30 julho 2008

A Escrita e o Premio !!!!!!!!!

Memórias do bacalhau - Casa dos Bicos

A Casa dos Bicos, palácio que pertenceu à família dos Albuquerques, vice-rei da Índia, foi comprada, depois do terramoto de 1755, por um comerciante de bacalhau ficando a servir de depósito deste peixe até ser adquirida para sede da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, já no final do século XX

Mandada construir em 1523 por Brás de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque, presidente do Senado em Lisboa e protegido do rei D. Manuel. Localizada na Ribeira Velha (actual campo das Cebolas), era destinada a habitação. A sua decoração, os "bicos", demonstra uma clara influência italiana, provavelmente do Palácio dos Diamantes em Ferrara, ou do Palácio Bevilacqua em Bolonha. O terramoto de 1755 destruiu a quase na totalidade os palácios da Ribeira e da Casa dos Bicos pouco mais restou que dois andares da fachada sul. A reconstrução pombalina respeitou o alinhamento da frente ribeirinha que ainda hoje evoca a antiga cerca de Lisboa, mas a Casa dos Bicos permaneceu como um caso por resolver. Nos tempos da sua construção, da porta principal das Casa dos Bicos até à beira-rio a distância era de uns 100 metros. Parte do terreiro em frente da casa era ocupado pelo antigo mercado de peixe que ali funcionou antes do terramoto. em 1981, foi restaurada segundo o desenho primitivo para albergar um dos núcleos da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura. Acolheu a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses até à sua extinção.

Uma das suas utilizações foi a de armazém de
bacalhau, depois de ter sido comprada por um comerciante de peixe.

Amália Rodrigues teve o projecto
de transformar aquela casa no seu retiro fadista, mas o preço pedido pelos proprietários de então fê-la desistir da ideia.

A Casa dos Bicos vai ser cedida por 10 anos pela Câmara Municipal de Lisboa à Fundação José Saramago para nela instalar a sua sede. Por muito que se aprecie José Saramago pela sua obra ou pelas suas opiniões políticas, por muito que Portugal e os portugueses se possam sentir honrados por um nosso concidadão ter recebido um Prémio Nobel, por muito que a Fundação José Saramago possa merecer receber auxílio municipal ou nacional para a sua instalação condigna, a cedência da Casa dos Bicos é, a meu ver, escandalosa. Trata-se de um monumento com grande significado na nossa história, de uma beleza rara e numa localização privilegiada. Devia ser destinada a eventos de significado histórico e nacional, que pudessem atrair turistas nacionais e estrangeiros, aberta a todos. Não o tem sido, é verdade, mas pelo menos conservava essa possibilidade. A cedência a uma instituição particular vai limitar ou impedir a sua vocação. Seria boa ideia promover uma petição nacional para impedir esta cedência. Não o sei fazer nem tenho possibilidades de motivar muita gente, mas modestamente lanço a ideia. Talvez alguém com mais eco possa pegar-lhe. Saramago que continue a escrever romances, em Espanha ou em Portugal ou onde lhe aprouver, que dedique o seu tempo à sua fundação, mas que deixe a Casa dos Bicos em paz.

Assim sendo devem as entidades, mentes "entelelentes", Padrinhos ETC ETC... a pensar na oferta a este ilustre escrivão que começou agora a alinhar a escrita e já vai nisto:


O sargento Luís Gomes, pai afectivo de Esmeralda Porto, vai prestar mais uma sessão de autógrafos em Vila de Rei na Feira de Enchidos, Queijo e Mel, no domingo, pelas 17h00. No passado dia 27, os populares pediram mais uma sessão ao autor do livro Amo-te Filha! – Caso Esmeralda

Nota: A um espanhol radicado por vontade própria da-mos património em bico, que irão encontrar ao escritor (do enchido) por tanta protecção ao mais nobre sentimento de preservar o bem estar da criança.
Que não se esqueça de reverter os lucros na mesma conta que pediu ao PAI BIOLÓGICO BALTAZAR.

3 Rebolos:

Anónimo disse...

Parece que o problema para o PTT não é a Casa dos Bicos (que irá continuar com bicos)mas sim o Saramago.

Menos faz o Soares e recebe do Estado para a sua Fundação.

Menos fazem outras entidades do nosso Concelho e recebem chorudos apoios.

É preciso trazer Saramago para Portugal e retirar-lhe o "sabor amargo" que tem de um governo presidido por Cavaco

31/7/08 02:01
PTT disse...

Para Anónimo:

Realmente o problema é Saramago. É-me difícil aceitar que quem defenda a integração de Portugal como província Espanhola, ler (http://dn.sapo.pt/2007/07/15/artes/nao_profeta_portugal_acabara_integra.html) e aqui no blog (http://vila-do-paul.blogspot.com/2007/07/gentes-eluminadas.html), que vivem por vontade própria em Espanha e se quiser na minha opinião deixa muito a desejar o seu patriotismo. Cavaco aqui não é perdido nem achado, pois se assim fosse recusaria a oferta "debaixo" da presidência de Cavaco. Isto seria ser coerente.

Neste campo Soares não é exemplo para nada nem minguem.

Cravinho devia abrir o livro e ficaríamos a saber concretamente o que se passa no "calor dos políticos".

Por ultimo tanto se fala de Esmeralda mas todos os padrinhos e madrinhas,(http://vila-do-paul.blogspot.com/2008/01/e-criana-quem-protege.html), não faz deste caso um exemplo antes pelo contrario revolta quem em situações idênticas é prejudicado por falta de mediatismo.

31/7/08 07:23
Zé Povinho disse...

M.Torga, A.O'Neil, F.Pessoa,Aquilino, até Lobo Antunes, e outros melhores e maiores que Saramago, não têm a "máquina promocional" que este teve.
Não fosse isso Saramago seria um normalissimo escritor "espanhol".

7/8/08 12:23