Que incomodo...

Constâncio recua na actualização salarial de 5 por cento



A mesma fonte garantiu que também não serão efectuados aumentos relativos ao ano passado, isto apesar de se ter “registado um lapso e de não terem sido processados aumentos referentes a 2008”, notou.Sem querer revelar quando foi tomada a decisão, o porta-voz do BdP recordou que, desde 2001, a actualização salarial dos administradores é igual à da Função Pública, por decisão da própria comissão de vencimentos da instituição...

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Desparidades



Fome deixa Angola em estado crítico







Empresa angolana patrocina Williams


A Williams-Toyota, equipa que disputa o mundial de Fórmula 1, acordou o patrocínio da Ridge Solutions e os monolugares da escuderia britânica já ostentam o logótipo da empresa angolana durante o Grande Prémio do Mónaco.


Nota: Razões que a razão desconhece....


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Futebol em Crise?????

Tabela dos passivos dos clubes profissionais

Os 32 clubes de portugueses profissionais acumulam um passivo financeiro de quase 634 milhões de euros (ME).

Primeira Liga Passivo (euros)

FC Porto SAD 152.900.000
Benfica SAD 147.400.000
Sporting SAD 141.000.000
Estrela Amadora 18.000.000
V. Guimarães 15.600.000
V. Setúbal 13.500.000Sp. Braga
SAD 12.900.000Académica 12.500.000
Belenenses 8.400.000Naval 6.900.000
Marítimo 5.000.000Leixões 4.000.000
Rio Ave 3.750.000
Trofense 3.500.000Nacional 380.000
Paços Ferreira 275.240

Total 546.005.240

Liga de Honra Passivo (euros)

Boavista SAD 46.000.000
Varzim 12.834.000
Santa Clara 10.885.000
Beira-Mar 5.000.000
Estoril-Praia 4.000.000
Gil Vicente 3.000.000
União Leiria SAD 2.000.000
Vizela 1.958.000
Portimonense 1.125.000
Oliveirense 1.000.000
Desportivo das Aves 900.000
Freamunde 12.347,50
Olhanense 0
Feirense 0
Gondomar 0
Sp. Covilhã 0

Total 88.714.347,50

fonte lusa

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Covilhanices





Algo de errado se passa com este site??????????????????











No contact center da Covilhã, 54% dos funcionários são licenciados, dois por cento têm mestrado e 2,5% frequentam este grau académico. Abriu há menos de um ano e já recebeu 1.600 candidaturas a emprego. Em Castelo Branco, o cenário é em tudo semelhante. Uma viagem ao outro lado da linha.


Há polémica na Liga Vitalis. Santa Clara e União de Leiria lutam palmo a palmo pela subida e nas últimas horas parece que vale tudo. Os leirienses fizeram acusações graves sobre eventuais ajudas de alguns atletas aos açorianos. Entre os visados está o central Bura, do Sp. Covilhã, que já refutou as acusações. O Sp. Covilhã também já disse que vai processar a U. Leiria.


Um jovem do concelho da Covilhã foi encontrado sem vida, esta quinta-feira, dentro de um automóvel, junto à estrada que liga o Canhoso à Vila do Carvalho. Ao que o JF conseguiu apurar, as autoridades apontam para o suicídio, até porque o jovem terá morrido pela inalação de gases.


Todos os anos centenas de pessoas desafiam a resistência movidos por uma fé inigualável a caminho de Fátima. Metem-se ao caminho e a pé percorrem centenas de quilómetros. O JF acompanhou um grupo da Covilhã neste percurso de sacrifício.


A pacatez da vila de Penamacor foi sacudida, a semana passada, com a chegada da Polícia Judiciária à Câmara Municipal. Uma equipa, constituída por cinco elementos, apresentou-se no edifício, quinta-feira de manhã, dia 14, apanhando de surpresa os membros do executivo e os trabalhadores da autarquia.


Transformar o concelho num destino de qualidade no âmbito do Turismo de Natureza é o grande objectivo do projecto “Rotas e Percursos na Gardunha” promovido pela Câmara Municipal do Fundão e pela Agência de Desenvolvimento Gardunha 21. São 13 percursos e 4 rotas com várias alternativas para diferentes graus de dificuldade.


Foi adiada para 4 de Junho a assembleia de credores da empresa de confecções Vesticon que tinha como objectivo a apreciação do relatório de insolvência. A relação de créditos apresentada no Tribunal da Covilhã pelo administrador de insolvência não coincidia com os valores reclamados pelos credores e a sessão acabou por ser suspensa.


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Salarios Milionarios

Salários milionários

O “Correio da Manhã” faz hoje manchete dessa factualidade, com um título de caixa alta, onde se lê: “Salário milionário no Banco Privado. Quase vinte mil euros por mês”! O ponto de exclamação é meu. No desenvolvimento da notícia diz-se que o “Banco de Portugal manda pagar salários milionários numa instituição que tem as suas contas congeladas e luta pela sobrevivência. Quase 20 mil euros é “a remuneração a ser paga ao administrador provisório do Banco Privado Português (BPP), João Ermida”. A autoridade da supervisão, que tão mal supervisionou os escândalos da Banca (BCP, BPP), com grande generosidade, diz ainda que aquele administrador terá direito “a todas as regalias de natureza social que ghozam os quadros do BPP, a “um seguro de saúde” e a uma “viatura para sua utilização pessoal”.

Como olharão para isto, as centenas de milhares de desempregados e todos aqueles que, no limiar da pobreza (ou na pobreza mesmo), comem todos os dias o pão que o diabo amassou? E que dirão eles quando, face a estes “jackpots” reservados aos cidadãos mais iguais do que os outros, ouvirem os figurões da praça financeira e política agitar a indignidade da condenação a mais sacrifícios e à redução dos salários?

Pelos vistos, a crise é só para alguns. Há quem chore lágrimas de crocodilo.

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HISTORIA OU NOVELA?????......


Nota: Mais inquerito menos inquerito, no meu local de trabalho estava despedido sem qualquer regalia. Aqui caso venha a ser verdade??? o que vemos e ouvimos, vamos trabalhar pois temos de contribuir para a reforma "desta senhora" 1,70 mts abaixo...

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Lobby das Farmacias??????......

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Proximo Campeonato Promete...

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UM "ASNO" da COVILHÃ DESCOBRIU...

...pronto, aqui está para onde nos leva o governo!!!
:)



Photobucket

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80.000 VISITANTES


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Covilhanices


João Queiroz não comenta.Data da tomada de posse não está marcada

O lado menos visível da Rampa
Para os carros estarem em pleno na subida da Serra da Estrela há um longo e constante trabalho de toda uma equipa por trás
São necessárias afinações, nivelamentos, limpezas. Enquanto milhares de pessoas vibram montanha acima com a passagem dos poderosos motores, “os mecânicos não saem das boxes, só vêem as partidas”, diz um deles
O Ministério da Saúde respondeu positivamente à candidatura do Centro Hospitalar da Cova da Beira
Unidade deverá estar a funcionar em 2010


António Lopes mantém funcionários da FIPER
Estavam 29 pessoas para sair. Empresário entende que na crise o sacrifício deve ser de todos e não só dos operários

Torneio infantil para comemorar 86 anos do Leão da Serra
Um torneio infantil, nos dias 30 e 31 de Maio, assinala aniversário e homenageia Gil Barreiros
Equipas campeãs da formação recebem faixas este domingo, no encontro com o Varzim


Bebé proveta da Beira Interior pode nascer em 2010
A decisão sobre o projecto de procriação medicamente assistida apresentado pelo Centro Hospitalar da Cova da Beira está prestes a ser tomada. Depois do parecer da Direcção-Geral de Saúde, cabe agora à administração regional do sector dar a última palavra. Se a candidatura do Centro Hospitalar da Cova da Beira à procriação medicamente assistida for avante, e não demorar muito tempo a pôr em prática, o primeiro bebé proveta do Interior ainda poderá nascer em 2010.
Um milhão de crianças em 20 anos, foi o número apontado pelo professor Jacinto Sarmento como sinal da crise demográfica. Desiguldades sociais têm consequências específicas sobre a infância. Dados revelados na primeira conferência do ciclo sobre os Direitos da Criança, que decorreu em Castelo Branco, deu ênfase à questão da defesa dos direitos de um dos elos mais frágeis da sociedade. Não apenas nas leis, mas nas práticas diárias

Fundanense viveu quarentena no México
“A cidade parece um cenário de um filme de ficção científica”, contou ao JF, Adriana Soares, fundanense de 28 anos que vive na Cidade do México, onde é arquitecta, desde Junho de 2007. Adriana trabalha num atelier com 28 colaboradores e, na semana passada, recebeu um email de pânico da sua chefe onde pedia aos funcionários para não irem trabalhar. Começava aí a quarentena que viveu durante seis dias.
Durante 2008, em Castelo Branco registaram-se mais de 5000 ocorrências que representam um aumento de casos na ordem de 8,6 por cento. O assalto do Fundão é o quarto praticado no último meio ano em ourivesarias. “Efectivamente temos tido alguns episódios de criminalidade violenta, com recursos a armas de fogo, e aos quais as pessoas não estão muito habituadas e estamos em crer que vai continuar a ser assim, ou seja, vamos ter alguns casos com recurso a alguma violência, mas que não implicaram que estas cidades do Interior sejam menos seguras, diz o tenente-coronel Hélder Almeida, comandante do Grupo Territorial da GNR de Castelo Branco.
“O Orçamento do Estado transferido por aluno para a UBI é dos mais baixos a nível nacional, apesar de ter cerca de três quartos dos seus alunos custosos em termos de formação”, denuncia o Prof. Manuel Santos Silva, Reitor da UBI, que abandonará o cargo, logo que o ministro homologue o novo Reitor, Prof. João Queiroz, recentemente eleito. Santos Silva considera que se verifica “uma discriminação da UBI pela negativa, quando a OCDE recomenda que sejam discriminadas positivamente as instituições situadas no interior”.
O Município do Fundão está a desenvolver contactos com vista à integração da cereja do Fundão na eleição das maravilhas do mundo. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara Manuel Frexes no decorrer da apresentação da campanha de promoção da cereja no presente ano.A autarquia vai investir pelo menos 50 mil euros na promoção da maior riqueza económica da região.

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A PONTE DO PAUL



Varios visitantes tem questionado o não ter comentado as obras da ponte do Paul. Ao longo destes dois anos tenho falado do assunto em:







Assim e porque bem ou mal as obras começaram, as eleições estão a "porta" e saber esperar é uma virtude, vou aguardar pelo final das mesmas pois não conheço minimamente o quer que seja referente quer á obra quer ao projecto.

Deixo apenas um "alerta" e uma proposta, não procedam á inaugauração com pompa e circunstancia e esqueçam o que se passou aquando da inauguração do Quartel dos Bombeiros. Proponho ainda que a obra deve ser Inaugurada pelo Ex Presidente da J F Paul, Dtr Beato e o Paul deve oferecer todo o ferro do denominado "passeio pedonal" a titulo de gratidão por tamanha atrosidade.

Ha "entelegentes" que têm memoria curta.

Este assunto tem uma continuidade muito mais assidua em:




Tres novos blogs Paulenses a aumentar a presença do Burgo na Globosfera.

Parabens e grandes Postagens

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Correio do Leitor

Caros Bloguistas.

Envio link com reposrtagem sobre o Não despedimento de trabalhadores na fábrica fiper do sr antónio lopes, que penso ser de todo o interesse publicar pois já foram publicados outros que davam conta de situações menso abonatórias sobre o mesmo.


Hugo Eduardo Cipriano


Industrial justifica-se com ganhos noutras áreas

Empresário da Covilhã recua na dispensa de 29 trabalhadores e aceita "suportar prejuízos"


Um empresário têxtil da Covilhã anunciou que, apesar de a sua empresa "registar prejuízos", vai manter os trabalhadores a prazo que hoje terminavam contrato, por entender que, na crise, o sacrifício deve ser de todos e não só dos operários.

António Lopes, proprietário da fábrica têxtil Fiper, no Teixoso, vai manter os 29 trabalhadores com contratos a prazo que hoje teriam o último dia de trabalho, apesar da fábrica - que emprega 50 pessoas - estar "a registar prejuízos todos os meses"

O industrial justifica-se com ganhos noutras áreas de negócio para evitar a dispensa que já tinha comunicado aos trabalhadores...


Nota: Absolutamente de louvar esta atitude. Muito Empresario com mais condições pura e simplesmente vira a cara e aproveita para proceder a uma "lavagem" cirurgica.

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Covilhanices

Mais visitantes, maior número de expositores e de espectáculos confirmaram a edição deste ano da Feira do Queijo da Soalheira como uma “boa” oportunidade de negócio e de afirmação daquele que é um produto regional de excelência. Os promotores da iniciativa falam em cerca de “trinta mil visitantes” e num número record de cerca de 20 mil queijos vendidos.
Ficaram em prisão preventiva os três indivíduos que, na quarta-feira, foram detidos em Lisboa, três horas depois de alegadamente, e em co-autoria com outro elemento que conseguiu fugir e continua a monte, terem assaltado à mão armada a ourivesaria Bela Jóia, na Rua Jornal do Fundão.Os homens foram ontem presentes a Tribunal, chegando às instalações nos carros da Judiciária que acederam ao edifício directamente pela garagem.
Fomos ver uma realidade. Ou melhor, duas. Apenas um exemplo. Os cadernos eleitorais ditam uma, as ruas ditam outra. A calçada e o papel revelam realidades diferentes. Há mais gente no papel do que na rua. Num ano cheio de eleições, há aldeias que viram aumentar o número de eleitores. Mas onde estão eles?
O Coro Misto da Beira Interior conquistou uma medalha de ouro (música sacra) e outra de prata (coros mistos) no 7.º Concurso Internacional de Coros de Veneza, que se realizou em Jesolo, uma cidade a cerca de 40 quilómetros de Veneza, Itália. Duas medalhas que vêm premiar o esforço e dedicação do Coro.
De forma reiterada, e até mesmo à frente de outras pessoas, um homem de cerca de 50 anos terá feito várias propostas de cariz sexual a pelo menos duas menores que frequentam uma instituição da Covilhã, onde o homem também costuma ser presença assídua.
A Rampa Internacional da Serra da Estrela é já este fim-de-semana e marca o arranque do Campeonato Nacional de Montanha 2009. Aos valores nacionais juntam-se os pilotos do Campeonato da Europa, e os tão aguardados Fórmulas 3000, na competitiva pista entre a cidade da Covilhã e o antigo Sanatório das Penhas da Saúde.






Crise obriga a pensar duas vezes antes de se ir à farmácia
Ter-se trabalhado nos lanifícios é garantia de apoio quando se vai à farmácia, mas nem assim as contas estão em dia. Ajuda da autarquia não chega a todos
“Verdadeiros dramas humanos” e “casos de solidão”entram diariamente pelas portas das farmácias. Em tempo de contenção nos gastos os genéricos ainda não ganharam a total confiança dos utentes


Muitas reclamações no arranque dos novos autocarros
Passes esgotados, módulos antigos inutilizados, autocarros atrasados
Foram estas as queixas de inúmeros utentes nos primeiros dias de funcionamento da nova empresa responsável pelos transportes colectivos da cidade. A Covibus, porém, diz que esta é uma fase de transição e que o serviço vai melhorar


Há alunos na UBI que não sabem quem é o novo reitor
Poucos foram os estudantes que mostraram saber quem é o novo reitor da UBI. Uns apenas sabiam o nome, outros nem tinham conhecimento que a Universidade já tinha novo reitor
Jornais e blogues não conseguiram fazer chegar a informação aos jovens universitários. O “passa palavra” parece ainda ser o método mais eficaz



Derrota no último suspiro algarvio

O Sporting da Covilhã perdeu, no último minuto, frente ao Portimonense, num jogo em que foi demasiado cauteloso e em que, durante mais de 30 minutos, jogou reduzido a dez unidades
Não foi nada feliz a viagem do Sporting da Covilhã, no passado domingo, ao Algarve.

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Homenagem a Jose Marmelo e Silva


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Dia da Mãe!!


FELIZ DIA DA MÃE!!
:)
UM GRANDE BEIJINHO PARA TODAS AS MÃES.

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1º Maio - Dia do Trabalhador



UM GRANDE DIA!!!!!!

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25 ABRIL




José Carlos Ary dos Santos
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram

das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

Lisboa, Julho-Agosto de 1975

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