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Covilhã Turistica
Durante estes dias de inactividade do blog aproveitei para apreciar a nossa região ao nível da Restauração. Passei por locais únicos cada um diferente do outro.
Deixo aqui algumas sugestões:
- Pousada (Gourmet) Convento de Belmonte: Local único na região, requintado e acolhedor, serviço cinco estrelas (5*****), em relação à comida como se costuma dizer divinal, a fusão de sabores entre a comida brasileira e a portuguesa é excelente (Chefe Valdir).
- Netos do Padeiro (Vale Formoso): local moderno com uma decoração antiga com fusão contemporânea, serviço excelente, comida igualmente boa.


- Pátio dos Sabores (Covilhã): Local agradável com umas vistas únicas sobre a cidade da Covilhã, serviço excelente, comida igualmente boa.

- Restaurante "O Mário": Um dos Restaurantes mais antigos da região que mantém uma qualidade ao longo dos anos invejável, serviço excelente, comida excelente.

- Restaurante Alambique D'Ouro: Ambiente agradável com uma comida excelente e serviço igualmente bom.

- Hotel Príncipe da Beira ****: O Restaurante a Cereja é único, tem umas vistas fantásticas sobre a Serra da Estrela, a fusão de sabores e serviço são excelentes.

- Restaurante O Fiado (Fundão / Janeiro de Cima): Por último mas não em termos de qualidade comparado com os outros, o restaurante "O Fiado" é uma descoberta a fazer nas Aldeias de Xisto. Serviço bom e comida excelente.
Compilado de Covilhã Turística, aconselho vivamente a consulta.
A Matança do Porco (II) - O acto e o convívio
" Eram mortos no tempo do frio,
O mais tardar pelas Janeiras,
Assim faziam o bom enchido
O belo chouriço das Beiras"
In: Vicente, António dos Santos, Vida e Tradições nas Aldeias Serranas da Beira.
O mais tardar pelas Janeiras,
Assim faziam o bom enchido
O belo chouriço das Beiras"
In: Vicente, António dos Santos, Vida e Tradições nas Aldeias Serranas da Beira.
(Continuação)
Depois de criado desde pequeno com o que a terra dava, ao longo de vários meses, finalmente era chegado o dia da Matança do Porco. Reunidos os convidados (geralmente familiares) e adiantados os preparativos, logo pela manhã, um dos homens entrava dentro do curral, amarrava o porco, puxava-lo para fora, com a ajuda dos restantes membros masculinos, e colocava o animal, sob o flanco, em cima de um banco de quatro pernas ou de um carro de bois. Com o animal assim imobilizado, um dos homens, geralmente aquele que tinha mais experiência (chamado "sangrador"), enterrava-lhe a sangradeira no tórax, dirigida ao coração. À espera, já se encontrava um alguidar com sal e um pouco de vinho tinto ou vinagre, que iria recolher o "licor de vida" do animal - o sangue, que seria, depois, mexido com uma colher de pau, evitando assim que coalhasse.
Ainda deitado, o porco era então chamuscado, com a ajuda de pequenos molhos incandescentes de carqueja, tojos ou giestas (hoje substituídos pelas chamas do maçarico), lavado com água (fria ou quente) e raspado com carquejas ou escovas, até que a pele ficasse branca. Posteriormente, o animal era colocado de costas no banco e fazia-se uma incisão no abdómen e no tórax para retirar as vísceras. Tiravam-se as tripas para um tabuleiro e as mulheres, separando-las umas das outras, procediam ao desmanchar (separação dos intestinos do mesentério) e à extracção da gordura. Despejada a bexiga do animal, limpava-se e enchia-se com ar, de modo a formar uma bola, com a qual as crianças brincavam e jogavam futebol. O coração, o fígado, os rins e alguns pedaços da barriga eram aproveitados para o almoço da matança - a buchada.
Na cozinha, as mulheres iam preparando a ementa que compunha o repasto: caldo verde, grão com carnes de porco, favas com chouriço, feijão, sarrabulho (guisado de sangue de porco com vinho tinto, alho, louro, fígado e pedaços de carne gorda ou magra) com batata cozida.
Terminada esta primeira fase, pendurava-se o porco numa trave do sobrado de um local fresco, através do chambaril (pau curvo que se enfiava nos tendões dos membros inferiores). Geralmente, esperava-se que a carne secasse e arrefecesse, de modo a que o talhe fosse mais fácil, e procedia-se, no dia seguinte, ao desmanche.
Seguia-se então para a mesa, onde o convívio sócio-familiar era um dos grandes momentos do dia. Os pratos atrás referidos eram geralmente acompanhados de pão caseiro, azeitonas, enchidos do ano anterior e bem regados com o vinho de produção familiar. Enquanto a família comia, bebia e passava a noite a conversar, o porco continuava pendurado.
No dia seguinte, havia muito pouco que não se aproveitasse do animal! A cabeça, cortada ao meio e esfolada, era depois transferida para a salgadeira. As espadas eram salgadas ou desmanchadas para os chouriços de carne. Os ossos, não totalmente desprovidos de carne, juntavam-se às restantes partes na salgadeira. E os presuntos eram aparados e mantidos em sal cerca de 40 a 60 dias.
A Matança do Porco sempre foi essencial para o reforço dos laços familiares e de vizinhança e um bom pretexto para o convívio. Apesar da intensa e frenética componente laboral, a Matança do Porco revestia-se também de dádiva e reciprocidade, visto que o proprietário do animal geralmente oferecia, para além das refeições ao longo da actividade, algumas peças de carne ou ajuda aos convidados.
No entanto, esta tradição perde-se nos tempos e nas novas exigências europeias, que cada vez mais nos empurram para o automatismo do viver a vida segundo as regras por outros implantados. É de lamentar, pois à medida que se perde a tradição, perdem-se os laços que por ela eram criados e reforçados. Seria louvável e do interesse comum que, à semelhança de outras freguesias, a Vila do Paul (sob a insígnia da Junta de Freguesia ou de outra qualquer instituição paulense) apostasse na realização de uma Matança (sem interesses económicos) aberta à comunidade, de modo a preservar, valorizar e dar a conhecer esta valiosa tradição e, claro, promover os laços sociais e o convívio entre a população paulense!
Perde Apenas Por Ser Tardia
Ninguém é obrigado a pagar couvert se não o pedir, mesmo que o coma
A Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC) alertou hoje que qualquer consumidor pode recusar pagar o couvert que habitualmente os restaurantes colocam na mesa dos clientes sem ser pedido, mesmo que seja consumido
Segundo a associação, se o cliente recusar pagar o couvert e o restaurante exigir o dinheiro, o proprietário do estabelecimento poderá estar a incorrer no crime de especulação.
Se num restaurante colocarem a «entrada» na mesa sem o cliente a pedir, em circunstância alguma terá de a pagar, defende a APDC porque como o couvert lhe foi apresentado sem o ter pedido, poderá mesmo consumi-lo sem ter de o pagar, porque a lei a tal não obriga.
«O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa», explica a APDC em comunicado.
«Não são os usos comerciais que fazem lei. É a lei expressa que tem de ser observada com todo o rigor. A aposição dos acepipes na mesa - sem prévia solicitação - pode configurar um ilícito», ao abrigo do o n.º 4 do art.º 9.º da Lei de Defesa do Consumidor, lê-se no mesmo texto.
Segundo a Associação Portuguesa de Direito do Consumo, o DL 143/2001, de 26 de Abril, corrobora esse entendimento no seu artigo 29, ao consagrar que «é proibido o fornecimento ou a prestação de serviços ao consumidor que incluam um pedido de pagamento, sem que este os tenha previamente encomendado».
A associação acrescenta que «o destinatário de bens ou de serviços recebidos sem que por ele tenham sido encomendados ou solicitados, ou que não constituam o cumprimento de qualquer contrato válido, não fica obrigado à sua devolução ou pagamento, podendo conservá-los a título gratuito».
A APDC sublinha ser a mesma lei a consagrar que a «ausência de resposta do destinatário não vale como consentimento».
Qualquer empresário de restauração que não respeite estes preceitos legais incorre no pagamento de coimas que, nos casos de sociedades mercantis, oscilam entre os 3.500 e os 35.000 euros, além de eventuais penas acessórias, refere o mesmo comunicado.
Acrescenta ainda que a Lei Penal do Consumo (art.º 35 do DL 28/84, de 20 de Janeiro) tem também solução para os autores de tais ilegalidades, prevendo uma pena de prisão de seis meses a três anos e multa não inferior a 100 dias pelo crime de especulação. in Sol
Nota: Se já tinham conhecimento desta medida porquê só agora? Todos esses "entelegentes" da restauração que usaram e abusaram do tal couvert vão certamente tentar arranjar uma "esponja" que os legitima a continuarem a praticar o acto.
Segundo a associação, se o cliente recusar pagar o couvert e o restaurante exigir o dinheiro, o proprietário do estabelecimento poderá estar a incorrer no crime de especulação.Se num restaurante colocarem a «entrada» na mesa sem o cliente a pedir, em circunstância alguma terá de a pagar, defende a APDC porque como o couvert lhe foi apresentado sem o ter pedido, poderá mesmo consumi-lo sem ter de o pagar, porque a lei a tal não obriga.
«O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa», explica a APDC em comunicado.
«Não são os usos comerciais que fazem lei. É a lei expressa que tem de ser observada com todo o rigor. A aposição dos acepipes na mesa - sem prévia solicitação - pode configurar um ilícito», ao abrigo do o n.º 4 do art.º 9.º da Lei de Defesa do Consumidor, lê-se no mesmo texto.
Segundo a Associação Portuguesa de Direito do Consumo, o DL 143/2001, de 26 de Abril, corrobora esse entendimento no seu artigo 29, ao consagrar que «é proibido o fornecimento ou a prestação de serviços ao consumidor que incluam um pedido de pagamento, sem que este os tenha previamente encomendado».
A associação acrescenta que «o destinatário de bens ou de serviços recebidos sem que por ele tenham sido encomendados ou solicitados, ou que não constituam o cumprimento de qualquer contrato válido, não fica obrigado à sua devolução ou pagamento, podendo conservá-los a título gratuito».
A APDC sublinha ser a mesma lei a consagrar que a «ausência de resposta do destinatário não vale como consentimento».
Qualquer empresário de restauração que não respeite estes preceitos legais incorre no pagamento de coimas que, nos casos de sociedades mercantis, oscilam entre os 3.500 e os 35.000 euros, além de eventuais penas acessórias, refere o mesmo comunicado.
Acrescenta ainda que a Lei Penal do Consumo (art.º 35 do DL 28/84, de 20 de Janeiro) tem também solução para os autores de tais ilegalidades, prevendo uma pena de prisão de seis meses a três anos e multa não inferior a 100 dias pelo crime de especulação. in Sol
Nota: Se já tinham conhecimento desta medida porquê só agora? Todos esses "entelegentes" da restauração que usaram e abusaram do tal couvert vão certamente tentar arranjar uma "esponja" que os legitima a continuarem a praticar o acto.
"Gastropolitica"
Encontro: Socialistas debatem partido e país
Alegre reúne 150 para reflexão
S
ão 150 pessoas que se reúnem hoje para reflectir sobre o PS e o País. Manuel Alegre convidou responsáveis e apoiantes socialistas de todos os distritos, Açores e Madeira, das últimas eleições presidenciais, para fazer uma reflexão sobre o que significa “ser socialista, em Portugal, na Europa e no Mundo”. O vice-presidente da Assembleia da República rejeita a formação de um novo partido mas assume a tendência, uma corrente “que já existia”. A base de apoio ao debate de hoje surge da corrida a Belém, em que foi o segundo candidato mais votado, logo a seguir ao actual Chefe de Estado.
Nota: È de esperar que acertem nos condimentos.
Saudações Paulenses
Alegre reúne 150 para reflexão
S
ão 150 pessoas que se reúnem hoje para reflectir sobre o PS e o País. Manuel Alegre convidou responsáveis e apoiantes socialistas de todos os distritos, Açores e Madeira, das últimas eleições presidenciais, para fazer uma reflexão sobre o que significa “ser socialista, em Portugal, na Europa e no Mundo”. O vice-presidente da Assembleia da República rejeita a formação de um novo partido mas assume a tendência, uma corrente “que já existia”. A base de apoio ao debate de hoje surge da corrida a Belém, em que foi o segundo candidato mais votado, logo a seguir ao actual Chefe de Estado.Nota: È de esperar que acertem nos condimentos.
Saudações Paulenses
A Matança do Porco (I) - Introdução
"Bácoro em Janeiro com seu pai vai ao fumeiro"
Dito popular
"Matança do porco", iluminura do Livro de Horas de D. Manuel I
Século XVI
Século XVI
Ao longo de milhões de anos de evolução, o que permitiu ao Homem a sua sobrevivência foi a adaptação ao meio ambiente, através da criação de artefactos e utensílios, que lhe permitiram o domínio sobre a natureza e a fauna, podendo assim alimentar-se. Tendo já adquirido meios e técnicas de agricultura, o ser humano começou a adoptar a criação de gado para alimentação. Sobrevivendo a agricultura e a pastorícia ao correr do tempo e dos séculos, ainda hoje é tradição, ainda que já muito abandonada devido às exigências de higiene e segurança alimentares europeias e talvez por comodismo (a carne do talho e dos supermercados é sempre muito mais acessível e não implica encarar todo o processo ético e deontológico do sacrifício de animais, ainda que para alimentação), a Matança do Porco.
Já na época romana os porcos eram criados para abate, mas a sua função na cultura imperial romana era mais de aspecto ritual e não alimentar. Deste modo, a prática remonta a tempos medievais e, em Inglaterra, a época de matança (conhecida por Yule) iniciava-se em Setembro. Posteriormente, a Igreja católica transformou o ritual pagão numa festa cristã, transportando a manifestação para a época do Natal, passando a ser conhecida por Yuletide. No entanto, apenas as classes mais abastadas tinham acesso à carne de porco e as populações rurais viviam essencialmente de cereais, vegetais e alguma gordura animal.
Em Portugal, apesar da matança do porco ser antiga e estar bastante enraizada, as limitações económicas da maioria da população não permitiam a criação de suínos, estando essa possibilidade apenas acessível aos mais ricos. Mas a partir de meados do séc. XX o poder de compra da população rural aumentou substancialmente e as famílias começaram a proceder à criação de porcos e à matança de pelo menos um por ano.A matança do porco reveste-se de aspectos religiosos oriundos de crenças populares que foram passando de geração em geração. Por exemplo, as mulheres e crianças não costumam estar presentes no cenário de matar o animal pois, sendo mais sensíveis ao acto, poderiam perturbar o matador (geralmente um homem que não pertencia à família e mais experiente na matança do animal) e o seu desempenho, acreditando-se que o comportamento das crianças e mulheres tornaria a morte do animal mais prolongada e dolorosa. Haveria também quem depositasse, em forma de cruz, o sal no fundo do alguidar que recolheria o sangue do animal, sendo, deste modo na crença popular, purificado.
De qualquer modo, a tradicional Matança do Porco, em Portugal, visa sobretudo o convívio social, a festa, a abundância, a partilha, a dádiva, o fortalecer de laços familiares e de amizade. Apesar do factor económico já não ser o principal motivo para a matança do porco, a prática resiste às mudanças nas comunidades pela necessidade de reafirmação da identidade local.
(Continua)
Fontes consultadas:
ANTUNES, Francisco, 1995, Para além da memória, Ed. Civis, Lda;
NOGUEIRA, Sandra, Da Banca da Matança aos Enchidos, disponível em http://www.geocities.com/sandrix65/Matanca.pdf;
http://pt.muestrarios.org/b/a-matan-a-do-porco.html
http://antropologia.com.sapo.pt/matanca.htm
http://rosarioandrade.wordpress.com/2005/12/05/a-matanca-do-porco-i/
Fontes consultadas:
ANTUNES, Francisco, 1995, Para além da memória, Ed. Civis, Lda;
NOGUEIRA, Sandra, Da Banca da Matança aos Enchidos, disponível em http://www.geocities.com/sandrix65/Matanca.pdf;
http://pt.muestrarios.org/b/a-matan-a-do-porco.html
http://antropologia.com.sapo.pt/matanca.htm
http://rosarioandrade.wordpress.com/2005/12/05/a-matanca-do-porco-i/
Câmara da Covilhã aprova orçamento “de contenção”
Câmara da Covilhã aprova orçamento “de contenção”
Autarquia prevê investir 84 milhões de euros em 2008 O autarca, Carlos Pinto, culpa o Governo pela redução das verbas a investir no concelho.
Os vereadores do PS votaram contra Francisco Cardona É de “contenção” o Plano e Orçamento da Câmara da Covilhã para o próximo ano, reconheceu, ontem, Carlos Pinto em declarações à “Rádio Cova da Beira”, após a reunião extraordinária onde os documentos foram aprovados por maioria com os votos contra dos dois vereadores do PS.
O presidente da Câmara da Covilhã responsabilizou o Governo pela redução do orçamento para 84 milhões de euros, em relação ao ano passado. “É de contenção tendo em conta o corte de verbas que o Governo tem vindo a fazer às Câmaras e, por outro lado, é de contenção porque ainda não temos conhecimento do que vai significar o Quadro de Referência Estratégico Nacional para as autarquias”, disse Carlos Pinto à “RCB”, sublinhando, porém, que os documentos reflectem a continuação de obras já lançadas e, também, projectos novos. “Trata-se de continuar as que estão lançadas e prever o lançamento de algumas obras novas, como as piscinas da Covilhã, infra-estruturas do Parque Industrial do Tortosendo e outras”, acrescentou Carlos Pinto.
Entre os novos investimentos está, por exemplo, a transformação do Teatro Cine em Teatro Municipal da Covilhã, cujo valor contemplado para a empreitada é superior a três milhões e meio de euros. “É um orçamento de estabilidade e veremos como o ano de 2008 se apresenta designadamente no que diz respeito às candidaturas que venham a ser possíveis em relação aos fundos comunitários. A evolução dar-se-á em função das eventuais notícias que as câmaras tenham sobre o QREN”, acrescentou Carlos Pinto à estação de rádio fundanense.
PS EM OPOSIÇÃO
As Grandes Opções do Plano para 2008 da Câmara da Covilhã mereceram os votos contra dos vereadores Miguel Nascimento e Vítor Pereira, da bancada do PS, por considerarem que “o orçamento real” é de 30 milhões de euros e não de 84, como consta dos documentos.
Na declaração de votos entregue após a votação, os socialistas afirmam que mais de 60 por cento da receita prevista se baseia na venda de imóveis. “Constatamos que 62,2 por cento [53 milhões de euros] do total da receita se baseia na venda de bens de investimento”, sublinhando que se trata de uma expectativa “irreal” tendo em conta a conjuntura do mercado imobiliário. “A lista de património a alienar é pormenorizada quanto à identificação dos imóveis, mas não indica qualquer valor de mercado pelo que a estimativa de 53 milhões de euros não tem qualquer suporte real”, concluem. in Diário XXI
Nota Pessoal: Desde que sobre uma verba para resolver o problema do "mamarracho" da ponte e financiar o equipamento do Quartel dos Bombeirios o Burgo agradece. Possivelmente esta verba pode ser retirada da piscina "ondulatória".
Saudações Paulenses
Autarquia prevê investir 84 milhões de euros em 2008 O autarca, Carlos Pinto, culpa o Governo pela redução das verbas a investir no concelho.
Os vereadores do PS votaram contra Francisco Cardona É de “contenção” o Plano e Orçamento da Câmara da Covilhã para o próximo ano, reconheceu, ontem, Carlos Pinto em declarações à “Rádio Cova da Beira”, após a reunião extraordinária onde os documentos foram aprovados por maioria com os votos contra dos dois vereadores do PS.O presidente da Câmara da Covilhã responsabilizou o Governo pela redução do orçamento para 84 milhões de euros, em relação ao ano passado. “É de contenção tendo em conta o corte de verbas que o Governo tem vindo a fazer às Câmaras e, por outro lado, é de contenção porque ainda não temos conhecimento do que vai significar o Quadro de Referência Estratégico Nacional para as autarquias”, disse Carlos Pinto à “RCB”, sublinhando, porém, que os documentos reflectem a continuação de obras já lançadas e, também, projectos novos. “Trata-se de continuar as que estão lançadas e prever o lançamento de algumas obras novas, como as piscinas da Covilhã, infra-estruturas do Parque Industrial do Tortosendo e outras”, acrescentou Carlos Pinto.
Entre os novos investimentos está, por exemplo, a transformação do Teatro Cine em Teatro Municipal da Covilhã, cujo valor contemplado para a empreitada é superior a três milhões e meio de euros. “É um orçamento de estabilidade e veremos como o ano de 2008 se apresenta designadamente no que diz respeito às candidaturas que venham a ser possíveis em relação aos fundos comunitários. A evolução dar-se-á em função das eventuais notícias que as câmaras tenham sobre o QREN”, acrescentou Carlos Pinto à estação de rádio fundanense.
PS EM OPOSIÇÃO
As Grandes Opções do Plano para 2008 da Câmara da Covilhã mereceram os votos contra dos vereadores Miguel Nascimento e Vítor Pereira, da bancada do PS, por considerarem que “o orçamento real” é de 30 milhões de euros e não de 84, como consta dos documentos.
Na declaração de votos entregue após a votação, os socialistas afirmam que mais de 60 por cento da receita prevista se baseia na venda de imóveis. “Constatamos que 62,2 por cento [53 milhões de euros] do total da receita se baseia na venda de bens de investimento”, sublinhando que se trata de uma expectativa “irreal” tendo em conta a conjuntura do mercado imobiliário. “A lista de património a alienar é pormenorizada quanto à identificação dos imóveis, mas não indica qualquer valor de mercado pelo que a estimativa de 53 milhões de euros não tem qualquer suporte real”, concluem. in Diário XXI
Nota Pessoal: Desde que sobre uma verba para resolver o problema do "mamarracho" da ponte e financiar o equipamento do Quartel dos Bombeirios o Burgo agradece. Possivelmente esta verba pode ser retirada da piscina "ondulatória".
Saudações Paulenses
Uma no Cravo Duas na Ferradura
Municípios da Beira Interior sem nutricionistas
Comemora-se hoje o Dia Mundial da Alimentação
"Nenhum dos municípios dos dois distritos da Beira Interior, Guarda e Castelo Branco, têm
nutricionistas a trabalhar. O alerta foi lançado pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), por ocasião do Dia Mundial da Alimentação que hoje se comemora, focando uma especial preocupação com os hábitos alimentares das crianças.
A situação dos 11 concelhos de Castelo Branco e 14 na Guarda repete-se por todo o País, onde apenas 14 municípios dos 308 têm especialistas em alimentação a trabalhar, nomeadamente nos menus escolares do pré-escolar e 1º ciclo. Para a presidente da APN, Alexandra Bento, "é sensivelmente até aos 11 anos que a criança se habitua a comer de forma correcta, pelo que a alimentação escolar é fundamental para criar hábitos saudáveis desde tenra idade". Uma responsabilidade, realça, atribuída às câmaras, através da Lei 159/99, assim como a defesa do consumidor, educação, saúde e acção social"... In Diário XXi
Nota: Absolutamente impensável. Mais piscinas BLA;BLA;BLA e os Covilhanenses de amanhã 0000000 (ZERO).
Saudações Paulenses
Comemora-se hoje o Dia Mundial da Alimentação
"Nenhum dos municípios dos dois distritos da Beira Interior, Guarda e Castelo Branco, têm
nutricionistas a trabalhar. O alerta foi lançado pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), por ocasião do Dia Mundial da Alimentação que hoje se comemora, focando uma especial preocupação com os hábitos alimentares das crianças.A situação dos 11 concelhos de Castelo Branco e 14 na Guarda repete-se por todo o País, onde apenas 14 municípios dos 308 têm especialistas em alimentação a trabalhar, nomeadamente nos menus escolares do pré-escolar e 1º ciclo. Para a presidente da APN, Alexandra Bento, "é sensivelmente até aos 11 anos que a criança se habitua a comer de forma correcta, pelo que a alimentação escolar é fundamental para criar hábitos saudáveis desde tenra idade". Uma responsabilidade, realça, atribuída às câmaras, através da Lei 159/99, assim como a defesa do consumidor, educação, saúde e acção social"... In Diário XXi
Nota: Absolutamente impensável. Mais piscinas BLA;BLA;BLA e os Covilhanenses de amanhã 0000000 (ZERO).
Saudações Paulenses
Covilhanices
“Vamos impulsionar o sucesso dos alunos com a utilização das novas tecnologias”
O contrato permite à escola definir de forma autónoma os métodos de ensino sem interferência do Ministério da Educação
"A Escola Quinta das Palmeiras, na Covilhã, assina este mês com o Ministério da Educação o contrato de autonomia válido para os próximos quatro anos. Segundo explicou ao Diário XXI João Paulo Mineiro, presidente do Conselho Executivo daquele estabelecimento de ensino, o contrato permite à escola definir de forma autónoma os métodos de ensino sem interferência da Ministério da Educação. Por exemplo, as metas a alcançar pelos alunos são definidas periodicamente e os discentes são livres de seguirem as vias que entenderem para as concretizar no tempo definido, tendo liberdade para, por exemplo, requisitar qualquer professor para tirar dúvidas que um outro não soube dissipar.
Além disso, os alunos são vivamente incentivados a participarem em jogos que versem as matérias leccionadas, ao mesmo tempo que é incentivada a pesquisa e investigação. Nos horários dos alunos, outro exemplo, há tempo para uma assembleia geral onde se decidem os rumos a tomar num futuro imediato. Esta assembleia é eleita pelos próprios alunos. São práticas que constam do contrato de desenvolvimento e autonomia e que “a própria escola tem implementado ao longo dos últimos anos”, refere João Paulo Mineiro.
“Até 2011 queremos aumentar ainda mais o sucesso escolar e combater o absentismo”, afirmou aquele responsável, aludindo ao projecto educativo da escola que assenta essencialmente nas novas tecnologias.
Segundo João Paulo Mineiro, a taxa de sucesso escolar, superior à média nacional, situa-se nos 89 por cento num universo de quase 800 alunos do sétimo ao décimo-segundo ano. O contrato de autonomia prevê a construção de um “centro tecnológico” que funcionará como cérebro da escola, onde será instalado equipamento informático oferecido pela PT no âmbito do projecto “Escola do Futuro”, realizado no último ano lectivo, e que premiou dez estabelecimentos de ensino em todo o País.
O equipamento informático que vai constituir o “centro tecnológico”vai servir para produzir conteúdos curriculares “que poderão ser descarregados directamente nas salas de aula, uma vez que o sistema estará todo ligado em rede”, explica o presidente do Conselho Executivo"...
Brasileiros acreditam em novos negócios em 2008
Empresários e prefeitura de Blumenau fizeram o balanço numa reunião conjunta. O município acredita num aumento de negócio em 2008 por parte das empresas que estão representadas no Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã
"Numa reunião mantida na última semana com o prefeito João Paulo Kleinübing, os empresários referiram que existem “algumas dificuldades”, como “a distância e a cultura do empresário português, que prefere tratar de negócios pessoalmente evitando o uso de e-mail ou telefone”, refere o jornal online de Blumenau, “Folha Blumenauense” e o site da Internet da prefeitura. Ainda assim, “os empresários blumenauenses conseguiram obter resultados satisfatórios” e preparam a participação em feiras, bem como viagens frequentes à Europa.
O director de Ciência, Tecnologia e Informação da Secretaria de Desenvolvimento Económico de Blumenau, Ricardo Radünz, “confia no potencial das empresas instaladas e acredita num aumento de negócios para 2008”, referem as mesmas fontes. Já o secretário de Desenvolvimento Económico, José Eduardo Bahls de Almeida, aponta Portugal como “a porta de entrada para a Europa”. "Este é apenas o primeiro passo, as empresas têm condições de atender outros países como a Espanha", sublinha.
Citado por ambas as publicações, Pedro Farromba, director do Parkurbis, destaca que os clientes portugueses “têm demonstrado satisfação no atendimento das empresas blumenauenses”. Segundo refere, nos próximos meses deverá haver novos encontros de negócios promovidos em Portugal e a participação em feiras sectoriais e conferências, inclusive em Espanha.
“UM EXEMPLO A SEGUIR”
Dez firmas brasileiras criaram a 13 de Fevereiro no Parkurbis um agrupamento de empresas de software a partir do qual procuram parcerias com empresas portuguesas. “Esta iniciativa é um bom exemplo empresarial”, realçou na altura João José Muxagata, presidente do agrupamento. “Uma empresa sozinha teria dificuldade em vir para o nosso país. Estas, apesar de serem da mesma área, uniram-se para se estabelecerem em Portugal. Criam sinergias e reduzem custos”, sublinhou"...
Crise agravada na vinha
«Calamidade»: Quebra na produção pode chegar aos 70 por cento
As previsões das adegas cooperativas da região são bem piores que as do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). Este organismo fala numa quebra na ordem dos 30 por cento, mas as últimas estimativas apontam para perdas que chegam aos 70 por cento comparativamente à colheita do ano passado. Num momento em que os técnicos ainda estão no terreno a avaliar a situação, Bidarra Andrade, presidente da UNACOBI – União das Adegas Cooperativas da Beira Interior é cauteloso, mas aponta para um decréscimo médio superior a 40 por cento.
As variações climáticas dos últimos meses são responsáveis por esta situação, mas os produtores também têm culpa no cartório. Polémicas à parte, a Cooperativa de Pinhel pondera pedir a declaração de calamidade para a vinha da zona. Agostinho Monteiro, presidente da direcção daquela adega, espera receber 40 por cento da uva do ano passado. Uma quebra de dois terços da produção, que se deu «progressivamente». As geadas de Abril prenunciaram o pior, mas as chuvas de Maio e Junho destruíram a polinização e causaram o apodrecimento da flor, enquanto o granizo caído no passado fim-de-semana foi a machadada final. Para já, Agostinho Monteiro avalia em dois milhões de euros o prejuízo causado, pelo que pondera a (...)
Centro Hospitalar já recebeu 27 novos médicos este ano
Cinco especialidades contam desde terça-feira com mais profissionais
O Centro Hospitalar da Cova da Beira conta desde ontem com cinco novos especialistas em Pneumologia, Medicina Interna, Neurologia, Gastroenterologia e Cirurgia Luís Fonseca
"O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) contratou cinco novos médicos, que entraram ontem ao serviço, adiantou ao Diário XXI, João Casteleiro, presidente do conselho de administração do CHCB.
Pneumologia, Medicina Interna, Neurologia, Gastroenterologia e Cirurgia são as cinco áreas que contam, cada uma, com um novo profissional. “Vêm todos de outras regiões do País, fora da Beira Interior”, destaca João Casteleiro.
“Com certeza que vão ajudar a diminuir as listas de espera, tanto no que respeita às consultas, como às cirurgias”, destaca aquele responsável, escusando-se a referir se alguma daquelas especialidades estava mais necessitada. “Os médicos são sempre bem vindos em todas as áreas”, refere.
“De uma forma geral, podemos dizer que as especialidades com menos de três médicos são as que têm alguma carência”, refere João Casteleiro. No caso do CHCB, Oftalmologia e Endocrinologia é a única nessas circunstâncias e “para a qual continuamos a procurar solução”. “Diria que essa é a área mais carenciada”, sublinha"...
CHCB CONTA COM 19 INTERNOS
Actualmente, o CHCB conta com 150 a 160 médicos.
“Não é fácil atrair profissionais para o Interior, mas nós temos conseguido contratá-los ao longo de todo o ano e a entrada destes cinco coincidiu no mesmo dia”, realça. Um deles é contratado em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior, onde vai também dar aulas.
Este ano, até ao momento, o CHCB perdeu “cinco a seis médicos”, mas já recebeu 27. Destes, 19 são internos, ou seja, recém-formados que estão aptos para a clínica geral e que estão a fazer especialização"...
Relançada rota de BTT que percorre as aldeias históricas
Ícone mundial da modalidade apadrinha prova
Duas dezenas de participantes, onde se incluem imprensa especializada internacional, vão descobrir uma nova forma de fazer turismo entre as aldeias históricas Francisco Cardona
"A empresa A2Z Adventures, localizada no Fundão, trouxe a Portugal o norte-americano Gary Fisher, o grande ícone mundial do BTT, para relançamento da Grande Rota das Aldeias Históricas. O percurso foi traçado pelo INATEL em 1999, mas foi utilizada apenas uma vez, precisamente no ano 2000 com a realização de uma prova que reuniu 140 participantes.
A empresa decidiu recuperar a rota com uma extensão de 538 quilómetros que une dez aldeias históricas, de Almeida a Idanha-a-Velha, numa iniciativa apoiada pela Agência Regional de Turismo do Centro e pela Fundão Turismo – Empresa Municipal. Considerado o “guru” mundial do BTT, Gary Fisher está pela primeira vez em Portugal para apadrinhar a prova que os organizadores acreditam contribuir para o desenvolvimento turístico sustentado.
“Muitos utilizadores desta rota marcada em 1999 pelo INATEL fazem-nos acreditar que este tipo de provas contribuem fortemente para o desenvolvimento desta região do País, tão esquecida”, disse Pedro Pedrosa, director da A2Z Adventures. “Também acreditamos que este tipo de provas faz despertar as pessoas para um tipo de turismo alternativo a outros que não são minimamente sustentáveis”, acrescentou.
A prova, que reúne cerca de duas dezenas de participantes, despertou a atenção de jornalistas estrangeiros da especialidade que vieram do Brasil, Canadá e Estados Unidos para cobrir o evento que arrancou a 3 e termina a 10 de Setembro"...
Fundão recupera tradição das vindimas
Festa vai decorrer nos Três Povos, no fim-de-semana de 15 e 16
A povoação de Quintãs, na freguesia do Salgueiro, é o centro da festa que pretende mostrar às novas gerações o processo de produção do vinho Rodolfo Pinto Silva
"A aldeia de Quintãs vai dedicar dois dias – o fim-de-semana de 15 e 16 – a recuperar as tradições ligadas às vindimas. Aquela que é a III Festa das Vindimas da localidade que integra a freguesia do Salgueiro, no concelho do Fundão, vai cruzar os antigos hábitos ligados à colheita das uvas, com a cultura e promoção de alguns vinhos da Cova da Beira.
“Os mais velhos estão a desaparecer, tal como certas tradições que cresceram connosco. Tentamos, através disto, que as pessoas não as esqueçam, porque são coisas simples”, justifica o presidente da Junta do Salgueiro, que colabora na organização do certame com o Rancho Folclórico dos Três Povos.
A “exposição” que vai ser o bilhete para a viagem ao passado é o Cortejo Etnográfico das Vindimas, marcado para as 18h30 de domingo, dia 16. A mensagem tem um destinatário, como se depreende das palavras de Ascensão Neto. “É feito precisamente com a intenção de transmitir aos mais novos como é que se fazem as vindimas. Desde a colheita da uva, até se beber o vinho ou a aguardente, à mesa”, refere a presidente do Rancho Folclórico.
O dia anterior já tem uma parte do programa que versa sobre a recuperação das tradições. O Jantar Tradicional das Vindimas, que antecede uma noite de fados, tem como ementa as iguarias que subiam à mesa nos dias de festa, em especial nos casamentos. São eles caldo verde, sopas de grão, chanfana, com batata cozida, e papas de carolo, “pratos tradicionais nos Três Povos”, salienta Ascensão Neto.
O início da III Festa das Vindimas é na tarde de sábado, com a inauguração da exposição “Chaves de Silvas e de Estrelas”, colecção que fica patente no Núcleo Museológico do Salgueiro. Seguem-se duas outras mostras, uma dedicada a Miguel Torga (“Literatura das Vindimas”) e “Coisas do Vinho”. Ainda no sábado, decorre uma tertúlia intitulada “Copo d’ele”, no Salão Paroquial, às 18h30. No domingo, para além do desfile etnográfico, o programa prevê uma visita a uma alambique tradicional e um encontro de folclore a encerrar o dia"... in Kaminhos e Diário XXI
Saudações Paulenses
O contrato permite à escola definir de forma autónoma os métodos de ensino sem interferência do Ministério da Educação
"A Escola Quinta das Palmeiras, na Covilhã, assina este mês com o Ministério da Educação o contrato de autonomia válido para os próximos quatro anos. Segundo explicou ao Diário XXI João Paulo Mineiro, presidente do Conselho Executivo daquele estabelecimento de ensino, o contrato permite à escola definir de forma autónoma os métodos de ensino sem interferência da Ministério da Educação. Por exemplo, as metas a alcançar pelos alunos são definidas periodicamente e os discentes são livres de seguirem as vias que entenderem para as concretizar no tempo definido, tendo liberdade para, por exemplo, requisitar qualquer professor para tirar dúvidas que um outro não soube dissipar.
Além disso, os alunos são vivamente incentivados a participarem em jogos que versem as matérias leccionadas, ao mesmo tempo que é incentivada a pesquisa e investigação. Nos horários dos alunos, outro exemplo, há tempo para uma assembleia geral onde se decidem os rumos a tomar num futuro imediato. Esta assembleia é eleita pelos próprios alunos. São práticas que constam do contrato de desenvolvimento e autonomia e que “a própria escola tem implementado ao longo dos últimos anos”, refere João Paulo Mineiro.
“Até 2011 queremos aumentar ainda mais o sucesso escolar e combater o absentismo”, afirmou aquele responsável, aludindo ao projecto educativo da escola que assenta essencialmente nas novas tecnologias.
Segundo João Paulo Mineiro, a taxa de sucesso escolar, superior à média nacional, situa-se nos 89 por cento num universo de quase 800 alunos do sétimo ao décimo-segundo ano. O contrato de autonomia prevê a construção de um “centro tecnológico” que funcionará como cérebro da escola, onde será instalado equipamento informático oferecido pela PT no âmbito do projecto “Escola do Futuro”, realizado no último ano lectivo, e que premiou dez estabelecimentos de ensino em todo o País.
O equipamento informático que vai constituir o “centro tecnológico”vai servir para produzir conteúdos curriculares “que poderão ser descarregados directamente nas salas de aula, uma vez que o sistema estará todo ligado em rede”, explica o presidente do Conselho Executivo"...
Brasileiros acreditam em novos negócios em 2008
Empresários e prefeitura de Blumenau fizeram o balanço numa reunião conjunta. O município acredita num aumento de negócio em 2008 por parte das empresas que estão representadas no Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã
"Numa reunião mantida na última semana com o prefeito João Paulo Kleinübing, os empresários referiram que existem “algumas dificuldades”, como “a distância e a cultura do empresário português, que prefere tratar de negócios pessoalmente evitando o uso de e-mail ou telefone”, refere o jornal online de Blumenau, “Folha Blumenauense” e o site da Internet da prefeitura. Ainda assim, “os empresários blumenauenses conseguiram obter resultados satisfatórios” e preparam a participação em feiras, bem como viagens frequentes à Europa.
O director de Ciência, Tecnologia e Informação da Secretaria de Desenvolvimento Económico de Blumenau, Ricardo Radünz, “confia no potencial das empresas instaladas e acredita num aumento de negócios para 2008”, referem as mesmas fontes. Já o secretário de Desenvolvimento Económico, José Eduardo Bahls de Almeida, aponta Portugal como “a porta de entrada para a Europa”. "Este é apenas o primeiro passo, as empresas têm condições de atender outros países como a Espanha", sublinha.
Citado por ambas as publicações, Pedro Farromba, director do Parkurbis, destaca que os clientes portugueses “têm demonstrado satisfação no atendimento das empresas blumenauenses”. Segundo refere, nos próximos meses deverá haver novos encontros de negócios promovidos em Portugal e a participação em feiras sectoriais e conferências, inclusive em Espanha.
“UM EXEMPLO A SEGUIR”
Dez firmas brasileiras criaram a 13 de Fevereiro no Parkurbis um agrupamento de empresas de software a partir do qual procuram parcerias com empresas portuguesas. “Esta iniciativa é um bom exemplo empresarial”, realçou na altura João José Muxagata, presidente do agrupamento. “Uma empresa sozinha teria dificuldade em vir para o nosso país. Estas, apesar de serem da mesma área, uniram-se para se estabelecerem em Portugal. Criam sinergias e reduzem custos”, sublinhou"...
Crise agravada na vinha
«Calamidade»: Quebra na produção pode chegar aos 70 por cento
As previsões das adegas cooperativas da região são bem piores que as do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). Este organismo fala numa quebra na ordem dos 30 por cento, mas as últimas estimativas apontam para perdas que chegam aos 70 por cento comparativamente à colheita do ano passado. Num momento em que os técnicos ainda estão no terreno a avaliar a situação, Bidarra Andrade, presidente da UNACOBI – União das Adegas Cooperativas da Beira Interior é cauteloso, mas aponta para um decréscimo médio superior a 40 por cento.
As variações climáticas dos últimos meses são responsáveis por esta situação, mas os produtores também têm culpa no cartório. Polémicas à parte, a Cooperativa de Pinhel pondera pedir a declaração de calamidade para a vinha da zona. Agostinho Monteiro, presidente da direcção daquela adega, espera receber 40 por cento da uva do ano passado. Uma quebra de dois terços da produção, que se deu «progressivamente». As geadas de Abril prenunciaram o pior, mas as chuvas de Maio e Junho destruíram a polinização e causaram o apodrecimento da flor, enquanto o granizo caído no passado fim-de-semana foi a machadada final. Para já, Agostinho Monteiro avalia em dois milhões de euros o prejuízo causado, pelo que pondera a (...)
Centro Hospitalar já recebeu 27 novos médicos este ano
Cinco especialidades contam desde terça-feira com mais profissionais
O Centro Hospitalar da Cova da Beira conta desde ontem com cinco novos especialistas em Pneumologia, Medicina Interna, Neurologia, Gastroenterologia e Cirurgia Luís Fonseca
"O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) contratou cinco novos médicos, que entraram ontem ao serviço, adiantou ao Diário XXI, João Casteleiro, presidente do conselho de administração do CHCB.
Pneumologia, Medicina Interna, Neurologia, Gastroenterologia e Cirurgia são as cinco áreas que contam, cada uma, com um novo profissional. “Vêm todos de outras regiões do País, fora da Beira Interior”, destaca João Casteleiro.
“Com certeza que vão ajudar a diminuir as listas de espera, tanto no que respeita às consultas, como às cirurgias”, destaca aquele responsável, escusando-se a referir se alguma daquelas especialidades estava mais necessitada. “Os médicos são sempre bem vindos em todas as áreas”, refere.
“De uma forma geral, podemos dizer que as especialidades com menos de três médicos são as que têm alguma carência”, refere João Casteleiro. No caso do CHCB, Oftalmologia e Endocrinologia é a única nessas circunstâncias e “para a qual continuamos a procurar solução”. “Diria que essa é a área mais carenciada”, sublinha"...
CHCB CONTA COM 19 INTERNOS
Actualmente, o CHCB conta com 150 a 160 médicos.
“Não é fácil atrair profissionais para o Interior, mas nós temos conseguido contratá-los ao longo de todo o ano e a entrada destes cinco coincidiu no mesmo dia”, realça. Um deles é contratado em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior, onde vai também dar aulas.
Este ano, até ao momento, o CHCB perdeu “cinco a seis médicos”, mas já recebeu 27. Destes, 19 são internos, ou seja, recém-formados que estão aptos para a clínica geral e que estão a fazer especialização"...
Relançada rota de BTT que percorre as aldeias históricas
Ícone mundial da modalidade apadrinha prova
Duas dezenas de participantes, onde se incluem imprensa especializada internacional, vão descobrir uma nova forma de fazer turismo entre as aldeias históricas Francisco Cardona
"A empresa A2Z Adventures, localizada no Fundão, trouxe a Portugal o norte-americano Gary Fisher, o grande ícone mundial do BTT, para relançamento da Grande Rota das Aldeias Históricas. O percurso foi traçado pelo INATEL em 1999, mas foi utilizada apenas uma vez, precisamente no ano 2000 com a realização de uma prova que reuniu 140 participantes.
A empresa decidiu recuperar a rota com uma extensão de 538 quilómetros que une dez aldeias históricas, de Almeida a Idanha-a-Velha, numa iniciativa apoiada pela Agência Regional de Turismo do Centro e pela Fundão Turismo – Empresa Municipal. Considerado o “guru” mundial do BTT, Gary Fisher está pela primeira vez em Portugal para apadrinhar a prova que os organizadores acreditam contribuir para o desenvolvimento turístico sustentado.
“Muitos utilizadores desta rota marcada em 1999 pelo INATEL fazem-nos acreditar que este tipo de provas contribuem fortemente para o desenvolvimento desta região do País, tão esquecida”, disse Pedro Pedrosa, director da A2Z Adventures. “Também acreditamos que este tipo de provas faz despertar as pessoas para um tipo de turismo alternativo a outros que não são minimamente sustentáveis”, acrescentou.
A prova, que reúne cerca de duas dezenas de participantes, despertou a atenção de jornalistas estrangeiros da especialidade que vieram do Brasil, Canadá e Estados Unidos para cobrir o evento que arrancou a 3 e termina a 10 de Setembro"...
Fundão recupera tradição das vindimas
Festa vai decorrer nos Três Povos, no fim-de-semana de 15 e 16
A povoação de Quintãs, na freguesia do Salgueiro, é o centro da festa que pretende mostrar às novas gerações o processo de produção do vinho Rodolfo Pinto Silva
"A aldeia de Quintãs vai dedicar dois dias – o fim-de-semana de 15 e 16 – a recuperar as tradições ligadas às vindimas. Aquela que é a III Festa das Vindimas da localidade que integra a freguesia do Salgueiro, no concelho do Fundão, vai cruzar os antigos hábitos ligados à colheita das uvas, com a cultura e promoção de alguns vinhos da Cova da Beira.
“Os mais velhos estão a desaparecer, tal como certas tradições que cresceram connosco. Tentamos, através disto, que as pessoas não as esqueçam, porque são coisas simples”, justifica o presidente da Junta do Salgueiro, que colabora na organização do certame com o Rancho Folclórico dos Três Povos.
A “exposição” que vai ser o bilhete para a viagem ao passado é o Cortejo Etnográfico das Vindimas, marcado para as 18h30 de domingo, dia 16. A mensagem tem um destinatário, como se depreende das palavras de Ascensão Neto. “É feito precisamente com a intenção de transmitir aos mais novos como é que se fazem as vindimas. Desde a colheita da uva, até se beber o vinho ou a aguardente, à mesa”, refere a presidente do Rancho Folclórico.
O dia anterior já tem uma parte do programa que versa sobre a recuperação das tradições. O Jantar Tradicional das Vindimas, que antecede uma noite de fados, tem como ementa as iguarias que subiam à mesa nos dias de festa, em especial nos casamentos. São eles caldo verde, sopas de grão, chanfana, com batata cozida, e papas de carolo, “pratos tradicionais nos Três Povos”, salienta Ascensão Neto.
O início da III Festa das Vindimas é na tarde de sábado, com a inauguração da exposição “Chaves de Silvas e de Estrelas”, colecção que fica patente no Núcleo Museológico do Salgueiro. Seguem-se duas outras mostras, uma dedicada a Miguel Torga (“Literatura das Vindimas”) e “Coisas do Vinho”. Ainda no sábado, decorre uma tertúlia intitulada “Copo d’ele”, no Salão Paroquial, às 18h30. No domingo, para além do desfile etnográfico, o programa prevê uma visita a uma alambique tradicional e um encontro de folclore a encerrar o dia"... in Kaminhos e Diário XXI
Saudações Paulenses
Comer com Prazer
Porque é fim de semana e férias, se sair da Covilhã e "biajar" lá para o Norte tente-se...

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BOM APETITE
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Obs. (Impróprio para cardíacos e outros)
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