27 janeiro 2008

"Coincidências" ou Talvez Não

Herdade em Rio Frio vendida por 250 milhões
Uma parcela de 4 mil hectares na herdade de Rio Frio, que atravessa os concelhos de Palmela, Alcochete e Montijo, foi vendida no dia 7 de Dezembro, quando já eram conhecidas das autoridades as conclusões do relatório do LNEC sobre a localização do novo aeroporto internacional

A herdade de Rio Frio, uma enorme extensão de terrenos entre Palmela, Alcochete e Montijo, está a ser comprada por vários empresários, que avançaram para estes negócios nos últimos meses. O mais recente foi formalizado no passado dia 7 de Dezembro e implicou a compra de cerca de quatro mil hectares da herdade, num negócio global que terá ascendido aos 250 milhões de euros.

A decisão do Governo de escolher Alcochete para a construção do novo aeroporto e o anúncio da terceira ponte sobre o Tejo e do traçado do TGV fizeram já aumentar o interesse e o valor das várias parcelas que integram a antiga Herdade de Rio Frio.

Estes terrenos vão ser atravessados pelas linhas do TGV Lisboa-Madrid e do respectivo ramal de acesso ao aeroporto de Alcochete, assim como pela estrada que dará acesso à nova ponte Chelas-Barreiro, o que implicará o levantamento de restrições que sobre eles existam, em nome do interesse público.

A Herdade de Rio Frio não está inserida em qualquer regime de protecção ambiental – está, aliás, estrategicamente situada entre duas reservas naturais, a do Tejo e a do Sado. As únicas limitações existentes neste momento relacionam-se com as grandes extensões de sobreiros que ali existem, cujo abate é proibido em Portugal, e com o facto de estar classificada como terreno agrícola. in Sol

Nota: Sera que o Sr. Marinho tem razão nas suas "insinuações" ou será apenas mais uma feliz coincidência.

Saudações Paulenses


1 Rebolos:

Zé da Burra o Alentejano disse...

Escolhido o local do aeroporto faltam agora as travessias, mas parece-me que, uma vez mais, está a escolher-se uma má solução:

Eu continuo a insistir numa travessia apenas ferroviária para o TGV e outros comboios, entre Montijo e Chelas. A rodoviária seria feita entre a Trafaria e Algés, fechando a CRIL que termina subitamente numa rotunda em Algés.

Com a deslocação de parte do trânsito da ponte 25 de Abril para a Trafaria-Algés, a ponte 25 de Abril ficaria disponível para receber o trânsito que usa actualmente o Montijo dada a saturação da 25 de Abril.

O trânsito do novo aeroporto far-se-ia assim, sobretudo pela ponte já existente no Montijo.

Parte do seu actual trânsito transitaria, como disse, para a 25 de Abril ou deixaria existir porque os actuais utentes passariam a utilizar o comboio.

A travessia Trafaria-Algés, por ponte ou por túnel, terá um dia que ser feita porque a CRIL termina de forma abrupta em Algés, o que é absurdo: pode ser agora, daqui a 10, 20 ou 30 anos mas será inevitável e agora sempre se aproveitavam algumas ajudas comunitárias.

8/2/08 09:58