"Entelegentes" da Beira
F
"Filomena Gomes, professora, que no mandato de Jorge Pombo, há 16 anos, ocupou o cargo de vereadora na oposição, diz que aceitou integrar a lista com a condição de após as eleições analisar a disponibilidade. “Não seria profissionalmente correcto abandonar aluno de segundo ciclo”, justifica Filomena Gomes, que acrescenta: “O mais concreto seria dar lugar a quem tem disponibilidade a tempo inteiro”. Questionada sobre essas mesmas circunstâncias antes das eleições, a deputada municipal frisa que por vezes há “surpresas” nos resultados eleitorais."
Nota: Mas não era ja professora e estava a dar aulas??????
"Para Sara Rodrigues, advogada, a renúncia “foi uma opção consciente “. “Tenho dois filhos muito jovens que tenho de acompanhar. Essa tarefa é exigente. A vereação é um cargo com muita responsabilidade, muito absorvente”. Sara Rodrigues diz não sentir que tenha defraudado os eleitores e nega que tenha acordado previamente não assumir o cargo no executivo camarário. "
Nota: Ou a genetica evolui de forma atroz desde as eleições, ou esta senhora ja era advogada, mãe e tinha dois filhos para acompanhar no dia das eleições???? e o cargo de vereadora alterou o estatuto de responsabilidade?????
Areia nos olhos ja é normal, mas areão ou brita ja é abuso.....
Cartel Turisestrela & Camara da Covilhã
Mas para cúmulo (a juntar ao cúmulo das declarações do Sr. Artur Costa Pais) eis que vem a Câmara da Covilhã emitir um comunicado (a um sábado?) a corroborar o que o sr. administrador da Turistrela (empresa privada que tem a concessão exclusiva do turismo na Serra da Estrela) afirmou. Será que se formou um cartel para combater o Centro de Limpeza de Neve?
Mas leia-se a notícia que foi divulgada pela agência Lusa:
"Serra da Estrela: Fecho de estradas contestado, GNR diz zelar pela segurança
Covilhã, 1 Fev (Lusa)
A Turistrela e a Câmara da Covilhã contestam o número de vezes que as estradas na Serra da Estrela fecham devido à neve, mas a GNR diz zelar pela segurança e que as queixas "não fazem sentido".
Segundo o registo do Centro de Limpeza de Neve, a que a Agência Lusa teve acesso, o fecho totalizou nove dias em Janeiro, afectando três dos cinco fins-de-semana do mês - os períodos mais comuns para passeios.
Artur Costa Pais, administrador da Turiestrela, disse hoje à Lusa que a estrada para a Torre "podia estar aberta mais vezes", mas a GNR mantêm-na fechada "por falta de conhecimentos" e porque "faltam meios ao Centro de Limpeza de Neve".
"A solução é como se faz lá fora: um concurso público internacional e concessionar o serviço a empresas espanholas ou francesas que tenham anos de experiência em destinos semelhantes à Serra da Estrela", sugere.
Com as estradas fechadas, a estância de esqui e outros serviços não funcionam e Artur Costa Pais queixa-se de elevados prejuízos.
"Estes senhores nunca visitaram uma estância lá fora. Estão habituados a gerir estradas das aldeias e pouco mais. Estão a matar-nos", refere.
Em comunicado, a Câmara da Covilhã anunciou sábado que vai "responsabilizar o Ministério das Obras Públicas pelos prejuízos causados à economia regional" e exigir medidas para que não se repitam.
Caso contrário, "a Câmara da Covilhã encara a possibilidade da sua gestão em condições que permitam a salvaguarda dos interesses regionais".
"A GNR só abre a estrada quando o alcatrão está seco e isso não pode ser", sublinha Artur Costa Pais, dando como exemplo o último sábado, em que apesar da manhã soalheira as estradas estiveram fechadas.
"Algumas curvas tinham um pouco de neve. Mas qual é o problema", questiona. "Lá fora andamos com 15 e 20 centímetros de neve", refere, acrescentando: "As pessoas não andam a 200 à hora na Serra da Estrela"
"Pelo menos podiam deixar passar os jipes e carros com correntes, mas nem isso", refere o empresário.
Questionado sobre quem assumiria responsabilidades em caso de acidentes, aquele responsável responde: "Mas e se chove? Em qualquer auto-estrada há problemas e o que é que havemos de fazer", pergunta.
"As estradas podiam estar abertas mais vezes, com segurança, mas não abrem", conclui. "Não há situações dessas", contrapõe o tenente-coronel Hélder Almeida, comandante distrital da GNR em Castelo Branco, à Agência Lusa.
"Não sei quem suporta os prejuízos" inerentes ao fecho de estradas. "Mas não podemos permitir o acesso à Torre se não for garantida a segurança. Há vários interesses legítimos na Serra da Estrela, conciliáveis em várias circunstâncias e noutras não", acrescenta.
Hélder Almeida garante que há uma "preocupação permanente em ter as estradas abertas, sempre que possível" e considera que "as queixas não fazem sentido, estão desprovidas de contexto. Ninguém nos pode acusar de descoordenação", sublinha.
Em seis anos de trabalho conjunto da GNR e Estradas de Portugal, "houve cerca de 100 acidentes na Serra da Estrela, 97 dos quais apenas com pequenos danos materiais. Nunca houve acidentes graves, nem queremos que haja, porque a responsabilidade será assacada a nós".
Presentes no Centro de Limpeza de Neve ao lado da GNR, na última noite, os directores de estradas de Castelo Branco e Guarda remeteram declarações para outra oportunidade.
O Centro tem actualmente seis limpa-neves, três máquinas rotativas e 17 homens."
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Depois de ser ler esta notícia creio que está mais claro que água o motivo pelo que o sr. administrador da Turistrela se vem pronunciar. Não está a perceber porquê? Então vou transcrever o que foi referido pelo referido senhor:
"Com as estradas fechadas, a estância de esqui e outros serviços não funcionam e Artur Costa Pais queixa-se de elevados prejuízos."
Aqui está, o problema para este senhor das estradas estarem fechadas não é o de virem pessoas de longe e ficarem a ver a neve à distância... o problema para este senhor é que se as estradas tiverem fechadas, ele não ganha €€€'s da estância e afins!
Em relação às declarações ridiculas que tal fulano proferiu, tanto na televisão como na imprensa, nem vale a pena comentar, uma vez que só vem demostrar o nível que tem.
Agora o que não entendo é o porquê da Câmara da Covilhã se vir juntar a este senhor.Quando a certa altura se lê em comunicado que "a Câmara da Covilhã vai responsabilizar o Ministério das Obras Públicas pelos prejuízos causados à economia regional", não entendo a que "economia regional" se está a referir. Será que a "economia regional" para a Câmara da Covilhã é apenas o que se factura lá em cima na Torre?! É que para mim "economia regional" é algo diferente.
Ora vejamos, se os turistas vieram à Serra da Estrela (que não é só a estância e Torre) e não puderam subir, onde é que irão "aproveitar" o tempo? Será que ficam nos Piornos, dentro dos carros à espera que a estrada abra e subam em debandada Serra a cima? Não creio... Pelo que creio e pelo que vi, descem até à Covilhã e "deixam" bastantes €€€'s cá em baixo!!! Claro que esses €€€'s não entram nos cofres da Turistrela, mas será que a "economia regional" que a Câmara da Covilhã vem apregoar não está salvaguardada também pela cidade?!
Tenham vergonha tanto Turistrela e Câmara da Covilhã por se virem a armar em entendidos em Limpeza de Estradas! O problema desta Serra continua a ser sempre o mesmo. Enquanto os macacos andarem a saltitar de galho em galho e não souberem ser entendidos naquilo que efectivamente deviam ser, esta Serra (ou serrinha) não passará da cepa torta em que está mergulhada!
Muito mais averia para referir, mas por falta de tempo (e paxorra) vou ficar por aqui.
Gostaria apenas de deixar umas questões no ar para os leitores poderem ir meditando:
1- quando o sr Artur Costa Pais refere que "a solução é como se faz lá fora: um concurso público internacional e concessionar o serviço a empresas espanholas ou francesas que tenham anos de experiência em destinos semelhantes à Serra da Estrela", o que gostaria de saber é se a concessão que a empresa da qual ele é administrador, também foi atribuída através "dum concurso público internacional" tal e qual "como se faz lá fora"?
2- quando o sr Artur Costa Pais refere que "estes senhores nunca visitaram uma estância lá fora", o que eu gostaria de perguntar é se ele lá fora também vê Hummer a descer pelas pistas das estâncias (para impressionar as miúdas que vão lá dentro), tal como já aconteceu várias vezes na estância da Serra da Estrela?
3- já agora, quando a telecadeira Piornos Torre estiver feita, acabada e a funcionar que irá suceder? Já estou a adivinhar que em dias de vento a estrada terá que abrir, para os turistas poderem subir até à Torre e depois teremos novamente o discurso da treta a referir que "a culpa é do vento... a culpa é dos limpa-neves... bla bla bla"
Ps: Creio que mais importante do que ter estradas abertas, o importante era haver uma campanha de sensibilização (tanto ao nível da imprensa como da televisão) para quem vem visitar a Serra da Estrela! Talvez seja interessante ler-se esta notícia e perceber-se porque é que muitas vezes a estrada não abre, enquando as condições de segurança não estiverem asseguradas. Já agora, convém recordar o que aconteceu no ano passado através dos números...
"Roubado" Aqui
Zona Sul do Concelho da Covilhã... Uma Miragem
'Aquadome' só vai abrir a todo o público a partir de Fevereiro
O primeiro hotel português com parque termo-lúdico, situado na Serra da Estrela, espera receber 40 mil pessoas este ano, adiantou a administração à Agência Lusa. O H2otel é um investimento de 15 milhões de euros do grupo IMB no local das antigas termas de Unhais da Serra, na Covilhã. Abriu em Outubro, mas a principal atracção, o Aquadome, só vai abrir a todo o público a partir de Fevereiro. "Já tem acesso quem fica alojado no hotel", explica Luís Veiga, administrador do grupo IMB. O Aquadome vai ter uma recepção independente do hotel, que ainda está em obras, bem como os acessos ao edifício, a cargo da Câmara da Covilhã. "Este é o primeiro complexo 100 por cento 'wellness' [bem-estar] do país", realça Luís Veiga. O Aquadome é um espaço de mil metros quadrados com centro termal, centro de fisioterapia e osteopatia, salas de estética a terapias orientais e o AquaLudic, um circuito de piscinas dinâmicas tematizadas com circuito celta.
O espaço tem uma queda de água, jacuzzis, lagoas, câmara de banhos e saunas, tudo com água aquecida em recintos que incluem ainda diversas zonas de massagens - com ar e água sob pressão - e áreas onde se pode nadar para o exterior do edifício. "Existem mais termas e áreas de SPA e estética pelo país, mas o Aqualudic faz a diferença em relação a tudo o que existe", realça Luís Veiga.
Um investimento que tem por objectivo "alcançar segmentos de mercado interessantes, como é o caso das famílias, com um espaço agradável tanto para o pai, como para o avós ou os netos".
Nota: Parabéns Unhais por esta mais valia. Responsáveis do "Burgo" exclamam: "E NOS A VÊ-LOS PASSAR"!!!!!!!!!
Na Cova da Beira Não ha so Pastores...
Hoje descobri este blogue, tirei estas postagens e aconselho a visita:
Beira Medieval
Campanha da Covilhã debaixo de fogo
Dúvidas, muitas dúvidas - é o estigma que pesa sobre a nova campanha ‘Covilhã, Cidade 5 Estrelas’.
A polémica estalou na região por esta publicidade surgir ‘colada’ ao LEADER, programa comunitário destinado ao desenvolvimento dos meios rurais. E também pelo facto de o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, presidir à Rude, associação responsável pela execução dos fundos LEADER na Cova da Beira. O autarca da Covilhã candidatou esta campanha para financiamento do programa comunitário, mas o gestor do LEADER já lhe pediu esclarecimentos, não tendo ainda obtido resposta.
Quanto custou a campanha?
É um mistério, ao qual a Câmara da Covilhã não dá resposta. Sobre a nova campanha da cidade, o EXPRESSO tentou contactar Carlos Pinto, presidente da associação Rude e da Câmara da Covilhã, cujo gabinete informou que este se encontrava ausente toda a semana, mas que delegava o assunto no vereador Luís Barreiros. O vereador só quis responder ao EXPRESSO por correio electrónico e, questionado sobre os custos e a origem da campanha (se foi lançada pela Câmara ou pela Rude), apenas referiu que no âmbito do programa LEADER “foi aprovada uma candidatura no valor de €40.112,92 pela Unidade de Gestão em regime de ‘overbooking’, isto é, sem garantia de qualquer comparticipação comunitária, não tendo o município até à data recebido um euro de comparticipação”.
Desemprego na Beira Interior vai chegar aos dois dígitos
A taxa de desemprego na Beira Interior poderá facilmente ultrapassar os 10 por cento em 2009, alertou em declarações à Agência Lusa o coordenador do Observatório de Desenvolvimento Económico e Social (ODES) da região«As perspectivas para 2009 não são animadoras e julgo que na região vamos ter uma crise social com alguma importância», referiu Pires Manso, defendendo que o Governo deve «legislar no sentido de que empresas e associações criem programas de apoio aos mais necessitados».
«Já temos taxas de desemprego superiores à média nacional e vamos continuar a ter taxas agravadas. Facilmente ultrapassaremos os dois dígitos, senão mais», sublinhou o professor catedrático e coordenador do observatório instalado na Universidade da Beira Interior, na Covilhã.
«É de prever que a crise internacional agrave os problemas das empresas, nomeadamente dos principais empregadores na região: o sector têxtil, em especial as confecções» na Cova da Beira, «e as empresas de cablagens para automóveis», na Guarda e Castelo Branco.
O crescimento do desemprego terá como consequência «o aumento de problemas sociais», nomeadamente, «mais situações de fome e pequena criminalidade».
Pires Manso defende por isso que o Estado crie linhas de apoio financeiro para empresas, organizações e entidades locais sem fins lucrativos, «para poderem prestar ajuda social onde o Estado não consegue chegar».
«O governo vai ter que legislar no sentido de criar estímulos que possam levar as empresas e associações sem fins lucrativos a organizar programas de apoio aos mais necessitados, para combater a pobreza e flagelos sociais previsíveis».
Nota: Mais burro é aquele que não quer ver...
Covilhã - Apelo Desesperado ao Hospital !!!!!
Caso este pedido não sofra qualquer tipo de iniciativa, irei tentar através de uma "americanice" que surtiu grandes resultados recentemente, solicitar uma doação em linha para uma viagem e respectivo tratamento em CUBA.
Antecipadamente grato em nome de todos os contribuintes.
Roubado Aqui
Nota: Sempre a poupar para muitos se "encherem".
Saudações Paulenses
Curtas
"Fenómenos" Covilhanenses
OS FENÓMENOS DO ENTRONCAMENTO SÃO MEROS "REBUÇADOS", COMPARADOS COM OS DO NOSSO BURGO!!!!!!
PS: Vamos voltar a este assunto.
Há quem lhe chame outras coisas mas agora parece ser "Sofrível gestor"
José Sócrates: Sofrível Gestor
Constança Cunha e Sá surpreendeu-me logo pela manhã com a seguinte afirmação:
" O Engenheiro Sócrates não é mais do que um sofrível gestor de um sistema desacreditado".
Bem, na minha opinião é discutível.
Qual a sua opinião?
Como classifica o nosso Primeiro- Ministro?
Acredita no nosso sistema?
Já parou para pensar em alguma destas questões? Talvez seja tempo de o fazer.
Votos de um excelente fim-de-semana.
Vizinha
A Matança do Porco (II) - O acto e o convívio
O mais tardar pelas Janeiras,
Assim faziam o bom enchido
O belo chouriço das Beiras"
In: Vicente, António dos Santos, Vida e Tradições nas Aldeias Serranas da Beira.
(Continuação)
Depois de criado desde pequeno com o que a terra dava, ao longo de vários meses, finalmente era chegado o dia da Matança do Porco. Reunidos os convidados (geralmente familiares) e adiantados os preparativos, logo pela manhã, um dos homens entrava dentro do curral, amarrava o porco, puxava-lo para fora, com a ajuda dos restantes membros masculinos, e colocava o animal, sob o flanco, em cima de um banco de quatro pernas ou de um carro de bois. Com o animal assim imobilizado, um dos homens, geralmente aquele que tinha mais experiência (chamado "sangrador"), enterrava-lhe a sangradeira no tórax, dirigida ao coração. À espera, já se encontrava um alguidar com sal e um pouco de vinho tinto ou vinagre, que iria recolher o "licor de vida" do animal - o sangue, que seria, depois, mexido com uma colher de pau, evitando assim que coalhasse.
Ainda deitado, o porco era então chamuscado, com a ajuda de pequenos molhos incandescentes de carqueja, tojos ou giestas (hoje substituídos pelas chamas do maçarico), lavado com água (fria ou quente) e raspado com carquejas ou escovas, até que a pele ficasse branca. Posteriormente, o animal era colocado de costas no banco e fazia-se uma incisão no abdómen e no tórax para retirar as vísceras. Tiravam-se as tripas para um tabuleiro e as mulheres, separando-las umas das outras, procediam ao desmanchar (separação dos intestinos do mesentério) e à extracção da gordura. Despejada a bexiga do animal, limpava-se e enchia-se com ar, de modo a formar uma bola, com a qual as crianças brincavam e jogavam futebol. O coração, o fígado, os rins e alguns pedaços da barriga eram aproveitados para o almoço da matança - a buchada.
Na cozinha, as mulheres iam preparando a ementa que compunha o repasto: caldo verde, grão com carnes de porco, favas com chouriço, feijão, sarrabulho (guisado de sangue de porco com vinho tinto, alho, louro, fígado e pedaços de carne gorda ou magra) com batata cozida.
Terminada esta primeira fase, pendurava-se o porco numa trave do sobrado de um local fresco, através do chambaril (pau curvo que se enfiava nos tendões dos membros inferiores). Geralmente, esperava-se que a carne secasse e arrefecesse, de modo a que o talhe fosse mais fácil, e procedia-se, no dia seguinte, ao desmanche.
Seguia-se então para a mesa, onde o convívio sócio-familiar era um dos grandes momentos do dia. Os pratos atrás referidos eram geralmente acompanhados de pão caseiro, azeitonas, enchidos do ano anterior e bem regados com o vinho de produção familiar. Enquanto a família comia, bebia e passava a noite a conversar, o porco continuava pendurado.
No dia seguinte, havia muito pouco que não se aproveitasse do animal! A cabeça, cortada ao meio e esfolada, era depois transferida para a salgadeira. As espadas eram salgadas ou desmanchadas para os chouriços de carne. Os ossos, não totalmente desprovidos de carne, juntavam-se às restantes partes na salgadeira. E os presuntos eram aparados e mantidos em sal cerca de 40 a 60 dias.
A Matança do Porco sempre foi essencial para o reforço dos laços familiares e de vizinhança e um bom pretexto para o convívio. Apesar da intensa e frenética componente laboral, a Matança do Porco revestia-se também de dádiva e reciprocidade, visto que o proprietário do animal geralmente oferecia, para além das refeições ao longo da actividade, algumas peças de carne ou ajuda aos convidados.
No entanto, esta tradição perde-se nos tempos e nas novas exigências europeias, que cada vez mais nos empurram para o automatismo do viver a vida segundo as regras por outros implantados. É de lamentar, pois à medida que se perde a tradição, perdem-se os laços que por ela eram criados e reforçados. Seria louvável e do interesse comum que, à semelhança de outras freguesias, a Vila do Paul (sob a insígnia da Junta de Freguesia ou de outra qualquer instituição paulense) apostasse na realização de uma Matança (sem interesses económicos) aberta à comunidade, de modo a preservar, valorizar e dar a conhecer esta valiosa tradição e, claro, promover os laços sociais e o convívio entre a população paulense!
Covilhã no Seu Melhor
(Clique na imagem e confirme a "poda")
Quando a natureza colide com os interesses do capital e inerente desenvolvimento, a opção é sempre a mais fraca. Destruir é fácil, conciliar é excelente e só ao alcance de alguns.
Nota assaz importante: Em instância alguma pretendo "beliscar" a Vila de Unhais da Serra, pela qual nutro o maior respeito e simpatia.
Saudações Paulenses
Temos Casino ou não?
Ontem, o autarca, lamentou que o projecto para abrir um casino na cidade continue sem autorização do Governo, mas entretanto abram outros, como o de Chaves, no último sábado.
Segundo Carlos Pinto, "o Governo não pode dedicar-se só a Tróia, Algarve ou outras zonas. Tem que perceber que há municípios desta região do interior com o trabalho de casa feito". "Não vou deixar cair este assunto, embora custe suportar o silêncio de indiferença em relação aos problemas do interior", acrescentou." in Kaminhos
Nota Pessoal: Sinceramente ainda não formei uma opinião consistente sobre o casino. Deixo-lhe um desafio comente esta ideia para o nosso Concelho, deixe aqui registados os seus argumentos. Obrigada!
Saudações Cordiais,
Vizinha
Afinal onde há fumo há fogo...
O inesperado aconteceu!
A 30ª edição do Rali Lisboa-Dakar foi cancelada, deixando participantes e público desolados.A organização do Rali Lisboa-Dakar 2008 decidiu cancelar a competição depois de, ontem, o Governo francês ter feito sérios avisos sobre a deslocação dos seus concidadãos à Mauritânia, país para onde estavam previstas várias etapas.
Vive-se uma situação de tensão politica, para além de que o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaeda, no Magreb islâmico, despoletou alguns animos.
Diz-se também que existem ameaças lançadas contra a prova, por movimentos terroristas, e assim sendo parece-me racional a anulação da prova.Agora as Câmaras de Benavente e Portimão exigem indemnizações. E assim se desvanece um evento de dimensão gigante. Nem os votos de paz, tanto aclamados na passagem do ano, lhe valeram!
Saudações Cordiais,
Vizinha
Eleições na Banda Filarmonica
Eleição dos órgãos sociais da Associação Cultural e Desportiva Paulense - Banda Filarmónica
Foi com alguma mágoa e tristeza que no último Sábado, dia 17, verifiquei a ausência de qualquer lista candidata aos órgãos sociais da Banda Filarmónica. Apesar de não ficar surpreendido fiquei, contudo, apreensivo. A Banda Filarmónica tem um papel importante a desempenhar na comunidade paulense, em especial, na formação musical dos jovens e logo dos Paulenses.Fui dirigente da Banda Filarmónica e tenho acompanhado a sua evolução nos últimos quinze anos. A Banda já teve dificuldades mas os seus músicos e sócios sempre encontraram soluções para manter os sons em harmonia e oferecer lindissímos espectáculos aos paulenses com níveis elevados de qualidade. Lembram-se da orquestra juvenil?
É necessário juntar vontades e tentar conciliar novas motivações com a experiência e competência de paulenses que gostam da Banda. A escola de música não tem jovens, é verdade. Contudo, não nos podemos esquecer que essa dificuldade já foi vivida por outras direcções que, felizmente, souberam captar jovens e manter viva a Banda. É compreensível que quem tem dirigido os destinos da Banda seja confrontado com incompreensões, más vontades e falta de colaboração desta ou daquela entidade com responsabilidades na promoção, criação e fruição cultural.
Que ajudas houve? A Câmara Municipal cumpriu com o que prometeu? A Junta de Freguesia esteve atenta aos problemas e procurou ajudar? O Inatel ? e a Secretaria de Estado da Cultura? os sócios pagaram as quotas?participaram nas Assembleias?
O que fez a Direcção para mobilizar e motivar toda aquela gente a ajudar a Banda? Houve falta de dinâmica de alguns membros da Direcção?
Não existem membros da Direcção cessante com vontade e motivação para reestruturar a composição dos órgãos sociais e dar mais um passo em frente?
Não é possível juntar a familia filarmónica? Não é possível voltar a ganhar para a banda músicos que por lá passaram? Não é possível ter uma banda no Paul onde a maioria dos músicos sejam naturais e residentes na terra? Não ficaría mais barato? e não sería mais funcional e operacional?
É preciso juntar toda a gente. Deixar quezílias do passado, que foram importantes, no percurso, mas que podem inviabilizar o futuro.
A próxima Assembleia realiza-se em 15 de Dezembro, pelas 20 H e 30M. Espero lá encontrar velhos e novos dirigentes, velhos e novos músicos. A banda vencerá.
Compilado na integra de Blog Victor Reis Silva
Nota pessoal: O prof Victor tem o meu apoio ao avivar memorias dum passado recente, questionar apoios a quem de direito e principalmente as quezílias que podem inviabilizar um futuro. Se houvesse menos "fome de poder" maior seria o "repasto" e o Burgo mais forte estava.
Saudações Paulenses
Senhores Governantes Tenham Vergonha
Madeleine: PGR afirma que "não têm qualquer fundamento" declarações de assessor de eurodeputado britânico
O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, considerou hoje que as afirmações feitas por um assessor de um eurodeputado britânico "não têm qualquer fundamento", ao acusar o sistema judicial e policial português de ser "corrupto". "As acusações feitas ao sistema judicial português e à Polícia Judiciária (PJ) não têm qualquer fundamento e são até contraditórias com o que o Governo inglês e a Polícia desse país [Inglaterra] têm afirmado", afirma o PGR numa posição manifestada à agência Lusa.
Pinto Monteiro diz, também, que "não faz mais comentários" sobre este assunto, porque pensa que "a resposta a dar a um deputado europeu tem de ser política e não jurídica".
O ministro da Justiça e o director nacional da PJ também consideraram hoje "inqualificáveis" e "irresponsáveis" as declarações de um assessor de um deputado britânico no Parlamento Europeu que acusa o sistema judicial e policial português de ser "corrupto".
Piers Merchant, assessor do eurodeputado Roger Knapman, citado pelo semanário "Sol" on-line, acusa o sistema judicial português de ser "corrupto" e refere que o Governo inglês se tem envolvido no apoio ao casal McCann porque "Portugal não tem uma verdadeira tradição de direitos civis, liberdades e democracia".
Segundo o "Sol", as declarações de Piers Merchant, do UK Independence Party, surgiram em resposta a uma carta enviada por uma cidadã inglesa ao eurodeputado Roger Knapman, no âmbito do desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann a 03 de Maio, no Algarve.
Na mesma resposta é dito que "alguns elementos da Polícia [portuguesa] são corruptos e neste caso há mesmo um detective que foi acusado de corrupção".
Numa declaração à Agência Lusa, o ministro da Justiça, Alberto Costa, considerou que se tratam de "afirmações inqualificáveis do UK Independence" e que estas "não traduzem, de todo em todo, a posição das autoridades britânicas".
O director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, classificou de "torpes" e "irresponsáveis" as declarações prestadas pelo assessor do eurodeputado britânico.
"Tenho a certeza que as autoridades do Reino Unido e que os seus cidadãos, na sua generalidade, não as subscrevem. Nada nos demoverá de continuarmos a nossa actividade policial dentro de princípios de estrita legalidade democrática", declarou Alípio Ribeiro em posição manifestada à Agência Lusa.
A menina Madeleine McCann desapareceu a 03 de Maio de um apartamento turístico na Praia da Luz, no Algarve, onde se encontrava com dois irmãos gémeos, enquanto os pais jantavam com amigos num restaurante próximo"... in Lusa
Nota pessoal: O que espera o nossa sistema judicial para condenar estes senhores por abandono de menores enquanto jantam e se enfrascam no tapas. Que moral ou verdade judicial têm todas as condenações de pais que por menos ficararam sem os filhos.
PORTUGAL É UM PAIS DE DIREITO E CHEGA DE SER ENXOVALHADO , DESACREDITADO, MENOSPREZADO E SER O CENTRO DO CIRCO McCann.
TENHAM VERGONHA E ASSUMAM DEFINITIVAMENTE UMA POSIÇÃO.
Peço desculpa mas o que vai a mais é exagero.
Saudações Paulenses
Ainda Ha Bons Empregos
Basta trabalhar 15 anos para ter reforma do Estado
"O Governo prepara-se para aprovar um diploma que irá facilitar as reformas antecipadas no Estado a partir do próximo ano. A medida permitirá assim ao Executivo acelerar a redução de funcionários públicos, aproximar-se da meta de reduzir 75 mil trabalhadores até 2009, para além de convergir o sistema público do privado.
De acordo com a proposta a que o Diário Económico teve acesso, o tempo de serviço necessário para um funcionário público pedir a reforma (actualmente de 36 anos), irá reduzir-se de forma gradual até atingir os 15 anos de serviço em 2015. No entanto, a idade necessária para a reforma mantém-se, ou seja, continuará a aumentar até aos 65 anos ao ritmo de seis meses por ano até 2015.
Por exemplo, em 2008 um trabalhador poderá pedir a aposentação se tiver 33 anos de serviço e 61,5 anos de idade. Em 2010, bastará ter 25 anos de serviço e 62 anos e meio de idade para poder pedir a reforma. Mas há um senão: os anos de serviço pesarão sempre no cálculo da reforma – quanto menos anos de serviço, mais curta será a pensão.
O objectivo é chegar a 2015 com um prazo mínimo de 15 anos de serviço para pedir a reforma, tal como acontece no regime geral da Segurança Social.
Também a partir de 2008, as reformas antecipadas no Estado voltarão a depender exclusivamente de o trabalhador ter 36 anos de serviço, mas só terá direito à pensão por completo se a sua carreira contributiva somar 40 anos.
Por exemplo, um funcionário público que, em 2008, tenha 36 anos de serviço e 61,5 anos de idade não terá qualquer penalização na pensão. Recorde-se que a lei actual aumenta os anos de serviço ao mesmo tempo que a idade (sem esta alteração, em 2008, seriam necessários 37 anos de trabalho), mas com esta medida, tal vai deixar de acontecer.
A penalização de 4,5% no valor da pensão por cada ano de antecipação também irá manter-se até 2014 para, no ano seguinte, entrar em vigor a penalização de 0,5% por cada mês de antecipação, ou seja, de 6% ao ano. Mas o funcionário público poderá reduzir a penalização com outra regra: por cada três anos de serviço a mais que os 36 exigidos, reduz um ano de penalização. Ou reduz seis meses por cada ano a mais que os 36 exigidos.
Além disso, existe um regime de bonificação para quem optar por trabalhar para além da idade da reforma.
Em 2015, tudo muda e a função pública passará a ter um regime igual ao da Segurança Social (sector privado): para ter direito à pensão completa será necessária a idade de 65 anos e 40 anos de serviço"... in DE
Nota: Qualquer dia andamos NESTA FIGURA. A falta de onde ir "sacar" inventa-se.
Saudações Paulenses
Ensino Publico na Covilhã o Mais Cotado
| Pos. | Escola | Tipo | Nº exames | Média | Média CIF | Média |
| 95 | Esc Sec Campos de Melo | PUB | 457 | 12,62 | 13,31 | 10,71 |
| 108 | Esc Sec Frei Heitor Pinto | PUB | 191 | 12,31 | 12,95 | 10,60 |
| 367 | Esc Sec com 3º C. Q. das Palmeiras | PUB | 273 | 12,47 | 13,72 | 9,25 |
| 471 | Externato Nossa Senhora dos Remédios | PRI | 137 | 11,31 | 12,60 | 7,99 |
Saudações Paulenses











