Contagem decrescente para as legislativas
Covilhanices

Habitantes do Sabugal passam dia e noite para salvar casas
Câmara quer recuperar área termal e criar estacionamento na Fórnea
Novo museu ao ar livre
População rodeada pelas chamas no maior incêndio da época
Habitantes do Sabugal passam dia e noite para salvar casas
Somos tratados como tansos e como estamos cada vez mais tesos, vivemos tensos e zangados com os donos do sistema
Diocese realiza uma peregrinação pelos caminhos de São Paulo

Um texto interessante...
Depois do adeus, as ruas são de silêncio e saudade
O SILÊNCIO amanheceu mudo, composto e assertivo na sua posse do emaranhado de ruas em ressaca estival, adivinhada desde os confins de um sentimento de despedida que se foi adiando. Mas que termina sempre no apanhar das canas de uma festa que se consome nos últimos dias de Agosto.
Sim, o silêncio acabou de fechar o parêntesis que abriu em meados do Verão. Resolvida a consentida excepção, voltou a casa, à quietude por si amanhada das terras, ao declinar do Verão, ao assomo de Setembro, aos prenúncios outonais, aos maternos odores das primeiras chuvas em terra sequiosa. Nesta estrada que se rasga para além fica apenas a lembrança dos que partiram, e dos que continuarão a partir. Não muitos mais, porque poucos aqui estão. Até já as possíveis fugas são débeis neste território. No regresso, em sentido inverso, apenas o vaguear do vento, o silvo, os esgares da imprevisibilidade que por vezes de lá irrompem. Nada de mais.
Por aquela estrada partiram os filhos da terra que, ingloriamente, não conseguiu segurá-los. Partiram como partem quando Agosto declina, perto do ocaso do Verão. Eles foram com Agosto.
Para trás ficaram semanas de alegria reafirmada no reencontro com família e amigos. De ano a ano cumpre-se o ritual: aldeias insufladas de vida, retiradas da anemia do despovoamento. Mas o final de Agosto marca novo ocaso. “Ficam os velhos”, como alguém nos disse.
O amor é tramado
Espantoso duelo de sentimentos em Boxinos, pequena aldeia no coração do pinhal do concelho do Fundão. Lugar improvável para tal. Mas o amor é tramado. Já se saberá porquê.
A recepção é-nos feita pelo silêncio cortado a espaços pelo ladrar de um cão. Ninguém nas ruas. Está calor. Demasiado. É segunda--feira, dia de mercado no Fundão. Os emigrantes já partiram, deixando para trás as saudades junto dos seus. O silêncio reclamou, sem demoras, aquilo que é seu. Ninguém. Portas fechadas. Janelas cerradas. Apenas as hortas tratadas são testemunhas de vida que não há maneira de se vislumbrar. O carro fica estacionado no largo da igreja. Passo a passo em busca de diálogos que espantem este vácuo, este remanso. Na última rua da aldeia que falta calcorrear, de uma varanda, algo soa a português em esforço. Paul Jecinek apresenta-se. Apresentamo-nos. Conhece-nos de nome. Lê o Jornal do Fundão! Quando não entende as palavras, pede à mulher que as traduza. É alemão, 74 anos. Casou na Alemanha com uma portuguesa, natural dos Boxinos e ele – ao contrário dela – fez questão de vir morar para cá, para esta pequena aldeia de menos de 20 habitantes.
O amor é tramado.
Olívia Marques junta-se a nós. “Uma, duas, três, quatro, cinco casas fechadas. Foram as famílias de emigrantes que se foram embora”. Ou seja, as pessoas suficientes para duplicar os habitantes da aldeia. “Estiveram aí no Verão. Vieram no princípio de Agosto e abalam no final do mês”. Com a partida de metade da população neste ápice, perdeu-se “a alegria, tudo cheio de luzes... dá outra vida. Agora ficou tudo morto, tudo triste”, até porque “os mais novos vão todos para fora; vão para onde têm trabalho, casam-se e por lá ficam. Havia cá muita gente, mas agora está a ficar vazia porque a mocidade foi-se embora”, a maior parte para a Suíça e França. “Ficamos com saudades das pessoas, e ficamos tristes”.
Mas esta é uma história feliz. Olívia aos 26 anos também seguiu os clamores da necessidade e emigrou para a Alemanha. Esteve lá quase 28 anos e regressou à terra- -natal com o marido alemão. Ambos eram divorciados quando se conheceram. “Ele é que quis vir. Eu não queria vir, deixei lá a minha filha e os meus netos”. O amor é tramado. O alemão queria vir para Portugal e a portuguesa queria ficar na Alemanha. O consenso chegou há nove anos porque... o amor é tramado. Paul gosta de Portugal e o único reparo ao país vai para o sistema de saúde. De resto, valeu a mudança. Em casa, nos Boxinos, fala-se alemão. Paul fez questão de ter televisão por cabo para acompanhar as notícias do seu país, na sua língua. Os seus risos rompem o silêncio. São um casal feliz. Cativante. No ombro-a-ombro com o silêncio, o amor... é ensurdecedor.
Agora prepara-se a lenha
APENAS o carteiro destoa nas ruas vazias. Uma carrinha – a sua – consegue empatar a circulação e criar uma fila de trânsito. Ele, parado a entregar cartas e nós atrás. É o congestionamento possível por aqui. Ao fundo, de motosserra em punho, António Reis prepara a lenha para o Inverno. De partida, os emigrantes regressam aos países onde trabalham. Na memória ainda a recente festa da aldeia: “Foi uma bela festa, uma bela sardinhada. Foi uma festa impecável”, diz. “A aldeia muda muito quando eles cá estão... no Inverno estamos aqui só quase os velhos... tenho quatro filhos, e eles só cá vêm ao fim-de-semana, de vez em quando. E tenho ainda família no estrangeiro: Canadá, França, Itália”. A tentação de emigrar também convenceu António num período da sua vida: “eu estive em Itália sete ou oito anos... estive na França 12 ou 13 anos. Tenho sido um desgraçado e cada vez estou mais pobre”. Ri-se. “Andei por lá quase sempre sozinho, sem mulher e sem filhos. No fim de vir velho para aqui nem se gozava a mulher nem os filhos nem a casa que tenho”. Por isso veio. “E tenho o trabalho que quero”. Um deles é este, premente pelos vistos: cortar esta lenha para um Inverno que ainda parece demasiado distante. Na rua sua-se sob os 35 graus. Que não se fale em Inverno. Mas os emigrantes partiram. Por aqui o Verão acabou.
Regresso às aulas
NA LADEIRA, não há viva alma na rua. Ninguém no silêncio límpido trespassado pelo cair da água no tanque público da aldeia. Rumamos a Bogas de Baixo. No bar da recém-inaugurada piscina pública, Maria do Rosário, 16 anos, e Felisbela Miguel, de 18, vão gastando os últimos tempos das suas férias escolares. São do Maxial da Ladeira, mas vivem no Fundão em tempo de aulas. Os emigrantes também já partiram por aqui, eles que deram bom proveito à nova obra da freguesia. “Agora a piscina tem muito menos gente do que no início”, dizem.
Os amigos da sua idade também partiram. “No Maxial não há muita gente da nossa idade”, afirma Maria e por isso também adensa a saudade de uma aldeia cheia de vida que Agosto permite. “Temos festa lá, pessoas da nossa idade, temos sobrinhos, primos”. Mas o final de Agosto marca nova separação. Os tempos correm lentos por aqui. O Verão termina para muitos com a partida dos seus para além da fronteira física, para além da fronteira da saudade.
Remessas a baixar
Os portugueses radicados no estrangeiro enviaram 6,8 milhões de euros por dia para Portugal em 2008, menos um terço que o valor das remessas de há oito anos, segundo dados do Banco de Portugal calculados pela Lusa. Nos últimos oito anos, as remessas de emigrantes residentes no estrangeiro para Portugal caíram de 3,7 mil milhões de euros em 2001 para 2,5 mil milhões em 2008, ao que se traduziu numa queda de 33 por cento.
“A entrada de remessas dos trabalhadores portugueses radicados no estrangeiro têm vindo a diminuir nos últimos anos, o que se deve à nova geografia da população, reflectindo-se na balança de pagamentos”, disse à agência Lusa o economista João Ramos da Silva.
O professor do Instituto Superior de Economia e Gestão, Ramos da Silva, destaca que alguns países exteriores à União Europeia, como Angola, Brasil, Singapura e a Venezuela, têm vindo a adquirir uma “importância acrescida” no novo mapa da emigração portuguesa. Como exemplo, cita o Brasil que teve um ligeiro decréscimo em 2006 e 2007, mas no ano passado registou um novo aumento: 25 por cento.
Em 2008, a Alemanha, França e o Reino Unido, as remessas de emigrantes caíram 13,4 por cento, para 147,6 milhões de euros e 4,2 por cento para 983 milhões de euros e 23,6 por cento para 125 milhões de euros, respectivamente. Dos grandes países da Europa, a Espanha foi a excepção, onde o valor das remessas dos emigrantes apresentou uma tendência crescente nos últimos três anos (19,9 por cento em 2006, para 61,8 milhões de euros, de 56,4 por cento em 2007, para 96,7 milhões de euros e 30,6 por cento em 2008, para 126,2 milhões de euros). in JF
Covilhanices
Elevadores e pontes encurtam distâncias na CovilhãOs elevadores panorâmicos da Carpinteira asseguram o acesso da ponte pedonal ao centro da cidade. O concurso para a concretização da empreitada deverá ser lançado ainda antes do final do ano, prevendo-se que os trabalhos de construção e instalação dos elevadores possam ter início no primeiro trimestre do próximo ano. A moderna estrutura será constituída por dois elevadores, um com base na rua Ávila e Bolama, junto ao acesso à ponte pedonal, e outro mais acima, próximo da sede do Teatro das Beiras. A estrutura elevatória será completada com dois passadiços, o primeiro fará a ligação a meio da encosta, e o segundo directamente ao Jardim Público.

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Hélder Machado foi este ano campeão de iniciados pela Estação
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Obras obrigaram a desvio de trânsito
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Novo medicamento “dá esperança” a quem tem “doença dos pezinhos”
O fármaco travou a progressão da doença em 60 por cento dos casos
Diocese em peregrinação a Fátima
Nos dias 19 e 20 decorreu a peregrinação da Diocese da Guarda a Fátima.
Os Candidatos do Burgo
Coligação Democrática Unitária
José Luís Silva Pereira
Gabriel Alexandre Ivo Rocha
Isabel Maria Vicente Valezim
Vítor Manuel Reis Silva
Gonçalo Nuno da Silva Valezim
Elisabete Gomes Ramos
Fernando Jorge Vaz Leal Presunto
Ricardo Joel Nunes Pedrosa
Bárbara Andreia Ramos Oliveira
Pedro Carlos Vicente Soares
Carlos José de Almeida Conceição
Cristina Gonçalves Rico
Augusto Luís de Brito Rocha
Maria Alice Antunes Rodrigues
“ Primeiro o Paul”
Leonor Cristina Adriano Lopes Cipriano
Carlos Alberto Rodrigues Ramos
Elsa Rodrigues Fernandes Marmelo
Carlos Manuel Nunes Ramos
Cecília Maria Silva Matias Carvalho, 40 anos
Carlos Branco Sobreiro
Isabel Maria Barata
Adelino Fernandes Marmelo
Rita Antunes Monteiro Lopes
Carlos Lopes Sardinha
Luís Filipe Ramos Duarte
Maria Adelaide da Silva Neves Lopes Henriques
Rogério Lopes Barata
Annabelle Esteves Guerra
António Aparício de Carvalho
Suzete Ferreira Valezim
António José Baptista dos Santos
Ana Filipa Batista Duarte
Duarte Nuno Simões Rodrigues
Partido Socialista
António José Gouveia Geraldes
José Rua Leal
Maria do Nascimento Valezim Lopes Barata
Joaquim Sardinha Cipriano
Estêvão Golpeia Lopes
Ana Maria Mendes Pereira Geraldes
Joaquim Costa Pinto
João da Cruz Filipe, Prazeres Barata Silva
Cândido Lopes Sardinha
José Alfredo de Jesus Barata
Gracinda Aparício Cipriano da Silva
A Economia cresceu...
Economia portuguesa cresceu 0,3 por cento no segundo trimestre
Volta na Zona
Mapa detalhado: Fundão (12h45),
Barco (13h10),
Coutada (13h15),
Peso (13h20),
Vales do Rio (13h23),
Dominguizo (13h26),
Parque Industrial do Tortosendo (13h35),
Souto Alto (13h40),
Peroviseu (13h51),
Capinha (14h03),
Caria (14h23), meta volante em Belmonte (14h37),
Ginjal (14h41),
Vale Formoso (14h46),
Valhelhas (14h53),
Vale de Amoreira (15h04),
Sameiro (15h10),
meta volante em Manteigas (15h20),
contagem de montanha nas Penhas Douradas (15h47),
meta volante em S. Paio (16h36),
contagem de montanha em Gouveia (16h43),
S. Paio (17h03)
meta em Gouveia junto ao Estádio Municipal do Farvão (17h14).
Covilhanices
Crianças de todas as idades são convidadas a meter as mãos na terra e a fazer experiências científicas que as ajudam a entender o mundo em que vivem e a melhor forma de o protegerem. O entusiasmo é geral em cada visita realizada ao Centro de Ciência Viva da Floresta de Proença-a-Nova, que já recebeu 28 mil visitantes em dois anos.
Tanta Beira, muito despovoamento
De quando em vez, a palavra “despovoamento” ganha forma em números que actualizam algumas agonias que vão marcando o Interior na sua consciência desta fria realidade.Mais números, mais calafrios. O Interior continua a marcha do despovoamento. A Beira Interior regista decréscimo. A Cova da Beira é quem mais resiste. O Pinhal Interior Sul tem os piores registos do país.
Em Dezembro de 2009 passam 100 anos sobre a criação da Empresa Hidroeléctrica da Serra da Estrela (EHSE) e da electricidade em Seia. A EDP fez agora uma excelente jornada de memória, homenageando os fundadores e os trabalhadores. O JF esteve presente na cerimónia.
Emília Ferreira vence Prémio António Paulouro
Maria Emília Ferreira é a vencedora da III edição do Prémio Literário António Paulouro. O júri, constituído pelos Professores Arnaldo Saraiva e Antonieta Garcia, e o director do “Jornal do Fundão”, Fernando Paulouro Neves, depois de analisar os 33 trabalhos concorrentes, congratulou-se com a qualidade literária que, de um modo geral, eles revelaram.
Condutor português tentou fugir ao trânsito e mudou o percurso de regresso. Acabou por ter acidente às 13 horas de sábado. Morreram cinco pessoas, quatro eram portuguesas e todas naturais da região, das localidades de Gonçalo (Guarda) e Alfaiates e Vale de Espinho (Sabugal).
Covilhanices
Fitcom é pioneira no sector têxtil e um caso de sucesso na exportação
A Fitecom tem sabido enfrentar a crise. Instalada na zona industrial do Tortosendo e a funcionar há mais de 12 anos, é gerida pela mesma política interna de sempre: uma aposta na tecnologia de ponta, aliada à qualidade e ao design inovador. O líder desta realidade empresarial é João Carvalho, engenheiro, que assume que o que distingue a Fitecom no sector têxtil é a “preocupação em apresentar sempre algo de novo capaz de cativar os clientes”.

A beleza natural do Santuário da Senhora das Dores, no Paul, foi realçada com a presença de convidados e dos Noivos de São Tiago
No próximo fim-de-semana a freguesia faz uma viagem no tempo, com músicos, saltimbancos e cuspidores de fogo
Festival francês em sons beirões
O Rancho Folclórico da Casa do Povo do Paul, em representação de Portugal, deixou bem marcada a sua passagem por terras gaulesas
Siemens cria 450 postos de trabalho na Covilhã
Entre eles está um protocolo a celebrar entre o sector Healthcare da Siemens, o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), a Universidade da Beira Interior, nomeadamente o curso de Medicina da Covilhã, a câmara e o Parkurbis, adiantou a multinacional à "Lusa".
Noutro protocolo a celebrar com a Câmara da Covilhã, a Teleperformance vai aumentar o número de postos de trabalho do centro de atendimento criado nas antigas instalações do mercado municipal da cidade.
"Ganhámos recentemente dois contratos com dois novos parceiros, para a prestação de serviços a partir da Covilhã. Estes novos projectos deverão permitir criar cerca de 350 novos postos de trabalho", refere a empresa, sem apontar prazos.
Um outro protocolo ainda será celebrado entre o município e a empresa Higher Functions, detentora do serviço nacional de apoio técnico à microinformática conhecido por PCmedic, para instalação na Covilhã.
"Está em questão a criação de cerca de 100 postos de trabalho até fim de 2010, começando o processo já em Setembro próximo", afirma Filipe Barrancos, director da empresa.
Férias - Verão 09
Saudações cordiais em contagem decrescente para as férias.
Vizinha CC
Cursos da UBI com elevada taxa de empregabilidade
Segundo um estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, os licenciados na Universidade da Beira Interior têm conseguido uma boa entrada no mercado de trabalho. A análise feita aos últimos dez anos dá uma taxa de empregabilidade de 90 por cento aos licenciados na Covilhã.
O mais longo eclipse solar do século XXI
O fenómeno durará 6 minutos e 39 segundos e será visível do continente Asiático, num acontecimento cuja audiência pode superar récordes.
O próximo evento desta magnitude apenas terá lugar a 13 de Junho de 2132.



















