalar atingiu as metas do Programa Nacional de Saúde para 2010 relativas à mortalidade devido a AVC
Ainda assim, a doença continua a ser a principal causa de morte na região


Viagem “económica” aos Açores quase dava três pontos

O Sporting da Covilhã esteve a ganhar até aos 90 minutos. Nessa altura, o Santa Clara empatou na segunda grande penalidade de que dispôs na partida

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CASA DO POVO DO PAUL



Trinta e um anos ao serviço da cultura, tradição e do lazer

Bem-vindos à Casa do Povo do Paul. Esta instituição tem há uns anos a esta parte, desenvolvido uma intervenção activa no quotidiano social e cultural da vila do Paul – concelho da Covilhã, onde está sedeada. Com efeito, dinamiza múltiplas actividades, designadamente, na área etnográfica com o seu rancho folclórico (setenta anos de existência), grupo de bombos (zabumbas) e grupo de adufeiras.

Também o teatro e a encenação dos usos e costumes de uma aldeia serrana de outrora que, entretanto ganhou o estatuto de vila ( Paul), encontram expressão no espectáculo etnográfico” Chão do Canto”.

Por outro lado, a sua participação com os bombos e adufes em eventos medievais não passa despercebida, assim como, a intervenção directa na preservação de tradições profanas, culturais e religiosas de que são exemplo. Os Penitentes, Judeia e Cânticos da Paixão, que têm lugar nesta freguesia por altura da Quaresma.

Diversos ateliers de expressão musical, equipa de Damas e Escola de Artes, constituem outras ofertas desta associação de desenvolvimento cultural, que tem ainda na sua Casa Típica e Casa Museu, os expoentes de um património arquitectónico/cultural onde é possível o regresso às origens, polarizando o conhecimento das tradições de um povo que viveu noutra época, resultando de tudo isto o privilégio que marca a diferença entre a vulgaridade existencial e, a notoriedade de processos conducentes à obra feita que a Casa do Povo apresenta e que damos conta a quem quiser navegar no nosso site.

Judeia recria a Paixão de Jesus Cristo

A Judeia uma das tradições quaresmais com maior potencial desta freguesia, que nos últimos anos ganhou um novo fôlego foi representada nas ruas da vila do Paul no Domingo de Ramos, ( 5 de Abril), pela Casa do Povo local e o Grupo de Convívio e Etnográfico do Centro Paroquial da Sra. das Dores, cumprindo um percurso que começou junto do salão paroquial, seguindo pela rua da Igreja, Avenida Padre José Santiago e rua e capela de Espírito Santo.

Muito público marcou presença para seguir a par e passo a encenação da Paixão de Jesus Cristo, que face à sua carga emotiva levou os mais sentimentalistas a extrapolar os sentimentos revertendo algumas lágrimas.

Na verdade, esta encenação pode ser, ou melhor já é uma mais valia das tradições da Quaresma, que animam esta vila.

Mostramos aqui ao lado a foto reportagem desta manifestação religiosa sendo que, a foto de "família" que anexamos neste artigo, é uma justa homenagem aos figurantes que tão bem desempenharam esta missão - Judeia 2009.
PARABENS PELA INICIATIVA E BEMVINDOS A BLOGOSFERA.
O PAUL AGRADECE

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Tenha uma excelente Páscoa!




Páscoa

A Páscoa é a festa comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa está associada a práticas alimentares em que os ovos, os folares, as amêndoas e os cordeiros ocupam o primeiro lugar.

O "Folar" tem particular relevância, havendo diferentes espécies - tão diferentes que o folar transmontano, por exemplo, só tem com o da Estremadura dois pontos em comum: o nome e a referência à Páscoa. Acrescente-se, contudo, que a tradição do folar, qualquer que ele seja, assenta num ritual de dádiva, soliriedade e convívio profundamente enraizado na sociedade portuguesa.
O folar mais corrente em Portugal é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento, e condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros e em certos lugares tingidos, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem".
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Venho desejar-lhe uma excelente Páscoa.
Tenha um semana santa.
Saudações Cordiais,
Vizinha

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Alienar a Serra da Estrela


Petição Contra a Venda das Antigas Torres de Radar



Blogue dos MANTEIGAS junta-se ao PRISMA Estrela e O Cântaro Zangado na divulgação da petição on-line promovida pelo Blog de Manteigas contra a intenção do Ministério da Defesa em alienar as estruturas e os terrenos que a Força Aérea possuía na Torre, em plena Serra da Estrela.

As estruturas devem ser devolvidas aos seus titulares, neste caso as freguesias de Alvoco da Serra e Loriga (Seia), S. Pedro (Manteigas) e Unhais da Serra (Covilhã), em cujos baldios se localizam os edifícios.

Assine a petição,
AQUI

NOTA IMPORTANTE: ASSINA A PETIÇÃO

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Site exelente para ouvir musica antiga

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Covilhanices

"Um Noddy com dor de barriga, um Action Man com braços partidos, uma Minnie constipada e tantos outros bonecos anónimos com cabeças rachadas, pulmões apanhados e até gastroenterites. Estes foram muitos dos doentes e respectivos sintomas que durante a última semana apareceram no "Hospital do Faz de Conta", iniciativa que decorreu na Faculdade de Ciências da Saúde da UBI.
“Rede Património de Cidades”, a candidatura que juntou pela primeira vez na história recente Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda numa acção deste cariz, foi aprovada pela CCDR do Centro. São dez milhões de euros a fundo perdido que agora vão ser canalizados para projectos apresentados pelas autarquias no domínio da cultura, património e turismo, no total de 15 milhões.
O actual Reitor da UBI, Santos Silva, explica porque decidiu avançar para esta corrida eleitoral e diz o que pretende para o futuro da universidade. "Nos próximos tempos há o desafio de implementar a nova legislação, os novos órgãos, uma nova forma de gestão, há o desafio de tornar a universidade mais produtiva em termos científicos."
Penamacor é um exemplo a seguir no que diz respeito ao aproveitamento das potencialidades para produção de energia eólica. Comparando dados relativos à produção e ao consumo nacional de energia, o contributo do concelho de Penamacor significa um saldo positivo de seis ou sete vezes mais, relativamente à energia que consome.
Um casal de emigrantes beirões em França perdeu a vida num acidente de viação ocorrido este domingo em Espanha, junto à cidade de Burgos. Um homem de 68 anos e a sua esposa, de 64, ambos naturais do Ferro (concelho da Covilhã), faleceram depois de um aparatoso choque com um veículo pesado.
O advogado Jorge Gaspar é desde domingo o novo Provedor da Santa casa da Misericórdia do Fundão. Foi eleito com 220 votos válidos numas eleições em que se registaram 42 votos nulos e 16 brancos. As mais participadas eleições da Misericórdia do Fundão, foram também as mais polémicas da instituição particular de solidariedade social. Oiça alguns dos intervenientes.
Casal morre em acidente de viação
A caminho de França, depois de ter vindo ao Ferro para o funeral de um familiar


Câmara quer saber se Posto de Trânsito é para avançar
Autarquia acusa Governo. Já devia estar a funcionar desde Janeiro

Os “cristãos liberais” da Póvoa da Atalaia
São na maioria estrangeiros e vivem de forma espartana, em comunidade, numa quinta com construções em madeira.
Parecem hipies mas dizem-se “cristãos alternativos”, a viver para a oração e em harmonia com a natureza
Organização tem expectativas elevadas quanto à qualidade dos 82 músicos que participam
Têm passado pela Covilhã grandes talentos

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Nos Por Ca ...

A CÂMARA MUNICIPAL DA COVILHÃ TEM POLITICA SOCIAL?

Pela análise das medidas tomadas (Cartão do Idoso, isenção - em 2009 - do pagamento do serviço de refeições às crianças e refeições a um Euro para os portadores do Cartão do Idoso) e pela ausência de medidas em áreas da competência da Câmara Municipal conclui-se que não existem, de facto,politicas sociais sustentáveis.

Temos sim, medidas avulsas com motivações eleitorais.Em nome do social desenvolvem-se politicas empresariais, captam-se financiamentos em programas governamentais, e procura-se, no essencial, criar clientelas políticas e apoio social.É verdade que compete à Administração Central a implementação de politicas sociais tendentes a reduzir as assimetrias existentes ao nível dos rendimentos.

Também é verdade que as Autarquias devem participar nesse esforço.É aceite por todos que qualquer politica social, para ser credível, deve combater assimetrias e não acentuá-las.Qualquer politica social deve combater as assimetrias existentes na sociedade, ajudando os que menos têm para que possam ter o acesso a bens e serviços que outros já usufruêm pelos rendimentos que possuêm.
Logo, é evidente e aceite por todos, que uma politica e acção social deve ter como população alvo aqueles que, por diversas razões, se apresentam socialmente mais fragilizados.Todo e qualquer programa de intervenção social que implique a afectação de recursos financeiros públicos (dinheiro dos contribuintes) deve incidir sobre aqueles que apresentam menores rendimentos.

Ora, face ao que atrás se expôs, a politica social da Câmara Municipal da Covilhã não atenua nem diminui as assimetrias, pelo contrário, aumenta-as...


É UM ATAQUE VERGONHOSO À ESCOLA PÚBLICA

Só poderá ter aquela denominação quando se recebe a factura de água da ADC - Águas da Covilhã. A Escola Pública sob a Administração do Ministério de Educação passou a pagar a água mais cara no Concelho da Covilhã.De 2,31 €/ m3 passou a pagar 3,30€/m3.
Para além das tarifas anteriores (disponibilidade,conservação e tratamento de esgotos e resíduos sólidos) fixas e variáveis introduziram mais três taxas: a taxa de recursos hídricos; a taxa de controlo da qualidade da água e a taxa de gestão de resíduos.
Anteriormente já tinham introduzido uma outra taxa; a taxa de drenagem de esgotos.Só poderá ter aquela denominação quando se recebe a factura de água da ADC - Águas da Covilhã. A Escola Pública sob a Administração do Ministério de Educação passou a pagar a água mais cara no Concelho da Covilhã.De 2,31 €/ m3 passou a pagar 3,30€/m3.Para além das tarifas anteriores (disponibilidade,conservação e tratamento de esgotos e resíduos sólidos) fixas e variáveis introduziram mais três taxas: a taxa de recursos hídricos; a taxa de controlo da qualidade da água e a taxa de gestão de resíduos.
Anteriormente já tinham introduzido uma outra taxa; a taxa de drenagem de esgotos.

Mais de metade da factura são valores obtidos com o pagamento das tarifas e taxas constantes na factura.Este aumento brutal, injustificável, no preço do valor do metro cúbico de água (um Euro em cada m3) é insuportável aos Agrupamentos e Escolas Públicas.

O dinheiro que devería servir para a aquisição de material didáctico, manter e melhorar as instalações, as Bibliotecas, as Salas de Convívio e o financiamento de visitas de estudo vai para os cofres da ADC e da Somague.É nisto que deu a privatização da água da Covilhã.

Água mais cara, taxas e tarifas que engordam a factura e os lucros a distribuir ao parceiro privado.Tarifas e taxas que se repetem...
Textos completos AQUI
NOTA:Duas questões pretinentes. Digam de vossa justiça...

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Carta aberta aos blogues da Beira Interior

Caros amigos da vila do Paul:
Antes de mais, deixem-me felicitá-los pelo excelente trabalho desenvolvido neste blogue, em prol da vossa vila, e da nossa região.

O que me traz aqui é uma problemática já bastante discutida em vários blogues, cujos artigos (de excelente qualidade) têm muitas vezes sido postados por mim e pelo coordenador, António Almeida Felizes, no blogue Regionalização (regioes.blogspot.com).




Desde há algum tempo, tenho vindo a ser um colaborador regular desse blogue, debatendo a questão da Regionalização pela perspectiva da Beira Interior, já que tantas vezes a voz das pessoas desta região é abafada e esquecida.




O encerramento de escolas e de estações e linhas ferroviárias, a tentativa de encerramento de maternidades e de colocação de portagens nas nossas auto-estradas, o mísero estado em que se encontram algumas das nossas estradas, o isolamento, o abandono, a migração e a emigração, a desertificação, e os poucos apoios à nossa região, têm sido verdadeiros cavalos de batalha pelos quais tenho lutado nesse blogue, na tentativa de evitar uma verdadeira pilhagem à nossa região, que os governantes parecem querer ver como terra de ninguém, e que é olhada como o parente pobre de Portugal.




Muito se tem falado no PNOT (Plano Nacional de Ordenamento do Território), talvez com a esperança de que este traga algum desenvolvimento para a nossa região.




Desenganemo-nos. Olhemos para o que diz o relatório deste polémico plano:"O reconhecimento de que a Area Metropolitana Lisboa é o principal espaço de internacionalização competitivo de Portugal. pemite ter expectativas que será na Região de Lisboa que deveráo ser concentradas as principais acções e medidas que reforcem esse papel a nivel europeu e mundial.




Sem descurar a preocupaçáo com o desenvolvimenlo harmonioso das restantes regióes do pais que complementaráo essa competitividade e náo entraráo em competição/anulação desse designio, ou desenvolverão outras apeténcias, como o caso do Turismo no Algarve.




"Conclusão: Mais uma vez, seremos tratados como portugueses de segunda. De segunda, não. De terceira, porque, para além de não sermos de Lisboa, também não somos do Litoral.A Beira Interior, ao contrário do que nos querem impingir, não é uma região morta. Antes pelo contrário. Temos tudo para dar certo como região.




Vejamos:..




Texto integral AQUI

Nota: Afonso Miguel OBRIGADO PELA CONSIDERAÇÃO

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Presidente da C M Covilhã diz...


“Mudança de matriz económica tem que partir da realidade existente”

O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, anfitrião deste encontro, fala da importância da aposta na inovação para as empresas no contexto actual de mercado global e dos investimentos no concelho

JORNAL DO FUNDÃO – Que importância assume a realização desta conferência e o tema em debate no actual contexto económico-social?

CARLOS PINTO – É muito importante esta Conferência e o tema muito actual. Internacionalização e Inovação são elementos essenciais de saída para a economia portuguesa, num quadro de competitividade acrescida e de escassez de oportunidades no mercado interno.

De uma maneira geral acha que as empresas do concelho da Covilhã têm apostado na inovação?

As empresas da Covilhã estão sujeitas a exigências de mercado onde a sobrevivência depende da sua capacidade de se adaptarem e modernizarem. Esta é uma condição permanente bem sentida sobretudo pelo sector industrial. Mas existe um ambiente geral indesligável da própria cultura empresarial da cidade, que conduziu a esmagadora maioria das empresas a acompanharem não só a inovação vinda do exterior, como a promoverem a sua própria acção inovadora num contexto de adaptação concorrencial.

O Parkurbis é hoje uma referência no apoio e criação de empresas inovadoras em diversas áreas. Como tem sido o percurso desta instituição? E que aceitação tem tido por parte dos empresários que querem apostar na região?

O Parkurbis já não é, apenas, uma simples promessa, mas ainda não é um êxito empresarial fulgurante. Mas para lá caminha, com o tempo necessário. Nascido por nossa iniciativa, daria um livro sobre como a acção pública estadual neste domínio é um caso sério de défice de inovação e de ausência de promoção pró-regiões. Talvez mesmo de indiferença. Se existisse uma definição clara do Governo, quanto às regiões do País onde se faz, e o quê, tudo seria mais fácil. Consta que estará o Governo apostado em novas tecnologias e inovação, como matriz discursiva de desenvolvimento, mas depois pergunta-se pelo quadro orientador regional para se saber das competências e seus pilares institucionais, olha-se, e é o vazio. A Finlândia, como modelo citado tantas vezes, nem sequer deu para copiar, como inspiração, neste domínio das políticas públicas de orientação industrial para a inovação em cluster. Deste modo, o percurso do Parkurbis tem sido o de fazer o máximo pela captação de novas empresas com resultados muito positivos. Ainda em Abril uma nova empresa de softwarehouse, será recebida no novo edifício criando mais 15 empregos com quadros especializados. Os empresários da Região reconhecem hoje o Parkurbis como um projecto para localizar empresas com estruturas de acolhimento inigualáveis no Interior do País. Conseguimos um dos elementos essenciais para o sucesso deste tipo de iniciativa: um ambiente envolvente vocacionado para as novas tecnologias, capaz de competir com qualquer estrutura deste tipo, existente na Europa.

Na sua opinião o que é necessário para uma empresa se internacionalizar com sucesso?

Depende do que estamos a falar. Se internacionalizar é exportar, sendo esse o núcleo central da empresa, então falamos de produtos ou serviços competitivos e estruturas comerciais e logísticas adequadas. Se falamos de criar e produzir nos e para os mercados internacionais, o elemento essencial é dispor de recursos humanos muito qualificados e músculo financeiro muito forte, para além de capacidade de afirmação comercial, qualidade dos produtos e rigor logístico.

Considera que as PME (as empresas em geral) em Portugal são devidamente apoiadas?

As PME’s parece que agora estão na moda. Mas elas deviam ser a moda a todo o tempo. Quero eu dizer que se olharmos o tecido produtivo do País desde há 30 anos o que encontramos é uma base de empresas assim designadas que foi capaz de crescer nas exportações, fixar emprego e raramente pedinchar o que os grandes grupos vão consumindo de apoios estaduais. Deste ponto de vista, pouco se tem feito por esta base essencial da nossa economia. E, nos últimos tempos, e até à plena consciencialização da gravidade da presente crise, o que se ouviu foi o discurso de País milionário para as galáxias empresariais dos petróleos, dos chips, dos aviões e dos pin’s turísticos ao mesmo tempo que se olvidava o têxtil, o calçado, as mármores, as pescas, a agricultura…

Sem embargo do lugar para todos, não perceber que a mudança de matriz económica e empresarial no nosso País tem que partir da realidade existente, fazendo-a evoluir, é cometer erros de estratégia de desenvolvimento que se pagam caro, como está a acontecer entre nós.

Que apoios dá a autarquia às empresas no concelho?

Temos procurado elementos diferenciadores na oferta do concelho como destino de investimento, para além do solo empresarial, das isenções nas taxas e outras incidências quanto a recursos humanos e majorações fiscais de âmbito regional. O que oferecemos, sobretudo, é uma total envolvência de técnicos especializados e um ambiente geral de apoio ao investidor quer seja nos sectores tradicionais, ou nas novas tecnologias. Para além da Covilhã ser hoje uma cidade onde investir significa, um espaço de qualidade global, quer para as famílias, os técnicos, os empresários.

Quais são os desafios que se colocam ao investimento na região?

O quadro geral do País agravou as condicionantes existentes já de si pouco favoráveis, mas a verdade é que as dificuldades estruturais históricas continuam a pesar. Enquanto não houver consciência de que a evolução do quadro empresarial é hoje muito diferente do que era no passado enquanto a máquina da burocracia do Estado permanece essencialmente a mesma, apesar dos retoques em que se traduzem as reformas simplex, não mudaremos em termos substanciais. Mas existe a consciência que, sem investimento, consumo e reforço da capacidade exportadora, não daremos o salto.

In JF


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