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Destaque

Paulense com P GRANDE...

Caríssimo PTT

Os cruzamentos do dia a dia apenas agora me conduziram novamente aqui ao seu pequeno laboratório de participação cívica. Sem polémicas, digo desde já que as minhas linhas anteriores não queriam perturbar as experiências que vai ensaiando neste seu laboratório. Sobre o desfio que me propôs gostaria de dizer o seguinte:

1) Não sou nada do que refere: nem faço parte “de alguma das entidades que atempadamente deviam e sem qualquer tipo de desculpa, providenciado a candidatura assim como a divulgação da mesma de forma inequívoca e não o fizeram nem estão a fazer”, nem sequer “faço parte de um dos muitos “pseudo lobbys” com interesses directos na ribeira e apesar da nomeação há que descredibiliza-la”. Todavia, para este efeito, quem sou pouco interessa. Aliás, provavelmente você não me conhece nem eu o conheço a si. Considere-me apenas uma pessoa que gosta da ribeira do Paul (já sem acento!) e que ela já lhe proporcionou (e continua a proporcionar) momentos de grande felicidade e inspiração.

2) Também não fui contactado por qualquer entidade divina que me permita anunciar qualquer milagre. No entanto, as soluções para os problemas que denunciei também não requerem nenhuma intervenção divina. Os desafios e problemas que a ribeira do Paul enfrenta, apesar de conhecidos por todos como refere, tendem a ser esquecidos e desvalorizados pela maioria, sobretudo em momentos de deslumbramento como este. Neste sentido, urge colocá-los na agenda. Neste aspecto particular louvo os seus esforços.

3) Falemos de açudes. Formam a identidade da ribeira e são testemunhos vivos da relação da ribeira com o homem ao longo dos tempos, sendo também fundamentais para o regadio e para as espécies que habitam as águas da ribeira. A quantidade e qualidade das famosas trutas da ribeira do Paul não seria a mesma sem os açudes, que proporcionam grandes fundões onde a espécie se pode refugiar nos meses quentes do ano, coisa que outras ribeiras não têm. Quanto aos açudes caídos e nunca recuperados colocava-os por agora de lado por não serem prioridade. Quanto aos açudes recuperados em betão armado considerava-os como exemplo do que não se deve repetir, na medida em que o mal está feito e a ribeira (e todos nós) terá de viver com esse fardo. Qual a prioridade neste capítulo? Respondo desde já: a recuperação imediata dos açudes que prometem cair ao longo dos próximos anos, na medida que o custo da intervenção seria menor o impacto na traça original do açude seria também menor. Repare que o açude do poço da viúva (perto das bombas de gasolina) tem um buraco onde cabem duas pessoas e promete cair a qualquer momento, o açude do poço do gelo tem também problemas, o açude do poço localizado por baixo do viveiro de trutas também tem buracos, o poço imediatamente por baixo da ponte do Paul também está também todo furado, o açude do poço do cabo de aço a mesma coisa. Sem nenhuma intervenção, mais ano menos ano estes açudes vão ruir. Estes são alguns exemplos, mas claro que isto que digo não é visível à maioria das pessoas, na medida em que é preciso pôr os óculos de mergulho e entrar na água para ver o perigo que ali se encontra, à superfície parece tudo bem. Quem deve liderar este processo? A Junta de Freguesia claro!

4) Quanto aos impactos negativos e nunca minimizados das obras da nova ponte. Não sei que raio de contrato se fez com a empresa construtora da nova ponte. Todavia, se o contrato não previa a minimização, por parte da empresa, dos impactos ambientais provocados pela obra, digamos que revela um estado de incompetência alarmante do adjudicante que deve ser denunciado às autoridades ambientais e, se for o caso, até mesmo ao Tribunal de Contas (não sei o montante envolvido na obra). A obra é ainda recente e urge actuar. Quem deve liderar este processo? A Junta de Freguesia claro!

5) Quanto às estações de tratamento de águas residuais pagas pelo contribuinte alemão e que funcionam de forma deficiente ou nunca funcionaram. Uma situação aberrante que não é exclusiva do Paul mas que se encontra por todo o país. Os fundos comunitários subsidiaram uma parte importante da construção da rede de esgotos que se construiu nos últimos 25 anos em Portugal e das respectivas estações de tratamento. Pretendíamos com isto eliminar um dos factores de claro subdesenvolvimento e caminhar numa aproximação aos padrões europeus nesta matéria. Feito o investimento verifica-se, por diferentes motivos, que a rede e as estações não cumprem a sua função. No Paul basta ir no verão à zona imediatamente acima da ponte de Casegas para ter de fugir rapidamente devido ao cheiro nauseabundo. Que fazer? Reconheço que não é um problema fácil de resolver, na medida em que este problema tem também de colocar-se às freguesias vizinhas por onde passa a ribeira do Paul e seus afluentes (Cortes do Meio, Erada, Unhais e Casegas, etc.). Todavia, recordo que os habitantes proprietários do Concelho da Covilhã, à semelhança da maioria dos municípios de Portugal, pagam juntamente com a conta da água uma taxa de conservação de esgotos. Se pagamos por um serviço que não é prestado de forma eficiente ou nem sequer é prestado importa começar por exigir ao prestador do serviço a correcção da situação. Se houver engenho e vontade isto pode mesmo chegar às autoridades comunitárias que financiaram uma parte importante da rede de esgotos e respectivo tratamento. A Comissão Europeia não costuma ser benevolente com os Estados membros em situações desta natureza, sobretudo na área ambiental. Quem deve liderar o processo? As Juntas de Freguesia que partilham as águas da ribeira do Paul e seus afluentes.

6) Quanto às captações ilegais de água apenas digo que são casos de polícia e tribunal. A denúncia tem de partir de todos os que conhecem as situações.

7) Quanto à limpeza das margens às matanças das trutas devo referir que a questão deve ser analisada num quadro mais amplo. A constituição da Concessões de Pesca Desportiva da ribeira do Paul a ser gerida pela Associação de Caçadores e Pescadores de Paul criou grande entusiasmo na época (Despacho n.º 3090/2004 (2.ª série), de 12 de Fevereiro, Alvará n.º 115/2004, de 30 de Abril). A partir daquele momento tudo seria diferente. Prometia-se que a ribeira do Paul iria ter mais repovoamentos de trutas e uma melhor gestão da população de salmonídeos, a pesca ilegal iria ser combatida, os limites de capturas por dia por pescador iriam ser cumpridos, seriam contratados guardas para a ribeira, teríamos uma zona de pesca sem morte, seriam limpas as margens, a acessibilidade à ribeira seria melhorada e a pesca na ribeira seria um dos elementos de desenvolvimento da vila através da atracção de pescadores de todo o país. Passado um período inicial de grande euforia e de algumas e boas realizações, voltou tudo à estaca zero. Nenhum dos objectivos continua a ser prosseguido. E reparem como esta é uma oportunidade única: a ribeira do Paul é fabulosa para a pesca da truta e temos imensa gente no país disponível para gastar dinheiro neste hobby, como se comprova o dinheiro que muitos portugueses vão gastar a Espanha para pescar salmonídeos (é riqueza que sai do país). Claro que se deve acautelar os direitos dos pescadores ribeirinhos, já que sem eles nada se fará… Que fazer? Difícil….Começar por perguntar à Associação de Caçadores e Pescadores do Paul o que se passa e o que projecta para o futuro. Se a gestão da reserva continuar da mesma forma a sua existência deixa simplesmente de fazer sentido e mais vale entregar a sua gestão à Direcção Regional (também não sei se estes a querem de volta). Mais uma vez a Junta de Freguesia pode ter aqui um papel importante, assim como, a Associação de Caçadores e Pescadores de Paul. No capítulo da limpeza, os sapadores florestais podem também dar um contributo importante.

8) Despejar Lixo em quantidades industriais na ribeira é crime e deve ser denunciado às autoridades competentes. A limpeza das zonas da ribeira atulhadas em lixo pode e deve ser resolvida pela Junta de Freguesia mobilizando para projectos ambientais de limpeza as associações da vila como por exemplo os escuteiros e as escolas. As férias escolares podem também ser aproveitadas para dinamizar projectos desta natureza. Caixotes de lixo com manutenção colocados nas zonas da ribeira mais procuradas no verão também não seria mal visto.

9) A construção da barragem para reter as águas da ribeira a montante das Cortes do Meio é o problema mais sério que a ribeira do Paul enfrenta. Já se sabe que esta Câmara da Covilhã considera o projecto essencial e está disposta a tudo para o concretizar. Chamo apenas à atenção que o caudal ecológico previsto no projecto para um ano hidrológico normal nos meses de Agosto e Setembro é de 0. Sim! Durante os meses de Agosto e Setembro da nascente para a ribeira não vai passar uma única gota de água (vejam neste documento na página 3 - http://www2.apambiente.pt/IPAMB_DPP/docs/DIA1509.pdf ). Por mais que falem na minimização dos impactos todos sabemos que isto significa uma mudança extraordinária na ribeira com impactos negativos no aproveitamento que dela se faz durante aqueles meses (regadio e recreio), também nas características biológicas da ribeira com impactos negativos ao longo de todo o ano. Repare-se que os restantes cursos de água que alimentam a ribeira não terão capacidade para alimentar a ribeira de forma a minimizar estes impactos, na medida em que a ribeira da Erada seca nos meses quentes e na ribeira de Unhais corre apenas um pequeno fio de água.

Que fazer? Sem dúvida que a Junta de Freguesia tem de liderar um processo de discussão pública do problema juntamente com as restantes freguesias afectadas, exigir à Câmara da Covilhã que estude alternativas para resolver o problema do abastecimento de água do concelho e na, falta delas (o que duvido), que exija mudanças no regime do caudal ecológico. Se nada daí vier a Junta de Freguesia que mobilize a população para impedir o projecto. Não será fácil, mas uma população mobilizada e unida em torno de um objectivo comum é difícil de subjugar.
Agora vou “fugir” que já se faz tarde.

Bem haja pela sua intervenção. Vamos aguardar pelas intervenções dos "GRANDES PAULENSES".

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Destaque

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Ribeira do Paul":


A Ribeira do Paúl tem ainda recantos maravilhosos conhecidos por todos os que a conhecem e frequentam desde putos e que aí aprenderam a dar as primeiras braçadas Todavia, verdade seja dita, a sua destruição tem vindo a acontecer gradualmente fruto da incúria dos responsáveis locais, de uma medíocre forma portuguesa de planear, executar e projectar para o futuro e de uma lamentável falta de civismo das pessoas comuns. Esta nomeação, bem-vinda em qualquer caso, não sobrevive perante os açudes caídos e nunca recuperados; perante os açudes recuperados em betão armado; perante os impactos negativos e nunca minimizados das obras da nova ponte; perante as estações de tratamento de águas residuais pagas pelo contribuinte alemão e que funcionam de forma deficiente ou nunca funcionaram; perante as captações ilegais de água; perante uma péssima gestão do caudal da ribeira sobretudo durante os meses quentes; perante a falta de limpeza das margens; perante a péssima gestão dos recursos piscícolas (com destaque para as afamadas matanças de trutas); perante a degradação ambiental de várias zonas da ribeira completamente atulhadas em lixo....podia continuar mas já estou cansado…. Até oiço por aí que projectam uma barragem para reter as águas da ribeira a montante das Cortes do Meio e ninguém reclama! Com pena antevejo o pior. Apesar de os problemas serem fáceis de diagnosticar e de as soluções estarem disponíveis, sua execução exige inteligência, vontade, trabalho, negociação e persistência, elementos sempre difíceis de reunir num conjunto de pessoas inseridas num contexto muito específico.

Bom dia Sr. Anónimo.

As minhas desculpas pela demora na resposta mas motivos profissionais a isso obrigaram.


Quanto a sua dissertação sobre a ribeira do Paul, subscrevo-a na íntegra. A mesma faz-me lembrar as promessas eleitoras, que após o acto caem no esquecimento, escudando-se habilidosa e ardilosamente num qualquer fundo comunitário que não ata nem desata.
Ao fazer questão de compilar o seu comentário em todos os textos sobre a ribeira, permite-me deduzir uma das três situações, alem do gosto que nutre pela mesma:


  • Ou faz parte de alguma das entidades que atempadamente deviam e sem qualquer tipo de desculpa, providenciado a candidatura assim como a divulgação da mesma de forma inequívoca e não o fizeram nem estão a fazer.

  • Ou faz parte de um dos muitos “pseudo lobbys” com interesses directos na ribeira e apesar da nomeação há que descredibiliza-la a todo o custo, desde o seu estado de conservação ate ao abandono das zonas e acessos envolventes. A história real da barragem é outro tema mas que fica obrigatoriamente com uma “espinha” atravessada com esta nomeação. Talvez seja este um dos motivos para o “alheamento cirúrgico” de algumas entidades.

  • Por último, é solidário comigo na revolta de termos a oportunidade única de pressionar os grandes visionários, para que definitivamente atribuírem as verbas necessárias a preservação de um elemento único e natural, que deve ser uma obrigação e não apenas o engrandecer o ego pessoal ou partidário, e que de uma forma absolutamente irresponsável não fazem, não deixam fazer descredibilizando a todo o custo qualquer tipo de iniciativa pela positiva.
Não esquecer que a ribeira faz inequivocamente parte do património do PAUL.
Por fim e uma vez que acredito que tem um conhecimento profundo do assunto e que indiscutivelmente será uma mais valia a este blogue, queira ter a amabilidade de nos trazer algo de novo, de concreto que transforme esta nomeação uma realidade em termos de futuro e não num mero discurso eleitoralista.

Bem haja pelo seu comentário e aguardo o seu contributo.
PTT

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Destaque

Sr Anónimo

Hoje fui positivamente surpreendido pelos seus comentários que transcrevo sem qualquer tipo de melindre e digo de minha justiça:

Anónimo disse...

Antes de lançar a petição convém começar a escrever discriminação em vez de "descriminação". Descriminar, como escreve, significa absolver de um crime imputado, tirar a culpa, justificar (des+criminar). enquanto discriminar significa tratar diferente, separar, distinguir.... vá lá buscar o dicionário.

Anónimo disse...

Caríssimo.
Aprecio o seu esforço e não precisa ficar melindrado. Andamos todos a aprender. Mas deixe-me que lhe diga: aspas? Sabe ao menos para que servem? As aspas servem, entre outras coisas, para indicar a transcrição rigorosa de um texto, pelo que a sua utilização no meu comentário serviu para o citar (lembre-se que escreveu no seu texto "descriminação" em vez de discriminação). Quanto a vírgulas, meu caro, antes de falar nelas é melhor começar por aprender com se escreve a palavra, repare que a palavra “vírgula” tem um acento agudo no i. Por fim devo dizer que tem razão. No meu comentário há uma confusão entre uma vírgula e um ponto final: onde se lê “justificar (des+criminar). enquanto”, devia ler-se “justificar (des+criminar), enquanto”. Por este facto apresento as minhas desculpas. Por outro lado, repare que, como bem sabe, a frase “saiba utilização das aspas e das virgulas” não tem qualquer sentido. Escrever “saiba utilizar as aspas e as vírgulas” já começa a fazer sentido. Repare também que a palavra “nú” se escreve com um acento agudo no u. Por fim agradeço o incentivo para comentar o assunto do seu post. Lamento desiludi-lo mas tenho apenas a referir que quando escreve: «Por cá desde a "santo desprezo" passado», deveria escrever: «Por cá desde o "santo desprezo" passado». Tem de concordar que na língua portuguesa é importante efectuar correctamente as concordâncias. Mas não fique muito preocupado com esta pequena falha, até porque a totalidade da frase também não se percebe muito bem. Termino agora com os meus melhores cumprimentos e, como a conversa já vai longa, sugiro apenas que substitua a frase: “Estou a pensar seriamente começar uma petição quanto a descriminação de que somos vitimas", pela frase: “Estou a pensar seriamente começar uma petição quanto à discriminação de que somos vítimas". Se estiver com paciência e tempo procure descobrir as alterações que efectuei à sua frase (adianto desde já que foram três).

Nota: Agradeço a correcção e só tenho que pedir desculpa aos visitantes deste blogue, por não estar gramaticalmente credenciado nos enigmas da língua portuguesa. Aqueles que eventualmente possa ferir qualquer sensibilidade, as minhas mais sinceras desculpas. Porem perdoem a ousadia, na minha profissão prezo-me de ser um excelente profissional.
Uns percebem de agricultura, outros de electricidade, outros de restauração e outros são doutores.
Paciência quem da o que têm a mais...
Felizmente não conhece a minha caligrafia.
Permita-me apenas um reparo PAUL não tem acento.


Bem haja
PTT

PS. Quanto ao seu comentário sobre a ribeira e dado que hoje profissionalmente o meu dia ainda não terminou, irei responder posteriormente pois o mesmo assim merece, contudo gostaria que contribuísse com alguma sugestão e não só com aquilo que estamos fartos de ouvir.

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A VERDADE NÃO SE ESCONDE. É COMO O AZEITE_A Comissão de Freguesia do Tortosendo do PCP

Durante a presente semana, inicio do segundo período do ano escolar, a Junta de Freguesia do Tortosendo (JFT) decidiu inviabilizar o funcionamento do serviço de refeições e das actividades de enriquecimento curricular (AECs) nas duas escolas do 1º Ciclo existentes na Vila.

Afirma a JFT que não tem capacidade financeira para pagar ao pessoal necessário ao funcionamento daquelas actividades e exige do IEFP “facilidades” para continuar a assegurar o serviço com trabalhadores desempregados subsidiados e exige do Ministério da Educação (ME) reforço das transferências financeiras.

Esta actuação da JFT é incompreensível quando se sabe e se encontra legislado que a responsabilidade pelo serviço de refeições e AECs e pessoal auxiliar necessário é da Câmara Municipal da Covilhã com o financiamento do Ministério da Educação(ME).

A JFT aceitou a delegação de competências proposta pela Câmara para aqueles serviços e recebe desta as verbas por eles (CMC e JFT) negociadas. Se a JFT aceitou a responsabilidade da Câmara sem assegurar o financiamento procedeu de forma incompetente. Não pode, por esse facto, atribuir responsabilidades só a terceiros (IEFP e Ministério da Educação/Agrupamento de Escolas do Tortosendo) tentando iludir sobre as suas próprias responsabilidades.

Recordamos ainda que a JFT já tinha conhecimento atráves da Portaria nº 128/2009 de 30 de Janeiro que estas alterações entrariam em vigor, não se justificando a razão de não se tomarem medidas no início do ano lectivo.

Sendo insuficientes as verbas para as competências delegadas deverá a JFT exigir/negociar/reivindicar junto da Câmara Municipal da Covilhã o reforço do apoio financeiro necessário ou devolver à mesma as competências delegadas.

O Partido Comunista Português e os independentes que participaram nas últimas eleições autárquicas no quadro da CDU discordam da transferência de competências do Ministério da Educação para as Câmaras Municipais na área da educação, por ser uma evidente desresponsabilização numa função do Poder Central. A existência, na mesma escola, de pessoal afecto às autarquias e de outro sob a responsabilidade do Ministério da Educação só tem dado problemas ao nível da sua gestão, o que não tem contribuído para a qualidade do serviço prestado às crianças.

Por isso, afirmamos, que o serviço de refeições, as AECs e a CAF (Componente de Apoio à Família) deveriam estar enquadrados e assumidos pelo Ministério da Educação.

Também discordamos dos rácios definidos pelo ME para calcular as necessidades de trabalhadores não docentes nos estabelecimentos de ensino. É impossível e a prática tem-no demonstrado, ter as escolas a funcionar com o número de trabalhadores indicados por aqueles rácios, que têm como objectivo a diminuição artificial das necessidades existentes, para aliciar as Câmaras Municipais a aceitar as responsabilidades pelas escolas do 1º,2º e 3º Ciclos como já acontece em outros Concelhos do nosso Distrito. Entendemos ainda que face ao nº total de alunos nas duas escolas os próprios rácios definidos pelo ME não estão a ser respeitados.

É inadmissível, porque mantém a precariedade e não cria emprego, o recurso do Ministério da Educação e das autarquias (neste caso a Junta de Freguesia do Tortosendo), aos desempregados subsidiados, para a ocupação de lugares onde desempenham funções com carácter permanente. Trata-se da exploração abusiva de trabalhadores fragilizados pela situação de desemprego, que deveriam ter os mesmos direitos dos colegas que desempenham as mesmas funções.

Lamentamos e não aceitamos como legítima e coerente a acção da Junta de Freguesia do Tortosendo neste processo com a utilização e manipulação dos pais e encarregados de educação em reivindicações mal dirigidas e orientadas visando esconder a má gestão, aligeirar incompetências, libertar-se de compromissos eleitorais e lançar “uma cortina de fumo” para esconder os verdadeiros responsáveis pela situação criada, a Junta de Freguesia do Tortosendo e a Câmara Municipal da Covilhã.

Tortosendo, 9 de Janeiro de 2010

A Comissão de Freguesia do Tortosendo do PCP


Nota: Pedido de plublicação recebido por email.



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Correio do Leitor


Associação da Juventude do Peso

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Teatro das Beiras no Paul

11 de Julho, às 21:30

Largo dos Bombeiros

O Teatro das Beiras volta a marcar presença no concelho da Covilhã, numa organização do município, com uma apresentação no Paul às 21:30, desta vez com um espectáculo de rua, “Catavento”, trabalho dramático sobre o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, que o Teatro das Beiras adaptou a partir da obra homónima de G. Pulleyn e Helen Ainsworth.

Entre a mitologia e a ciência "Catavento" relata de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo.

Duração: 60 minutos

Classificação etária: maiores de 6 anos

Entrada gratuita

*

Encenação de Graeme Pulleyn
Cenografia: Kevin Plumb
Figurinos: Helen Ainsworth
Interpretação: Fernando Landeira, João Ventura, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

Fotografia: Foto Cidade

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Correio do Leitor

Caros Bloguistas.

Envio link com reposrtagem sobre o Não despedimento de trabalhadores na fábrica fiper do sr antónio lopes, que penso ser de todo o interesse publicar pois já foram publicados outros que davam conta de situações menso abonatórias sobre o mesmo.


Hugo Eduardo Cipriano


Industrial justifica-se com ganhos noutras áreas

Empresário da Covilhã recua na dispensa de 29 trabalhadores e aceita "suportar prejuízos"


Um empresário têxtil da Covilhã anunciou que, apesar de a sua empresa "registar prejuízos", vai manter os trabalhadores a prazo que hoje terminavam contrato, por entender que, na crise, o sacrifício deve ser de todos e não só dos operários.

António Lopes, proprietário da fábrica têxtil Fiper, no Teixoso, vai manter os 29 trabalhadores com contratos a prazo que hoje teriam o último dia de trabalho, apesar da fábrica - que emprega 50 pessoas - estar "a registar prejuízos todos os meses"

O industrial justifica-se com ganhos noutras áreas de negócio para evitar a dispensa que já tinha comunicado aos trabalhadores...


Nota: Absolutamente de louvar esta atitude. Muito Empresario com mais condições pura e simplesmente vira a cara e aproveita para proceder a uma "lavagem" cirurgica.

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DESAPARECIDO EM COVILHÂ



A QUEM POSSA TER INFORMAÇÕES DO SEU PARADEIRO, AGRADECE-SE O CONTACTO ATRAVÉS DO E-MAIL
procurargoncalo@gmail.com OU DOS NÚMEROS DA GNR DO TORTOSENDO:

Telefone

275957350
Fax

275957358

Consultem e divulguem o blog:
http://procurarogoncalo.blogspot.com

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PAUL na SIC pelos piores motivos.....

Soluções "entupidas" para colector de esgoto




NOTA: Se a "moda" pega temos todos os problemas resolvidos na Hora. A este tipo de resolução vamos chamar de PAULEX - SIMPLES E NA HORA.

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Serra da Estrela - O Trabalho e a Hipocrisia

Palavras para...



Hoje fui alertado com este e-mail:

Meus caros.

Como acompanho o vosso trabalho, de grande nível diga-se de passagem, achei que vos devia enviar esta reportagem acerca do trabalho do centro de limpeza de neve, por forma a poder elucidar melhor os vossos leitores do real trabalho desta gente.

Já agora se tiverem o e-mail da Câmara e do Sr. Artur Costa Pais, enviem também pois parece-me que os mesmos ainda não devem ter percebido a dificuldade de trabalho destas pessoas.

Um grande abraço e votos de continuação de um bom trabalho.

http://www.youtube.com/watch?v=n-YBgddo22s

(CIPRIUS)
Hugo Eduardo Cipriano

Nota: Obrigado pela colaboração. Ilações cada um tira a que ....

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PAULENSES

Recebi o seguinte e-mail:


Caro amigo tenho consultado o seu excelente blog que me traz as novidades da terra dos "parifanos e das reboladas" com um critério de actualidade digno de registo.
Porque também quero dar um pequeno contributo para o teu excelente trabalho envio-te uma link para que os paulenses possam aceder a um trabalhinho de recolha etnográfica efectuado há cerca de 15 anos junto de uma informante, entretanto falecida, que nos deu a conhecer as histórias e os contos da terra. Este desafio, que eu tenho descurado por estar um pouco afastado da vida da comunidade paulense, penso que poderia e deveria ser desenvolvido por alguém, porque depois da morte dos nossos idisos, o saber vai com eles e já não regressa.
O trabalho insere-se na revista On-line AÇAFA, lançada ontem no IPJ em Castelo Branco e inclui o seguinte trabalho:
Contos Populares do Paúl
Popular Tails of Paúl

Jorge Gouveia
Paúl - Covilhã, contos populares, tradição oral
Pode ser consultado em:
Um abraço
Jorge Gouveia

Nota: Obrigado pela informação, parabéns pelo trabalho. Que sirva de exemplo


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Paulenses



Porque as mais valias devem ser divulgadas.

Visite http://taxisnevedaserra.do.sapo.pt/



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Correio do Leitor


Junto envio o programa de festas da discoteca cá do burgo. Se puder publicitar a malta agradece.
Obrigado

Mario

Nota: Agradeço o envio da programação que obviamente iremos por em destaque. Se eventualmente a discoteca As&Bs entender que não devemos publicita-la, agradecemos que nos informe pois, desconheço o email para dar conhecimento e partindo de que o envio é possivelmente de um cliente.

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Correio do Leitor

Caros Bloguistas.

Ontem a seguir ao telejornal da RTP deu uma excelente reportagem acerca da ajuda humanitária feita com crianças muito desfavorecidas de Moçambique.

Depois desta mesma reportagem ter terminado fiz alguma pesquisas e encontrei este texto descritivo deste projecto que muito gostava que divulgassem no vosso blog.

Espero que o possam fazer.
Um abraço

Projecto Padrinhos em Portugal
Inicio:
Este projecto arrancou em Novembro de 2002, depois de ter estado dois meses a trabalhar como voluntária na Cidade da Beira, em Moçambique, junto de crianças extremamente carenciadas. A vontade de fazer algo mais e com uma maior continuidade, levou a que surgisse a ideia de montar um semi-internato no Alto da Manga, um bairro localizado no mato, acerca de quinze quilómetros da Cidade da Beira.
Comecei por pedir a ajuda de um padre e de uma freira locais, que se responsabilizaram desde logo pela gestão do projecto no terreno, e iniciei então a selecção de dez crianças oriundas de familias bastante desfavorecidas.
O projecto arrancou no principio com 10 crianças e 10 padrinhos portugueses, passando depois em 2003, dado o sucesso do primeiro ano, para 15 crianças. Hoje em dia já tem um número total de 42 crianças.
Meninos:
As crianças alvo deste projecto são todas aquelas que provenham de familias muito carenciadas, sendo na maioria das vezes orfãs de mãe ou de pai ou até dos dois, vivendo, nesse caso, com algum familiar.
São crianças com idades entre os 5 e os 10 anos, sendo preferencialmente o filho mais novo de cada família para que possa começar a ser seguido desde pequeno, cultivando desde logo hábitos escolares.
As crianças após entrarem no projecto serão seguidas até terminarem a sua escolariedade e puderem ingressar no mercado de trabalho.
Objectivos:
Com este projecto o padrinho fica a assegurar as despesas de saúde, uma refeição diária – almoço, servido na Paróquia do Alto da Manga. Educação: livros, cadernos, lápis, canetas, matricula – anual-, propinas- mensais- e farda.
Nota: Em Moçambique todas as crianças que frequentam a escola pública são obrigadas a pagarem matricula e propinas elevadissimas, para além da própria farda. Estas despesas condicionam bastante o acesso à escola, visto a maioria das familias moçambicanas não ter recursos para pagar as despesas escolares aos filhos. A maioria dos meninos integrados neste projecto nunca poderiam ter acesso escolar caso não fosse a contribuição dos seus padrinhos.
Dia-a dia no Alto da Manga:
As crianças do projecto reúnem-se todos os dias pela manhã na Paróquia do Alto da Manga, onde passam o tempo a fazer os trabalhos de casa e a brincar umas com as outras até à hora do almoço. Durante todo este período são acompanhadas pela Dona Rita, uma senhora moçambicana responsável por tomar conta das crianças e lhes dar o almoço.
Depois de almoçarem vão então para a escola onde passam a tarde. À noite regressam para as suas casas.
Mensalidades:
As mensalidades são trimestrais, sendo de 85 euros cada. O dinheiro é enviado para Moçambique pelo sistema de transferência Western Union, sendo responsabilidade da freira e do padre locais irem levantá-lo e com ele pagarem o almoço diário que é servido a todas as crianças envolvidas no projecto, numa sala concedida para o efeito na Paróquia do Alto da Manga. Ficam também encarregues de comprar toda a alimentação necessária, pagar as matriculas escolares, registar crianças que ainda não tenham Bilhete de Identidade e apoiar todo o projecto, supervisionando diáriamente se as crianças estão a ir à escola, se aparecem no almoço, como é que estão os seus cadernos, os seus livros, a sua saúde.
Feedback:
Periódicamente os padrinhos vão recebendo informações por escrito dos seus meninos, muitas vezes acompanhadas por cartas e fotografias destes. Caso seja requisitado pode-se também enviar uma cópia da descrição financeira que a freira e o padre vão enviando de dois em dois meses.
Todos os anos em Agosto e Setembro este projecto conta também com a ajuda de voluntários do Grupo de Acção Social da Universidade Nova de Lisboa que passam dois meses a viver no Alto da Manga e desenvolvendo diversas actividades com as crianças dos Padrinhos em Portugal.
Normas:
- Os padrinhos envolvidos neste projecto comprometem-se desde o inicio a assegurar os pagamentos trimestrais nas datas devidas, de forma a que não haja atrasos nas transferências para Moçambique, ou mesmo interrupção temporária do projecto.
- Os padrinhos podem enviar cartas e fotografias suas sempre que queiram, bem como, presentes.
- Os padrinhos podem ir a Moçambique conhecer os seus afilhados, mas nunca pagar-lhes uma viagem para Portugal. A realidade deles é tão distante da nossa que seria um choque estes meninos verem como é que vivemos e aquilo que temos.
- Os padrinhos comprometem-se ao entrar neste projecto que, caso queiram sair a qualquer momento, encontrem alguêm que os substitua, de forma a que a criança não se veja de um momento para o outro privada de alimentação, educação e cuidados de saúde.
Projectos para o futuro:
Os Padrinhos de Portugal estão neste momento em vias de se constituírem como associação e posteriormente Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) de forma a que sejam possíveis muito maiores e melhores aspirações para estas crianças. Com uma porta aberta para os fundos comunitários, a ideia seria então implementar cursos de formação às crianças, incluindo ateliers vários, preparando-as para o mundo actual.
O projecto passaria então por dar-lhes também melhores condições em casa ( normalmente uma palhota) e com o andar dos anos, disponibilizar mesmo bolsas universitárias para quem quisesse seguir os seus estudos.
Constituído este projecto como uma Associação, os padrinhos começariam também poder descontar no IRS o dinheiro que entregam anualmente, visto estar coberto pela Lei do Mecenato.
Embora se estejam a fazer todos os esforços para que isso já seja possível no próximo ano, ainda não nos pudemos comprometer com tal.
Contactos:
Catarina Serra Lopes
Padrinhosdeportugal@yahoo.com
Telef: 918717892
NOTA FINAL: Caso seja necessário é possível divulgar o telefone de algum padrinho que já esteja no projecto desde o inicio, de forma a que sejam prestadas alguns esclarecimentos, informações, troca de impressões.


Hugo Eduardo Cipriano

Nota: As minhas desculpas pelo atraso desta publicação

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Correio do Leitor





«Os cravos do 25 de Abril fanaram-se sobre um monte de esterco… Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e os africanos que confiavam neles. (…) Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir (…) Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFA exploraram e deram cobertura ideológica a esse instinto das tripas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu. Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de “revolucionários” (…) Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar (…)»

Prof. António José Saraiva in Diário de Notícias, 26.01.1979




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Correio do Leitor


NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA DO CONCELHO DA COVILHÃ

Pode ler o texto da Conferência de imprensa da C. Concelhia da Covilhã sobre a privatização da água em

WWW.castelo-branco.pcp.pt

Não se esqueça que a água do Paul também está incluída no negócio.


A Água é nossa. É pública. Assine a petição

Afirmar o direito à água, exigir gestão pública de qualidade

Num momento que se abate como nunca o espectro privatizador sobre a água em Portugal, o STAL, a Associação Água Pública e a CGTP-IN lançam uma campanha em defesa da gestão pública deste bem essencial à vida humana e assumem o propósito de assinalar o dia 22 de Março, Dia Internacional da Água, como um dia de luta contra a sua mercantilização.


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Ficheiros relacionados:
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*Travar para pensar*

Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza .

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais,

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.

CABE à Oposição CONTRAPOR.

CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!

CABE À TUA CONSCIÊNCIA PENSAR OU DEIXAR "ROLAR".



Lobo Antunes - testemunho sobre GUERRA DO ULTRAMAR

Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes (ALA) à revista Visão onde, às tantas, se evoca a dita "guerra do Ultramar", em Angola, em que o ilustre Autor tomou parte. Não é em vão que este senhor é justamente considerado um dos maiores escritores portugueses vivos. [...]

V: Ainda sonha com a guerra?

ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.

V: Parava a guerra?

ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?

V: Não vou pôr isso na entrevista...

ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?

Viva o BENFICA

Recebidos por email (Identificados). O BLOG AGRADECE A INTERVENÇÃO


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Velha Gaiteira no FUMP


A Associação Recreativa e Cultural Universitária do Minho (A.R.C.U.M.) organizou mais um Festival Universitário de Música Popular (F.U.M.P.), que teve início no dia 25 de Fevereiro com uma Semana Cultural e um conjunto de actividades (workshops, danças e bailes tradicionais, concertos, feira de artesanato, desfile etnográfico, etc.), que decorreram em vários locais: no Bar Académico (B.A.) de Braga, no Campo da Vinha, no Largo do Paço, de entre outros, e que se realizaram até ao dia 1 de Março, data em que os grupos subiram a proscénio no Auditório VITA do Seminário Menor da Arquidiocese de Braga e encerraram o festival.

Enviado pelo Manjedoura

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